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Planos
10.01.19
ED. 6030

Banco do Brasil busca uma cura para seu plano de saúde

A nova gestão do Banco do Brasil, comandada por Rubem Novaes, está convicta de que terá de lançar mão de medidas duras e impopulares se quiser conter o crescente rombo financeiro da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil). Uma das principais ações discutidas é a equiparação das contribuições entre os participantes e o mantenedor. Hoje, trabalhadores e aposentados do BB arcam com o equivalente a 4% do que recebem; já o banco entra com 5,85%.

A ideia em estudo é uniformizar as contribuições pelo índice mais alto. A maior derrama junto aos beneficiários aumentaria a arrecadação em algo próximo a R$ 100 milhões por ano. A premissa é que o sacrifício deve ser de todos – guardadas as devidas proporções, uma mensagem que guarda semelhanças com o discurso adotado pelo governo para a reforma da Previdência. A medida tiraria do BB a responsabilidade de bancar solitariamente o déficit do plano de saúde.

Em fevereiro do ano passado, o banco fez um aporte emergencial de R$ 324 milhões na Caixa de Assistência. Quatro meses depois, a entidade já acumulava um novo prejuízo de R$ 385 milhões. Procurado pelo RR, o BB não se pronunciou. Outra medida sobre a mesa promete ser tão ou mais inflamável do que o aumento da contribuição dos participantes. A nova direção do Banco do Brasil estaria disposta a ressuscitar uma agenda que causou razoável desgaste entre a gestão anterior e os beneficiários ao longo do segundo semestre do ano passado.

Trata-se da mudança do estatuto da Cassi, de forma a aumentar o poder de voto de veto do próprio BB na gestão executiva e nos Conselhos do plano de saúde. Em setembro, a diretoria do banco, à época ainda presidido por Paulo Rogério Caffarelli, levou à votação uma proposta de reforma do estatuto. No entanto, as mudanças não alcançaram os dois terços necessários entre os associados da Caixa de Assistência.

Neste momento, há um ingrediente a mais: a manifesta intenção do governo Bolsonaro de vender subsidiárias do BB traz a reboque o fantasma da terceirização da carteira da Cassi, com a contratação de uma administradora independente. Por mais amargas que sejam as medidas a caminho, a nova direção do BB não tem muita margem de manobra. A Cassi é uma bomba-relógio amarrada ao banco. Opera no vermelho desde 2011. No ano passado, o déficit teria batido na marca de R$ 1 bilhão. O descasamento entre receitas e despesas é cada vez mais grave, entre outros motivos devido ao envelhecimento da carteira. Em 2013, a fatia de participantes com mais de 59 anos era de 19%. Em 2017, esse índice chegou a 24%.

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10.01.19
ED. 6030

Decolagem autorizada

Com a “ameaça Bolsonaro” debelada – o Capitão descartou brecar a fusão –, o RR apurou que a Embraer pretende realizar na primeira quinzena de março a assembleia extraordinária de acionistas que baterá o martelo sobre a fusão com a Boeing.

Antes, Embraer e Boeing vão fazer, digamos assim, diplomacia: estão organizandoa visita de uma comitiva de autoridades brasileiras aos headquarters de Chicago.

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10.01.19
ED. 6030

Profilaxia

O ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, está imbuído da missão de interceder junto à ANAC e ao TCU para acelerar a transferência da concessão de Viracopos. Do outro lado da pista, estão a Zurich Airport e a IG4. O temor do governo é que a delicada situação financeira da concessionária e de seus acionistas, Triunfo e UTC, coloque em risco a própria operação no aeroporto.

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10.01.19
ED. 6030

Refratário

A Magnesita prepara-se para “deixar” o Brasil. Após concluir o fechamento de capital na B3, o próximo passo do grupo RHI, controlador da fabricante de refratários, deverá ser a transferência do centro de decisões para Londres.

