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Planos
18.02.19
ED. 6057

Bolsonaro deve quebrar cartel das distribuidoras na venda de etanol

No que depender das recomendações do Ministério de Minas e Energia, do Cade e da ANP, o presidente Jair Bolsonaro deverá aprovar a proposta de que as usinas passem a comercializar etanol diretamente aos postos revendedores, sem a necessidade de intermediários. Uma vez confirmada, a medida representará um duro revés para as grandes distribuidorasde combustíveis do país, notadamente BR, Raízen (Cosan e Shell) e Ipiranga (Grupo Ultra) – o trio concentra mais de 50% das vendas de etanol hidratado no país. No governo, a proposta é vista como uma saída para dar fôlego à indústria sucroalcooleira nacional, sem a necessidade de renúncia fiscal ou outros combustíveis do gênero.

Há hoje mais de 80 usinas em recuperação judicial no país. Isso para não falar da possibilidade de redução do preço final do etanol na bomba. O assunto está concentrado na ANP, que já se posicionou favoravelmente àmudança. Consultada, a agência confirmou que “não há óbices regulatórios para a venda direta de etanol das usinas”. Mais do que isso: informou também que está “alinhada ao Cade”. O órgão antitruste emitiu parecer técnico apontando que a norma vigente “produz ineficiências econômicas, à medida que impede o livre comércio e dificulta a possibilidade de concorrência que poderia existir entre produtor de etanol e distribuidor de combustível”. O Cade sabe bem do que está falando.

No momento, há seis procedimentos abertos no Conselho para investigar a formação de cartel entre as grandes distribuidoras de combustíveis. A questão opõe dois importantes setores da economia. De um lado, a indústria do etanol; do outro, as grandes distribuidoras de combustíveis. A situação deste último grupo é complicada. Além dos aspectos de ordem econômica que sustentam a mudança das regras, há outro fator que potencializa a frágil posição das distribuidoras de combustíveis nesta contenda: o crescente grau de criminalização do setor.

Em 2017, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça o cancelamento do registro da Raízen, da Ipiranga e da BR no estado por venda de etanol adulterado. A trinca também é investigada pela Polícia Civil do Paraná por suspeita de formação de quadrilha. No Distrito Federal, por sua vez, investigação conjunta do próprio Cade, da Gaeco – a Coordenadoria de Controle Externo da Atividade Policial e dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público – e da Polícia Federal desbaratou um cartel formado por 13 redes de postos locais. A indústria sucroalcooleira aproveita para descarregar sua munição contra as grandes distribuidoras de combustíveis. Elas são acusadas de inibir a venda de etanol e privilegiar a comercialização de gasolina, que oferece maiores margens.

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18.02.19
ED. 6057

Agricultura x Economia

Após vencer a queda de braço pela manutenção das tarifas de importação do leite em pó, a ministra Tereza Cristina e a bancada ruralista já abriram nova frente de batalha com Paulo Guedes. A missão da vez é a manutenção dos subsídios rurais, notadamente dos programas de crédito agrícola do Banco do Brasil, responsável por quase 50% do financiamento do setor.

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18.02.19
ED. 6057

Puro fel

Gustavo Bebianno está convencido de que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, também citado no escândalo dos “laranjas” do PSL, conspirou para acelerar sua fritura em praça pública. Vai ter volta.

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18.02.19
ED. 6057

Fortes turbulências

O plano de demissão voluntária da Avianca não deu sequer para encher um Airbus 330-200 da companhia. Segundo o RR apurou, cerca de 210 funcionários aderiram ao programa, muito abaixo da meta de 600 trabalhadores. Mau sinal. O resultado aumenta a pressão sobre a companhia de German Efromovich. Hoje, os tripulantes da Avianca se reunirão para apurar se a proposta de
redução de salários feita pela empresa foi aprovada – a votação, aberta na última quinta-feira, atravessou o fim de semana.

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18.02.19
ED. 6057

O happy end de Fabio Schvartsman

Com relação à Vale, está tudo nos conformes. As coisas acontecem… Fazer o quê? Ficamos, então, assim:

  1.  A Vale é uma joia e não pode ser condenada.
  2. A diretoria não é demissível.
  3. O presidente da companhia, Fábio Schvartsman, não tem ideia dos motivos do “acidente”.
  4.  Schvartsman vai ficando enquanto tem a “confiança dos acionistas”.
  5.  O sistema operacional de barragens é descentralizado.
  6. Os gestores locais têm autonomia.
  7.  A empresa está protegida por um “laudo de estabilidade”.
  8. Cada família vai receber por morto o equivalente a 0,0007% do Ebitda da companhia do terceiro trimestre do ano passado (US$ 4,37 bilhões), ou seja, R$ 100 mil por vida perdida.
  9. O futuro das barragens a Deus pertence.

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18.02.19
ED. 6057

Os lentos capítulos da Boate Kiss

Em meio ao clima de comoção com o incêndio no CT do Flamengo, que matou dez jovens, outra grande tragédia nacional voltou à ordem do dia no Judiciário. Segundo o RR apurou, na última quinta-feira o subprocurador da República, Alcides Martins, emitiu parecer ao STJ apontando que cabe ao Tribunal do Júri do Rio Grande do Sul julgar os réus na ação da Boate Kiss. Agora, a tendência é que o STJ referende a recomendação e determine a marcação do julgamento na primeira instância. Trata-se de um avanço de alguns milímetros em um processo que se arrasta na Justiça há seis anos. Somente para decidir a competência do caso, os autos já somam quase 30 mil páginas. O incêndio na boate gaúcha, em janeiro de 2013, deixou 242 mortos.

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18.02.19
ED. 6057

Fusão cenográfica

Há um quê de tiro de festim no plano de fusão da ANTT e da Antaq anunciado pelo governo. Os esboços feitos no Ministério da Infraestrutura mostram que, na prática, os respectivos corpos técnicos das duas agências continuarão existindo dentro de uma única casca. A fusão para valer ficará praticamente restrita à formação de um único Conselho Diretor.

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18.02.19
ED. 6057

Ritual

Paulo Guedes tem, religiosamente, reservado as quartas-feiras para reuniões com o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães. A pauta é monotemática: a venda de ativos do banco.

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18.02.19
ED. 6057

Brasileirão à venda

A CBF já busca uma nova marca para embalar o Campeonato Brasileiro. O Grupo Pão de Açúcar sinalizou que não deverá renovar o acordo de naming & rights da competição, que expira no fim do ano. Estima-se que a companhia pague algo em torno de R$ 10 milhões para associar a rede Assaí ao Brasileirão.

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18.02.19
ED. 6057

Remake?

A joint venture entre os Correios e a Azul na área de transporte de cargas é vista com descrédito na própria estatal. Ainda está fresca na memória de executivos da empresa a parceria similar fechada com a Rio Linhas Aéreas em 2014. Na ocasião, os Correios compraram 49,99% da companhia aérea, mas o negócio sequer saiu do chão, entre outra razões devido a irregularidades apontadas pelo TCU.

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18.02.19
ED. 6057

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: CBF, Pão de Açúcar e Avianca.

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