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Planos
01.03.19
ED. 6066

Reforma da Previdência também passa pelo GSI

O Palácio do Planalto acredita que o sucesso na tramitação da reforma da Previdência não é uma missão restrita à base aliada no Congresso, mas também um caso da área de informações. Os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos e Cruz, estão focados na definição de estratégias para a blindagem da família Bolsonaro. O consenso é que a travessia no Congresso não sofrerá percalços. A perda de até R$ 300 bilhões em negociações com os parlamentares já está prevista nos cálculos.

Uma economia de R$ 800 bilhões nos gastos previdenciários em 10 anos é considerada razoável pelo governo. O que pode detonar a tramitação são os vazamentos ou “refogados” de notícias que submergiram. A acumulação patrimonial do presidente, formal ou informal – empréstimos e pagamentos nãocomputados, a exemplo do “caso Queiroz” – é uma área crítica. A imagem de Bolsonaro e da sua família está muito sensível. Dinheiro no bolso, poupança, imóveis, soldo, viagens, pechinchas, tudo isso é material de uso inflamável na reforma da Previdência.

Os militares do setor de informações irão minerar dados no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ligado ao Ministério da Justiça, e auscultar o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). Não pode sobrar um grão de poeira de dúvida sobre a movimentação financeira e a origem e preços dos bens do clã Bolsonaro, que têm alguns ativos com a propriedade cruzada. A comunicação, com respostas precisas e operações de direcionamento eficaz, precisa estar engatilhada.

No âmbito dos refogados, a título de exemplo e esquecida em algum sopé da história, encontra-se a suspeição do Cofeci de “sérios indícios de lavagem de dinheiro” na aquisição de uma casa por Jair Bolsonaro na Barra da Tijuca. A operação teria se dado por um preço muito abaixo do valor de mercado, após a antiga proprietária ter feito obras no imóvel. A reforma da Previdência é progressiva na tributação da renda. Mas tem suas pegadinhas na redução dos benefícios sociais para os mais pobres e idosos. Imagine se a grana do presidente volta à baila. Vai tudo para o espaço.

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01.03.19
ED. 6066

Habeas corpus

Nos próximos dias, os ministros do STJ vão se debruçar sobre um tema polêmico: criogenia, a técnica de manter cadáveres congelados por tempo indeterminado. A Corte julgará o caso de um engenheiro que, como último desejo, pediu para ser submetido ao processo após a morte. Uma de suas filhas levou o corpo do pai para os Estados Unidos, onde é mantido a 196 graus negativos. No entanto, outras duas filhas entraram com uma ação para trazer o corpo do pai de volta para o Brasil e obtiveram ganho de causa no TJ-RJ. A expectativa fica por conta do parecer do relator do caso no STJ, ministro Marco Aurélio Bellizze, até agora uma esfinge mesmo entre seus pares. O assunto carrega em si controvérsias de ordem jurídica, moral, religiosa e mesmo científica. A criogenia puro-sangue, ramo da ciência e tecnologia dedicado a estudar fenômenos em baixa temperatura, refuta o uso da técnica de preservação de corpos para fins de uma prometida ou almejada ressurreição – o que, aliás, derivou um processo à parte, a criônica.

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01.03.19
ED. 6066

O aguardado aniversário de “Paulo Preto”

A defesa de Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, deverá entrar nos próximos dias com um pedido de habeas corpus no Supremo. Para os advogados do ex-diretor do Dersa, o departamento de estradas de São Paulo, tão ou mais importante do que evitar a prisão de “Paulo Preto”, condenado ontem em primeira instância, é ganhar tempo. No próximo dia 7 de março, o ex-homem forte das rodovias paulistas completará 70 anos, o que automaticamente reduzirá metade a prescrição dos crimes que lhe são imputados pela Lava Jato.

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01.03.19
ED. 6066

TCU evita um vazio a mais nas paredes do MAM

Um item a menos no vasto acervo de problemas financeiros do Museu de Arte Moderna do Rio. O TCU confirmou decisão proferida em 2015, isentando o MAM do pagamento, à Secretaria do Patrimônio da União, de taxa de ocupação do imóvel onde está instalado, no Aterro do Flamengo. O veredito do Tribunal de Contas livra o Museu de uma fatura de aproximadamente R$ 30 milhões. Como referência, a cifra equivale a aproximadamente 70% do valor do “Número 16”, obra do pintor norte-americano Jackson Pollock que o MAM se viu obrigado a vender no ano passado – estima-se que o negócio tenha chegado a R$ 47 milhões.

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01.03.19
ED. 6066

CPI da Vale a passos de cágado

As assinaturas de todos os 74 deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) parecem ter sido feitas a lápis. O presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV), tem postergado a abertura da CPI para investigar a tragédia de Brumadinho. Havia a promessa de que a Comissão seria instaurada ainda nesta semana, o que não ocorreu. O novo horizonte é a semana depois do Carnaval. Ao que tudo indica, o lobby da Vale está funcionando.

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01.03.19
ED. 6066

Amargo remédio

A busca do Teuto por um sócio investidor tem esbarrado na resistência dos acionistas em abrir mão do controle. A família Mello quer o céu – um aporte substancial capaz de reduzir o endividamento superior a R$ 800 milhões – sem entregar os anéis, ou seja, uma participação majoritária e a gestão do laboratório farmacêutico. O clã é conhecido no setor como um osso duro de roer. Que o diga a Pfizer, que comprou 40% do Teuto e depois revendeu a participação à própria família Mello, embolsando um valor inferior aos R$ 400 milhões pagos anteriormente.

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01.03.19
ED. 6066

De prisioneira à vítima

Os advogados de Adriana Ancelmo cogitam pedir à Justiça proteção policial para a ex-primeira dama do Rio. O argumento é que o tiroteio deflagrado por Sergio Cabral, com graves acusações a empresários e diversos integrantes de seu governo, traz risco à segurança de Adriana. Em dezembro de 2018, o juiz Marcelo Bretas revogou a prisão domiciliar da Sra. Cabral, permitindo que ela deixe seu apartamento das 6h às 20h.

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01.03.19
ED. 6066

Saída homeopática

Abilio Diniz prepara a venda de mais um lote de ações do Carrefour Brasil. Sua participação no negócio, por meio da Península, deverá cair de 8,9% para a casa dos 5%. Será o suficiente para embolsar algo em torno de R$ 1,2 bilhão. Ao que parece, realizar lucro só no Brasil. Por ora, a participação de Monsieur Diniz no Carrefour francês (7,6%) segue intacta.

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01.03.19
ED. 6066

Jogo jogado

A reunião com os líderes partidários que Rodrigo Maia está convocando para o dia 11 de março, com o pretexto de escolher os integrantes das comissões da Câmara, é puro jogo cena. O “quem é quem” já está todo mapeado na cabeça de Maia.

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01.03.19
ED. 6066

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Teuto e Península Participações.

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