Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
07.03.19
ED. 6067

Mais ou menos guerrilha na reforma da Previdência?

O uso das redes sociais como forma de insuflar as bases do presidente Jair Bolsonaro voltou à baila no Palácio do Planalto. As discussões têm como pano de fundo a estratégia a ser adotada pelo governo para reforçar a imagem do presidente, visando garantir os apoios necessários à aprovação da reforma da Previdência. “Mais Carlos” ou “Menos Carlos”? Estas são as palavras de ordem que ecoam pelos corredores do Palácio e têm sido usadas para ilustrar a divisão de opiniões entre os aliados mais próximos de Bolsonaro. Por “mais Carlos”, entendase o resgate e a manutenção de um permanente clima de campanha, com um bombardeio nas mídias digitais e grupos de WhatsApp bem ao estilo de Carlos Bolsonaro, o Capitão do Capitão nas redes sociais.

Esta corrente, que tem entre seus entusiastas os próprios rebentos, além de partidários como o senador Major Olímpio, defende o retorno do Bolsonaro puro-sangue,que buscaria no apoio acalorado de sua claque, pautar a mídia através de um marketing extremamente agressivo, recriando o protagonismo digital para o governo. Por esta ótica, o próprio Carlos Bolsonaro deveria voltar à linha de frente da comunicação do pai, a exemplo do que ocorreu na campanha, lançando mão de toda a sua guerrilha digital para estimular o eleitorado do presidente. As ações nas redes sociais ajudariam Bolsonaro a não se tornar tão refém do “toma lá, dá cá” que começa a dominar o Congresso como moeda de troca para a votação da PEC da Previdência. Ou, pelo menos, disfarçar, dizendo que não está fazendo o que está fazendo.

As operações digitais seriam extremamente eficientes também para apagar ou contrapor os discursos feitos pelo próprio clã dos Bolsonaro contrário à reforma da Previdência. Entre outros, circula na rede um depoimento do deputado Eduardo desancando a reforma e afirmando que a última coisa a ser feita seria mexer com a aposentadoria do funcionalismo público. O monitoramento das próprias redes sociais e pesquisas de opinião reforçam o discurso dos “Bolsonaro Boys” pelo retorno do Capitão às origens. Um exemplo é o levantamentoCNT/MDA divulgado na semana passada. Ainda que 57% dos entrevistados tenham dito que aprovam o presidente Bolsonaro, apenas 38,9% classificam seu governo como positivo. E o viés é cadente.

Os petizes do clã pregam que é fundamental resgatar esse povo, sem o que dificilmente Bolsonaro terá o respaldo necessário para aprovar as reformas. Até porque existe outra variável: no próprio entorno do presidente, há quem diga que, sem o apoio do seu auditório eleitoral, o rei fica nu, ou seja, o Capitão se torna refém das suspeições e denúncias, como as que rondam seu filho Flávio e o escândalo dos laranjas do PSL. O Bolsonaro que conta é o Bolsonaro da campanha nas redes sociais. Até porque este é o espaço possível para o Presidente esconder sua insuficiência e ser celebrado pelo teatro que pratica no meio digital. No lado oposto, está a corrente do “Menos Carlos”, ou do “É a política, estúpido!”, que tem no ministro Onyx Lorenzoni um de seus cabeças. E, com menos intensidade, os generais Augusto Heleno e Santos e Cruz.

Estes últimos concordam que Bolsonaro deve intensificar sua exposição institucional nos Facebook e Twitters da vida, mas discordam da guerra de guerrilha no front digital. Para esta banda, campanha é campanha, governo é governo. As redes sociais podem ser muito boas para construir a persona de um candidato e desconstruir a reputação alheia, mas têm pouco efeito prático no mundo real do Congresso. Como disse o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, “não se pode desprezar e muito menos criminalizar a política”. Este grupo de aliados prega o caminho convencional da articulação, da captura partidária e das oferendas de praxe, sejam cargos, sejam verbas orçamentárias. Isso mesmo com a notória dificuldade do governo Bolsonaro em construir canais de interlocução com o que se diz ser sua base aliada no Congresso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Pé embaixo na licitação da BR-163

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assumiu diretamente a interlocução entre o governo e as comunidades indígenas e entidades da área ambiental para destravar o projeto de extensão da BR-163, de Santarém (PA) até o Suriname. Estas áreas são o calcanhar de aquiles do empreendimento. O novo trecho cortará extensas terras pertencentes a indígenas e quilombolas, além de unidades de conservação ambiental. A missão de Freitas é costurar um acordo até o início de março. A BR-163 é um dos projetos prioritários do pacote de licitações que o presidente Jair Bolsonaro pretende anunciar em meados do mês que vem para celebrar os 100 dias da sua gestão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Financiamento capital

O governador Ibaneis Rocha abriu conversas com o BNDES em busca de financiamento para o programa de privatizações do Distrito Federal. No pacote, o metrô local e a Companhia de Saneamento do DF, além de ativos do Banco Regional de Brasília (BRB), que deverá se transformar em uma agência de fomento. Este último é o caso mais complexo. O MPF investiga, no âmbito da Operação Circus Maximus, um suposto esquema de pagamento de propinas a executivos do BRB em troca da liberação de recursos para projetos como o antigo Trump Hotel, no Rio de Janeiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

“C2 Bank”

Carlos Fonseca abriu a porteira. Segundo o RR apurou, outros sócios do C6 Bank estariam preparando sua saída do banco digital. O motivo seria o mesmo: divergências com Marcelo Kalim e Leandro Torres devido ao estilo centralizador dos comandantes-em-chefe da instituição. O C6 abriga quase duas dezenas de ex-acionistas do BTG. Procurado, o banco nega a saída de outros investidores e afirma que “Carlos Fonseca deixou a sociedade em comum acordo com os sócios”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

João Doria 2022

A campanha presidencial de 2022 já começou, ao menos para João Doria. O Palácio dos Bandeirantes montou um grupo com a missão de garimpar as redes sociais e ranquear diariamente os temas de maior repercussão e alcance em todo o país. As informações têm sido usadas como “cola” para pronunciamentos e entrevistas de Doria. O governador quer falar e ser ouvido não só em São Paulo, mas no Brasil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Pré-sal quatro estrelas

No Palácio do Planalto cresce o entendimento de que o pré-sal é tão estratégico, mas tão estratégico que a estatal PPSA ficará melhor sob o comando de um general.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Custo Invepar

O novo SOS financeiro da Invepar deverá custar quase R$ 800 milhões a Previ, Funcef e Petros. É o montante que o trio deverá subscrever na nova emissão de debêntures da empresa para não ter sua participação diluída.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Será que ele é?

A deputada Gleisi Hoffmann por poucos dias deixou de concorrer a nome de bloco de rua ou bordão da folia. A frase “Eu acho que ele é meio doido”, referindo-se à falta de decoro de Jair Bolsonaro nas redes, é imperdível. Tinha tudo para pegar como grito de Carnaval.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Roleta carioca

O governo do Rio decidiu frear a venda de um palacete localizado na Ilha de Brocoió, na Baía de Guanabara. Qualquer semelhança entre a decisão e a expectativa de aprovação da lei que libera o jogo no Brasil não é mera coincidência. Wilson Witzel acha que o local daria um belo cassino.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.19
ED. 6067

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, Petros e Funcef.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.