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Planos
01.02.19
ED. 6046

A pergunta que Lenin faria a Bolsonaro e Mourão

Há uma disputa silenciosa entre os grupos pró-Mourão e pró-Bolsonaro, se é que podem ser chamados assim, em relação a uma maior ou menor proatividade do vice-presidente em assuntos da reforma da Previdência. A questão central não é nem a reforma, mas a desenvoltura com que Mourão circulará nesse período em que o presidente se encontra fora de combate. Ah, dizem que Bolsonaro já retomou, ontem, as suas atividades. Trata-se de uma operação de contrainformação pura, buscando acalmar o ambiente psicossocial e, é claro, deter Mourão.

O engenhoso gabinete no qual Bolsonaro “despachará” como se fosse Winston Churchill, no escritório de Whitehall, no subsolo das ruas de Londres, não passa de um cenário de teatro. O presidente poderá se atualizar em coisas pequenas, repassar um bilhete escrito na hora e arriscar meia dúzia de palavras para evitar que a absorção de ar lhe provoque crises de gases dolorosíssimas. No fundo é um puxadinho de um quarto de hospital, com a cama bem próxima. Operar a política nem cogitar. Bolsonaro não desencravou uma unha, mas sim fez uma cirurgia de sete horasque lhe abriu as entranhas.

Com o bem-humorado vice-presidente não há rusgas. Mourão é assim mesmo, parte para cima. Seja Bolsonaro ou qualquer outro. Da parte dos filhos e assessores não se pode dizer o mesmo. Alguns ministros estão embarreirando e atrasando propositalmente agendas no Congresso e junto aos governadores, assim como o atraso das reuniões técnicas que permitiriam avançar no modelo definitivo da reforma da Previdência, aquele que será apresentado à apreciação do presidente. No caso da reforma da Previdência a pauta está com Onyx Lorenzoni e Paulo Guedes, apoiados por inúmeros assessores especializados.

Da parte dos filhos do presidente, há o incômodo natural em ver o sorridente e performático vice ocupando o cargo em um momento doloroso do país, e o incômodo induzido pelas intrigas delirantes do professor Olavo de Carvalho contra Mourão. Como se sabe, Carlos e, mais especificamente Eduardo, ouvem Carvalho como se fosse uma entidade espírita. A questão se resume ao fato de que Mourão não considera produtivo ficar a reboque das agendas de terceiros. Julga que tem preparo superior e uma desenvoltura bem maior para conversações com parlamentares e o restante do mundo político. Tem equipe técnica qualificada própria, que dá suporte às suas opiniões, e poderia liderar as reuniões e exercer um papel destacado nos convencimentos dos atores envolvidos.

“O que fazer?”, perguntaria, sem nenhum subtexto revolucionário, Vladmir  Ulianov, “Lenin”, pensador-militante russo do século passado, cuja questão de ordem se transformou em um bordão pop. Mourão quer se destacar e considera que a Previdência, principal desafio do governo, atende ao seu duplo desejo de reconhecimento pessoal e solução para os problemas nacionais. Se cair nas graças da sociedade e for consagrado como “o cara”, cria um fato consumado e com vida própria daqui para frente. Bolsonaro, todo seu clã familiar e ministros fiéis não serão facilitadores desse engrandecimento do vice. Nem agora e nem depois, a não ser que surja um fato novo. “O que fazer?”, perguntaria novamente o nosso “Lenin” pós-revolucionário.

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01.02.19
ED. 6046

Ibmec na prateleira

Atenção, o Ibmec está à venda. Mas qual o Ibmec? Nada a ver com aquele partilhado por Paulo Guedes e Cláudio Haddad. Muito menos com a instituição de ensino pertencente ao grupo norte-americano Advent. O Ibmec que está na prateleira é praticamente só uma marca oca por dentro, cuja venda vem sendo gerida pelo ex-CVM Thomas Tosta de Sá. Esse Ibmec, que só fazia pesquisas e eventos, tinha ficado sob a gestão do ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, por ocasião da venda de sua parte educacional a Guedes. Aos potenciais interessados, fica a dica.

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01.02.19
ED. 6046

Na Vale sofrem o capital e o trabalho

A tragédia da Vale em Brumadinho não cinde apenas centenas de famílias. Também abala instituições. Entre as dezenas de mortos do rompimento da barragem estão quatro diretores do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Metais Básicos (Metabase). Não há previsão – e clima – para a realização de eleições na entidade.

Ciente de que a tragédia de Brumadinho abalou todos os seus funcionários, a Vale tomou uma boa iniciativa. Colocou aparelhos de televisão e terminais de computador com acesso à internet em diversas áreas de suas unidades operacionais, de modo que as pessoas fiquem informadas sobre as buscas e providências que estão sendo tomadas pela companhia, nos intervalos da jornada.

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01.02.19
ED. 6046

Funcionário fake da Transpetro

Investigadores que atuam na Operação Lava Jato identificaram que o ex-presidente do Grupo Estre, Wilson Quintella Filho, entrou 99 vezes na sede da Transpetro, entre 2008 e 2014. O executivo de uma das maiores empresas de serviços ambientais do Brasil foi preso na quinta-feira, 31, pela Polícia Federal, suspeito de integrar um esquema envolvendo 36 contratos do grupo com a estatal, negócios que somados chegariam a R$ 682 milhões segundo a Polícia Federal. As investigações partiram da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da estatal.

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01.02.19
ED. 6046

Pelo jeito, ninguém se entende

A política pública de segurança pública começa a bater na porta do gabinete do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Relatório da CGU apontou que “encontra-se desalinhada” com a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social a estratégia de aquisição de equipamentos para os estados, via BNDES – que tem uma linha de crédito própria de cerca de R$ 22 bilhões. Para os técnicos da controladoria, portanto, “ainda não se pode dizer que há um denominador comum de governança nessa área”.

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01.02.19
ED. 6046

Bagaços da Lava Jato

Em recuperação judicial, a usina sucroalcooleira São Fernando, de Dourados (MS), teria demitido mais de 300 funcionários nos últimos três meses. É mais um capítulo do calvário da empresa pertencente à família de José Carlos Bumlai, o “amigo” de Lula preso e condenado pela Lava Jato.

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01.02.19
ED. 6046

Mr. TCU

O presidente da Valec, Valmir Campelo, se tornou o “embaixador” do governo Bolsonaro no TCU. O ex-ministro da corte dedica parte das suas horas de trabalho a destravar a privatização da Ferrovia Norte-Sul.

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01.02.19
ED. 6046

Animal

O Podemos quer lançar a candidatura do ex-jogador Edmundo a vereador em 2020. Filiado no ano passado, o “Animal” tem tudo para ser o Alexandre Frota da política carioca.

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01.02.19
ED. 6046

Shoppings da discórdia

A General Shopping estaria negociando a venda de 11 shoppings em um só pacote. Trata-se de mais um capítulo no contencioso com minoritários. Fundos globais acusam o clã Veronezi de transferir as unidades para outra empresa de seu grupo, a Top Center, de forma a lesar os acionistas da General Shopping.

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01.02.19
ED. 6046

Bons ares

Em menos de uma semana, a Odebrecht vendeu todos os apartamentos das duas torres residenciais que lançou no Horto, em Salvador. São duas unidades por andar, de 230 m2 ou 285 m2, ao preço médio de R$ 2,5 milhões. Era o último espaço para edificação no nobre bairro da capital baiana.

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01.02.19
ED. 6046

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Ibmec, São Fernando e General Shopping.

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