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Planos
30.01.19
ED. 6044

Afinal, para que serve a golden share da Vale?

O gabinete de crise do Palácio do Planalto trouxe para o centro das discussões uma questão shakespeariana: usar ou não usar a golden share que o governo detém na Vale para substituir a direção da companhia. O assunto tem uma conotação político-estratégica que vai além de uma punição pela irresponsabilidade na administração do risco. A dúvida é se a manutenção dos gestores não compromete o governo de certa forma, pelo menos no imaginário da sociedade, com a tragédia de Brumadinho.

Depois do desastre de Mariana, a recorrência de um acidente dessas proporções enseja que o assunto deixe de ter conotações meramente corporativas. O segundo erro, com um número maior de mortes, exige uma atitude enérgica da autoridade pública, além das políticas convencionais de evacuação, socorro, apoio e solidariedade. A dúvida do governo é se a extensão jurídica da golden share permite seu uso para promover a mudança da administração. O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, sacou rápido do coldre. Disse que estuda sim essa possibilidade no âmbito do gabinete de crise.

O RR apurou que os ministros envolvidos na discussão estão divididos. Há quem defenda que, se a golden share for aplicada para troca da diretoria, a interpretação é que não há mais gestão profissional nem governança corporativa. Até porque não estão definidos os casos em que essa intervenção ocorre. Por outro lado, ignorar o instrumento parece um contrassenso. Afinal, para que ter uma ação de classe especial para ser usada em situações excepcionais, se quando ocorrer uma calamidade pública o governo simplesmente esconde o instrumento. Afinal, a golden share só serve para evitar que a companhia mude de nome ou leve sua sede para o exterior? São decisões prosaicas em comparação com o apocalipse de Brumadinho.

Segundo a fonte do RR, os ministros favoráveis à degola consideram que, além da necessidade de alguma providência oficial, os diretores da companhia não teriam mais clima de trabalho na empresa. A calamidade inquietou o quadro de pessoal ainda mais do que Mariana. A Vale passou a ser considerada uma companhia que dá pouco valor à vida. Pelo menos é o que diz a mídia internacional. A banda econômica do governo é contrária ao uso da golden share.

O ministro da Economia Paulo Guedes et caterva prefeririam que o instrumento ficasse no armário, tendo em vista o programa de concessões e privatizações do governo. Ele criaria uma insegurança regulatória. O ministro do Gabinete Civil, Onix Lorenzoni, contudo, afina o coro com o general Mourão. Diz que se for comprovada a falha da Vale, a diretoria será mudada. O mais simples é deixar que Previ faça o trabalho na próxima reunião do Conselho de Administração. Conforme o RR já publicou, a fundação está com a faca nos dentes para remover o presidente da Vale, Fabio Schvartsman.

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30.01.19
ED. 6044

Esclarecimento e sugestão

Alguns leitores do RR confundiram o teto fixado para indenização por dano moral pela nova CLT – de 50 salários mínimos – com a doação de R$ 100 mil feita, pela Vale, para cada uma das famílias de mortos e desaparecidos no rompimento da barragem da mina de ferro Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Nada a ver. O RR apenas chamou atenção para o fato de que, não fosse o teto, a soma da indenização e da doação poderiam ser maiores do que o previsível pagamento na faixa de R$ 150 mil. A dimensão da tragédia clama por isso.

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Dica para a Vale: a prática de responsabilidade corporativa não exclui o quadro de funcionários da empresa. A Vale deveria pagar os mesmos R$ 100 mil, a título de dano moral, a todos os seus colaboradores. Os trabalhadores da companhia não são relapsos nem têm culpa pela lambança cometida por sua governança.

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30.01.19
ED. 6044

Insper também busca seu lugar ao sol

O pessoal do Insper gostaria de colaborar mais com Paulo Guedes, mas ficou difícil azeitar as relações.  Levantaram a bola de André Lara Resende com alguns convites para palestrar. Até Fernando Haddad, professor da instituição, eles promoveram. E tome Ricardo Paes de Barros, Eduardo Gianetti, Samuel Pessoa – este, da FGV, é tido como um insperiano enrustido – e o próprio regente Marcos Lisboa, sem qualquer comentário favorável sobre o superministro. Guedes também esteve por lá. Mas foi engolido a seco como biscoito de polvilho. Não havia nenhuma identificaçãoentre os grupos. O resultado foi o reconhecimento e a nomeação dos economistas da FGV para quase todos os cargos relevantes da área econômica, além da Petrobras, feudos de Paulo Guedes. É a maior concentração de doutores por metro quadrado da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio de todos os governos. Quem poderia descongelar essa relação com o Insper é o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, parceiro de artigos juntamente com Lisboa e Pessoa. Mansueto, entretanto, oportunamente mudou de lado. Quando se pergunta a ele se ele tem disposição para colocar compressas na contundida relação com o Insper, a resposta vem taciturna, meio abafada. “Estou fazendo meu trabalho aqui. Esse assunto não me interessa. É tudo fofoca”, reza o mantra de Mansueto.

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30.01.19
ED. 6044

Casa do Alemão na bandeja

A Casa do Alemão, famosa pelos bolinhos de carne e sanduíches de linguiça, está sendo disputada por dois fundos com redes de fast-food em seus portfólios. A empresa tem oito unidades, todas no Estado do Rio: uma na Rodovia Presidente Dutra; duas na Rodovia Washington Luiz; três em Petrópolis; uma na Barra; e outra em Itaboraí. A filial do Leblon fechou as portas no ano passado. O projeto é ampliar a rede e espalhar a marca pelo país.

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30.01.19
ED. 6044

Prazo encerrado

Se encerra hoje o prazo para o resultado das análises químicas colhidas em 47 pontos de captação do Rio Paraopeba, atingido pelos rejeitos de mineração liberados após o rompimento da barragem em Brumadinho.

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30.01.19
ED. 6044

Munição de alto calibre

A artilharia de comunicação de Jair Bolsonaro já está preparada para fazer barulho em cima do novo acordo de delação de Antonio Palocci. Os depoimentos do ex-ministro sobre a gênese da Sete Brasil serão muito úteis para justificar um processo de “despetização” dos fundos de pensão e da Previc, o órgão regulador da área de previdência privada.

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30.01.19
ED. 6044

Novos tempos na Agricultura

Servidores do Ministério da Agricultura foram pegos de surpresa com uma orientação da ministra Tereza Cristina. Ela aceitará a indicação de nomes de fora da administração pública para comandar as superintendências do Ministério. O valor bruto pago para a função chega a R$ 10.373,30. Tradicionalmente, esses cargos sempre foram restritos a funcionários públicos.

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30.01.19
ED. 6044

Sistema S 1

Um dos pontos debatidos, ontem, entre Paulo Guedes (Economia) e o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio, foi sobre o Sistema S.

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30.01.19
ED. 6044

Sistema S 2

A área econômica do governo tem pressa em apresentar um cronograma de privatização do Sistema S. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é contrária à ideia. No TCU, o plenário analisa, hoje, uma solicitação do Congresso sobre os valores referentes à arrecadação, direta e indireta, de todas as entidades do Sistema S, em 2017.

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30.01.19
ED. 6044

Ponto final

Não retornaram ou não comentaram o assunto: Casa do Alemão e Ministério da Agricultura.

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