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Planos
06.02.19
ED. 6049

Bolsonaro pode colocar Marinha à frente das usinas nucleares

A julgar pelos planos traçados no governo, os militares deverão ter o maior orçamento desde a abertura. De um lado, Jair Bolsonaro pretende retomar ou acelerar os principais investimentos da área de Defesa; do outro, planeja colocar as Forças Armadas à frente de obras públicas estratégicas que hoje estão paralisadas. A primeira ação mais marcante envolveria Angra 3. O projeto sairia do âmbito da Eletrobras/Eletronuclear. Caberia às Forças Armadas, notadamente a Marinha, acompanhar a construção da usina, suspensa desde 2015, projeto este que deverá ter um sócio operacional estrangeiro. Posteriormente, a área militar poderia ter um papel direto na administração do complexo de usinas de Angra a partir de um modelo de gestão compartilhada com o futuro sócio.

Ressalte-se que a Marinha forma com a Eletronuclear e a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) a santíssima trindade da expertise em geração atômica. Graças ao Programa Nuclear da Armada, o Brasil domina o ciclo completo do enriquecimento de urânio. Coincidentemente ou não, um dos principais especialistas no assunto do país está hoje no Ministério de Minas e Energia, o Almirante Bento Albuquerque. O governo Bolsonaro fará também um esforço orçamentário para entregar os principais projetos de reaparelhamento do Exército, Marinha e Aeronáutica.

No topo das prioridades estão o Sisfron, sistema do Exército para vigilância de fronteiras; os novos caças da Aeronáutica e o programa de submarinos da Marinha. A trinca está orçada em mais de R$ 45 bilhões. Dos três projetos, a compra das aeronaves é o que está mais adiantado. Talvez não por coincidência, trata-se do único em que o governo ainda não precisou dispender um só centavo. Pelo contrato firmado com a Saab, de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, o primeiro desembolso só será feito após a entrega do último dos 36 caças. Por sua vez, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira) é tratado pela área de Defesa como absolutamente fundamental para o confronto com o crime organizado, sobretudo no que diz respeito ao combate à entrada de armas e drogas no país.

O Comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, é um entusiasta do projeto. Aliás, o militar é um dos oficiais do Alto-Comando mais familiarizados com o assunto. Até substituir o General Eduardo Villas Bôas, ele chefiava o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, responsável pela implantação do Sisfron. O projeto, no entanto, segue em ritmo lento. Dos R$ 12 bilhões originais, o governo teria liberado apenas algo como R$ 1 bilhão. A previsão era de que o Sistema estivesse implantado nos 17 mil quilômetros de fronteiras brasileiras até 2021. Até o momento, apenas 600 quilômetros estão cobertos.

Outro desafio do governo é destravar o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha Brasileira (Prosub). O projeto já consumiu cerca de R$ 17 bilhões ao longo da última década. Estima-se que precisará de outro tanto para ser integralmente implantado. Em dezembro, a Marinha lançou ao mar do primeiro submarino convencional, o “Riachuelo”, que ficará em testes por mais de um ano. A expectativa é que as outras três embarcações convencionais previstas no programa sejam lançadas respectivamente em 2020, 2021 e 2022 O aumento do espectro de atuação das Forças Armadas e a entrega dos projetos cardeais da área de Defesa funcionariam como um sistema de pesos e contrapesos na visceral relação entre o governo e o estamento militar. O presidente Bolsonaro provavelmente não conseguirá atender, ao menos na medida esperada, alguns dos pleitos do Exército, Marinha e Aeronáutica, a começar pela redução da defasagem salarial. O aumento dos investimentos na Defesa seria uma forma de compensação para eventuais sacrifícios dos militares, inclusive a provável mudança do seu regime de Previdência.

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06.02.19
ED. 6049

A indesejada Vale

O prefeito de Congonhas (MG), José de Freitas Cordeiro, e autoridades da área ambiental pressionam a Vale para que a empresa suspenda as obras de alteamento da barragem de Itabiruçu. O projeto prevê a elevação da estrutura de 836 metros para 850 metros e, com isso, o aumento dos rejeitos minerais despejados no reservatório. Com as obras, a barragem de Itabiruçu passaria a ter capacidade para 220 milhões de metros cúbicos – ou seja, quase 18 “Brumadinhos”.

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06.02.19
ED. 6049

Narcos à brasileira

A Netflix vai produzir três séries tendo o Brasil como protagonista dos filmes. Uma delas, dividida em três capítulos, focará no surgimento e expansão das principais facções criminosas do país: Primeiro Comando da Capital (PCC), Amigos dos Amigos (ADA) e Comando Vermelho (CV). A série tratará também das 83 facções intermediárias, que agem como subsidiárias das três matriciais.

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06.02.19
ED. 6049

O PT não quer saber de lama

Das 32 assinaturas para a instalação da CPI de Brumadinho, o PT foi o único dos partidos no Congresso a não subscrever o pleito. A ordem teria partido da própria direção nacional, leia-se Gleisi Hoffmann. As investigações no Senado deverão recair sobre os responsáveis por fiscalizações e autorizações dadas à Vale na gestão do petista Fernando Pimentel.

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06.02.19
ED. 6049

Rejeitos fiscais

Além de acompanhar os desdobramentos da tragédia de Brumadinho, Romeu Zema teve outro forte motivo para não participar do encontro de governadores com Sergio Moro, na última segunda-feira. Zema passou boa parte do dia reunido com assessores da área econômica com o objetivo de agilizar o processo de adesão de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal. A ordem é enviar o projeto à Assembleia Legislativa até o fim deste mês.

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06.02.19
ED. 6049

Pingo nos is

Em relação à nota publicada na edição de 1 de fevereiro, o ex-presidente da CVM Thomás Tosta de Sá entrou em contato com o RR para esclarecer que o Instituto Ibmec, “do qual foi presidente executivo de 2011 a 2017, a convite do ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, foi extinto em agosto de 2017, por decisão de seus associados.” Na ocasião, “foi criada uma comissão de liquidação, constituída por alguns sócios eleitos em Assembleia, para cuidar do processo de liquidação”. Tosta de Sá informa que, desde então, nada tem a ver com o Instituto Ibmec, “só cabendo à comissão de liquidação a responsabilidade da venda de seus ativos, tangíveis e intangíveis”. Diz também desconhecer se “a marca Ibmec esta à venda.”

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06.02.19
ED. 6049

Touchdown no Brasil

Há tratativas entre a NFL e um grupo de investidores para que o Brasil receba, em 2020, seu primeiro jogo entre times da bilionária liga de futebol americano. O campo dos sonhos é o Maracanã.

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06.02.19
ED. 6049

Marqueteiro

Considerado um dos principais articuladores das vitórias de Rodrigo Maia e, sobretudo, de Davi Alcolumbre, Onyx Lorenzoni tem cumprimentado seus interlocutores com um novo “slogan” sob a forma de chiste: “Deus Acima de Tudo! DEM Acima de Todos”

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06.02.19
ED. 6049

“Reforma da educação”

A bancada evangélica, à frente o deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), pressiona o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a votar ainda neste semestre o projeto da “Escola sem Partido”. Trata-se de uma das principais agendas da cartilha conservadora do governo no Congresso.

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06.02.19
ED. 6049

Um novo rio

A privatização da Cedae são águas passadas, segundo o próprio governador Wilson Witzel. No radar da estatal, o que aparece agora é a possibilidade de fechar PPPs específicas para um determinado município ou região.

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06.02.19
ED. 6049

Ponto final

Procurada, a seguinte empresa não comentou o assunto: Netflix.

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