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Planos
19.02.19
ED. 6058

Decálogo de tropeços que podem levar Bolsonaro ao precipício

Jair Bolsonaro está comprado em pelo menos dez opções de crise. São indicadores antecedentes de problemas graves que ameaçam o governo. Se Bolsonaro não desarmar as posições a futuro, corre risco de transformar o país em uma montanha russa. Ou mesmo não chegar ao fim do mandato. Os indicadores são os seguintes:

1. Comparação com o vice-presidente Hamilton Mourão (Prazo de vencimento: qualquer dia dos próximos quatro anos). Recomenda-se que o pleito do general de receber uma ocupação específica seja atendido.Sem ter uma missão definida, Mourãofalará sobre tudo. É aí que mora o perigo: o vice é melhor.

2. Filhos sem freio (Prazo de vencimento: eternos enquanto durem). Principal problema da agenda de crise. Há quem diga que Bolsonaro tem culpa, pois estaria usando os rebentos para dar os recados. Talvez seja o caso de criar um dispositivo legal para impedir que o presidente, integrantes do primeiro escalão e parentes usem a rede. Uma situação quase insolúvel.

3. O fator Flavio Bolsonaro (Prazo de vencimento: pode acabar em circuit breaker). O “01” e suas finanças são um problemaço. O caso Queiroz tem deixado pouca margem de manobra para o Palácio do Planalto. A primeira missão é brecar a criação de uma CPI do Coaf ou mesmo de uma CPI das Milícias. Depois, torcer para o Supremo deixar tudo como está. Melhor seria se Queiroz topasse o papel de Cristo.

4. Orfandade da mídia (Prazo de vencimento: próxima edição). É altamente recomendável que o presidente dê atenção aos veículos de comunicação mais relevantes da República, tais como a Globo e a Folha. Bolsonaro tem priorizado a Record, SBT e o Antagonista. Mídia rejeitada é fermento para a desgovernança.

5. Major Vitor Hugo, o líder que não lidera (Prazo de vencimento: ontem). Por ora, o deputado sequer conseguiu articular a votação de MPs de interesse do governo. É mais do que recomendável que o Planalto o substitua antes da tramitação do projeto da Previdência.

6. O “político” Paulo Guedes (Prazo de vencimento: qualquer dia desses…). O “Posto Ipiranga” cumpre indiscutível papel como superministro e avalista do governo Bolsonaro. Mas é um fator de risco quando atravessa a fronteira e se arvora em fazer política. Para o bem da governabilidade, a prudência recomenda que Bolsonaro consiga mantê-lo no seu perímetro de atuação.

7. O guru da Virgínia (Prazo de vencimento: a primeira grande crise). Olavo de Carvalho já chamou Mourão de “traidor” e tachou parlamentares do PSL que viajaram à China de “idiotas”. É de bom-tom que o presidente deixe claro que o incendiário colaborador não verbaliza o próprio governo.

8. O pomar do PSL (Prazo de vencimento: até a ação cair do pé de madura). A demissão de Gustavo Bebianno não encerra o caso dos “laranjas” do partido. Talvez fosse o caso de o clã Bolsonaro fundar outra sigla – a “nova UDN”, como vem sendo especulado – e deixar esse bagaço para trás.

9. A excessiva representatividade política dos evangélicos (Prazo de vencimento: um pouco a cada dia). A bancada da Bíblia é formada quase que exclusivamente por pentecostais. Seria oportuno que Bolsonaro desse um pouco mais de atenção à Igreja Católica. Há desagrados no ar.

10. A desinibição dos ministros do baixo clero (Prazo de vencimento: basta uma entrevista para a ação virar pó). Ministros de menor estatura têm se notabilizado pela produção de declarações estapafúrdias, a começar por Ricardo Salles e Damares Alves. Em certa medida, a tranquilidade de Bolsonaro para governar está indexada à capacidade de manter essa turma silente.

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19.02.19
ED. 6058

Proteção a testemunha

Na quinta-feira a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, desembarcará em Abadiânia (GO) para se reunir com integrantes da força-tarefa que investiga as denúncias de abuso sexual contra João de Deus. Damares se encontrará também com mulheres que acusam o médium. No Ministério, discute-se a possibilidade de que as vítimas que eventualmente se sentirem coagidas ou mesmo ameaçadas entrem no programa de proteção a testemunha do governo federal.

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19.02.19
ED. 6058

M&A em construção

A Leroy Merlin teria aberto conversações com o Advent para a compra da Quero-Quero, rede de lojas de material de construção controlada pela gestora norte-americana. A empresa estaria avaliada em aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Nada mau para o Advent, que, em 2010, investiu aproximadamente R$ 200 milhões na aquisição da varejista gaúcha. Com a operação, a Leroy Merlin dispararia na liderança do setor, pulando de um faturamento anual de R$ 5 bilhões para cerca de R$ 6,5 bilhões. Passaria ainda a ter uma forte presença na Região Sul, onde estão as 260 lojas da Quero-Quero. Procurada, a Leroy Merlin disse “não confirmar a informação”. Já o Advent não quis se manifestar sobre o assunto.

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19.02.19
ED. 6058

Algema de ouro

Há uma costura conduzida por Eunício de Oliveira e Romero Jucá para convencer Simone Tebet a permanecer no MDB por pelo menos mais dois anos. É o tempo que durará o seu mandato na presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

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19.02.19
ED. 6058

O novo “dono” do Meio Ambiente

O Ministério do Meio Ambiente vai perder um braço. O Palácio do Planalto pretende concentrar na Secretaria de Governo, comandada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, a gestão do impacto ambiental dos empreendimentos do PPI. Até mesmo as audiências públicas sobre o assunto passarão para sua alçada. É mais uma medida com o objetivo de acelerar a licitação de projetos da área de infraestrutura.

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19.02.19
ED. 6058

Prefeito Cardozo

José Eduardo Cardozo desponta como favorito para disputar a eleição à prefeitura de São Paulo pelo PT no ano que vem. O ex ministro da Justiça tem mantido uma agenda de encontros com políticos e empresários.

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19.02.19
ED. 6058

Bateria antiaérea

O BlackRock, uma dos maiores gestoras do mundo, também deverá solicitar à CVM o adiamento da assembleia de acionistas da Embraer programada para o dia 26 com o objetivo de deliberar sobre a fusão com a Boeing. Donos de 5% das ações da companhia, os norte-americanos se uniriam, assim, ao investidor Renato Chaves, ex-diretor da Previ e igualmente minoritário da Embraer, que também tenta brecar a assembleia.

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19.02.19
ED. 6058

O looping da KKR

A norte-americana KKR, que administra mais de US$ 150 bilhões em todo o mundo, está prospectando ativos na cadeia do agronegócio no Brasil. Seria o retorno da gestora, que desativou seu escritório no país há pouco mais de um ano.

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19.02.19
ED. 6058

Descarrilamento

A bola de neve da Transnordestina é quase incontrolável. Segundo o RR apurou, estudos do Ministério da Infraestrutura apontam que a conclusão das obras poderão exigir algo em torno de R$ 8 bilhões, o que representaria 20% a mais da cifra estimada pelo governo Temer. Do bolso de Benjamin Steinbruch e da CSN é que esse dinheiro não vai sair. Procurado, o Ministério diz “não confirmar a informação”.

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19.02.19
ED. 6058

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: KKR, CSN e BlackRock.

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