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10.01.19
ED. 6030

Mesbla está de volta às vitrines do Judiciário

Quase duas décadas após a falência da Mesbla pelas mãos do empresário Ricardo Mansur, a longa novela post mortem da rede varejista terá um importante capítulo. Segundo o RR apurou, os credores da massa falida receberão um alento nos próximos dias. Recursos depositados em juízo para cobrir processos trabalhistas que acabaram sendo extintos voltarão para a conta da empresa.

A quantia exata liberada ainda será calculada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre a falência da tradicional loja de departamentos. Mas, de antemão, é possível dizer que o estorno aumentará razoavelmente o valor do próximo rateio da falência para o pagamento de dívidas. A massa falida da rede varejista envolve um estoque da dívidas da ordem de R$ 1,2 bilhão.

Entre os credores, há ainda a expectativa quanto ao leilão judicial da própria marca Mesbla. Ainda mais agora que até mesmo o Mappin, outra rede que também sucumbiu sob a gestão de Mansur, parece estar voltando ao game. A rede varejista Marabraz, que adquiriu a marca do antigo magazine paulistano, promete para este ano o relançamento da loja, ainda que apenas no ambiente de e-commerce.

Ainda hoje há relatos de credores da Mesbla e do Mappin empenhados em provar que Ricardo Mansur mantém bens no exterior não declarados à Justiça, que poderiam ser revertidos para o pagamento dos passivos das duas redes. No passado, não custa lembrar, a ex-mulher do empresário chegou a entrar com uma ação pedindo metade de US$ 58 milhões que Mansur supostamente manteria em contas internacionais sem declarar à Receita. Mas isso nunca ficou provado.

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10.01.19
ED. 6030

PEC da segunda instância

O governo Bolsonaro articula para que a emenda constitucional que prevê prisão em segunda instância seja votada até o fim de março. Para isso, será necessário um fast track. A ideia é aproveitar a PEC apresentada pelo deputado Alex Manente, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça. A interlocução com os parlamentares tem sido capitaneada pelo deputado João Campos (PRB GO), relator do novo Código do Processo Penal. O principal handicap de Campos é a sua ambivalência entre duas das maiores bancadas da Casa: evangélica e da bala. O deputado é pastor da Assembleia de Deus e delegado de polícia.

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10.01.19
ED. 6030

Ministra sob vigília

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, vai sair de cena temporariamente para não correr o risco de sair de cena definitivamente. Foi orientada pelo Palácio do Planalto a evitar entrevistas em TV e pregações religiosas até a poeira de suas desastradas declarações baixar.

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10.01.19
ED. 6030

Em nome da austeridade

Antes da eventual extinção da Telebras, o governo deverá limar os seis escritórios regionais da estatal. Vai para a conta das medidas de pouco impacto financeiro e alto valor simbólico.

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10.01.19
ED. 6030

Negócio de pedigree

A gestora Warburg Pincus vai dar adeus a seus bichinhos de estimação: colocou à venda a participação de 54% na Petz, maior rede de petshops do Brasil, com 67 lojas. Desde que entrou no negócio, em 2013, o faturamento saltou de R$ 200 milhões para R$ 1 bilhão.

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10.01.19
ED. 6030

Autódromo do Rio

Em relação à nota publicada no dia 4, a CSM Golden Goal entrou em contato com o RR para esclarecer que “não lidera consórcio candidato à construção do Autódromo do Rio de Janeiro, mas participou da elaboração do estudo que foi entregue à prefeitura no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI)”. A empresa informa que “não fez nenhum condicionamento de troca de local de construção da pista e entende que Deodoro, local já determinado anteriormente e confirmado pela publicação do edital de concorrência, é o espaço onde deve ser edificado o novo circuito. Por fim, “a CSM Golden Goal tem convicção nos trâmites ambientais apresentados pelo estudo e acredita que o processo obedece rigorosamente às legislações vigentes.

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10.01.19
ED. 6030

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Embraer, Warburg Pincus e Magnesita.

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