Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
14.02.19
ED. 6055

Comunicação da Vale esconde Fabio Schvartsman

A orientação da área de comunicação da Vale ao presidente Fábio Schvartsman é “vamos submergir”. A ideia da companhia é ser mais reativa do que proativa nas notícias sobre Brumadinho, esconder-se dentro de si mesmo como um caracol. A Vale tentou a mesma estratégia quando da calamidade de Mariana. Não conseguiu porque a mídia e a sociedade não deixaram. Na ocasião, as ações de responsabilidade social foram acompanhadas com intensidade. Mas elas deixam como ensino que não basta atenção aos reparos do acidente. A temeridade está no não ocorrido, no desastre encoberto no porvir, em um outro Brumadinho.

O esboroamento da barragem da Vale superou a supertempestade Sandy, no oitavo lugar no ranking dos maiores acidentes por perdas de vida. Sandy, que devastou a Costa Leste americana, em 2012, deixou mais de 100 mortes. Brumadinho praticamente dobrou esses números. É preciso que se cobre a divulgação de cada detalhe do que a companhia está refazendo e ainda mais do que está prevenindo. Um site com o status diário das demais barragens não seria mal. A mineradora chegou a criar um portal exclusivo com a justificativa de atualizar as informações sobre Brumadinho e seus outros reservatórios. No entanto, o que se vê é pura advocacia de tese, notícias e vídeos postados pela companhia com o objetivo prioritário de promover sua autodefesa.

Não há menção às condições das demais barragens, muito menos a medidas que estejam sendo tomadas para evitar novos problemas, mas apenas uma compilação de dados genéricos extraídos de alguma apresentação institucional. O que se esperaria da Vale seria a realização de uma auditoria independente dirigida ao caso e aos riscos de sua repetição em outras barragens. Um benchmarking é a Petrobras. Por ocasião do rompimento do oleoduto n Baía de Guanabara, a estatal contratou a PwC para um projeto de quatro mil ações profiláticas, ao custo de US$ 4 bilhões, com o objetivo não só de pagar  uma dívida, mas de tornar-se uma referência para o mundo.

Um comparativo com a Petrobras: a Vale fez questão de divulgar como uma grande ação a montagem de um call center, com 60 profissionais de comunicação, a maior parte terceirizados, a título de gestão de crise. Serviu a quem faturou pelo trabalho de atender telefonemas e enviar mensagens prontas por computador. A Vale, por enquanto, não passa de um modelo de corporação especializada em desastres em barragens. Nas suas costas pesam mais de 180 mortes, computadas as duas tragédias. Cabe a ela dar garantias sobre o futuro. A Vale tem de falar muito, mas muito ainda. E é bom que melhore a gestão de barragens e a sua comunicação. O RR procurou a empresa em busca de um posicionamento. A assessoria da Vale informou que estava atendendo a várias demandas e que, portanto, não teria tempo de retornar. Apesar dos seus 60 atendentes de plantão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14/02/19 12:58h

mario.santiago@prevhab.com.br

disse:

A Petrobrás é estatal e a Vale é privada. Eis aí a origem da diferença.

14.02.19
ED. 6055

Alvará para a tragédia

Na esteira da tragédia no CT do Flamengo, partidos de oposição começam a se mobilizar na Câmara dos Vereadores do Rio para criar a CPI dos Alvarás. Um dos objetivos seria investigar a indústria de multas contra estabelecimentos que continuam operando mesmo sem licença. O CT rubro-negro recebeu 31 multas da Prefeitura – e pagou apenas dez delas. Ainda assim, não apareceu um fiscal para fechar o local.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Crise financeira abala a Unesp

Entre a diretoria e os professores da Unesp cresce o temor de que a crise financeira da universidade tenha uma serventia: ser a gota que falta para João Doria decretar sua privatização. A instituição tem um déficit orçamentário da ordem de R$ 240 milhões e ainda deve o 13º aos seus servidores. A universidade solicitou a antecipação de um repasse de R$ 130 milhões. Até o momento, no entanto, Doria não sinalizou se o dinheiro será liberado. Consultada, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo diz “que verifica a viabilidade do pleito da Unesp para antecipar repasse dos recursos à universidade, a fim de regularizar o pagamento referente ao 13º salário dos funcionários”. Consultado sobre a possibilidade de privatização da universidade, o governo paulista diz que a informação “não procede”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Chama o Meirelles

A direção da GM no Brasil intensificou as conversas com Henrique Meirelles, secretário de Fazenda de São Paulo, na tentativa de antecipar créditos de ICMS das fábricas de São Caetano e São José dos Campos. Na narrativa dos norte-americanos, os recursos são fundamentais para a manutenção das duas unidades. Por ora, a GM tem encontrado a guarida que não teve no governo federal, vide a notória reunião com o secretário especial de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos Costa, no início de janeiro. Ao ouvir dos norte-americanos que as fábricas poderiam ser fechadas por falta de incentivo fiscal, Costa mandou na lata: “Se precisar fechar, fecha”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Um santo remédio para os laboratórios

A indústria farmacêutica levou aos Ministérios da Economia e da Saúde uma proposta de flexibilização das regras para o reajuste dos preços dos medicamentos. O setor reivindica que o governo solte gradativamente as amarras, dando ao mercado algum grau de autonomia na precificação dos remédios. Hoje, os reajustes anuais são definidos pela Câmara Técnica de Regulação de Medicamentos (CMED), vinculada à Anvisa. A mudança se concentraria em produtos de segmentos mais competitivos, como medicamentos isentos de prescrição e genéricos. As novas regras teriam como contrapartida o compromisso da indústria farmacêutica em aumentar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Na prática, o governo deixaria de estipular um teto para o reajuste de um determinado grupo de remédios, deixando que o mercado ditasse as regras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Depósito compulsório

Na esteira da tragédia de Brumadinho, Rodrigo Maia deverá acelerar a tramitação do projeto de lei do deputado Fábio Trad (PSD MS). O PL obriga empresas, notadamente extrativistas, não só a contratar seguro, mas a apresentar garantias financeiras para cobrir eventuais danos ao patrimônio público e privado e ao meio ambiente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Luta inglória

A defesa de Lula tenta anular a convocação de Antonio Palocci como testemunha de acusação do processo que apura possível tráfico de influência do ex-presidente na compra dos caças da Força Aérea. Os advogados levantam a suspeição de Palocci devido aos acordos de delação premiada que ele fechou em ações no âmbito da Lava Jato – nos dois casos usando acusações a Lula como moeda de troca.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Camundongo

Seria curioso se o Ministério Público averiguasse quem vendeu grandes terrenos em Sobradinho nos últimos meses. Talvez descobrisse quem chegou às alturas nessa Space Mountain com os boatos de que a Disney construiria um parque temático na cidade satélite, já desmentidos pelo grupo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.02.19
ED. 6055

Ponto final

A seguinte empresa não comentou o assunto: General Motors.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.