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Planos
08.01.19
ED. 6028

Bolsonaro revela os “segredos” dos bancos públicos

De uma forma ou de outra, o governo vai flexibilizar a lei do sigilo bancário. A medida se aplicará somente aos bancos públicos. Mas não está decidido se valerá só para contratos pretéritos ou se tornará uma regra geral. Mesmo em relação aos financiamentos já acordados há dúvida se o disclosure seria aplicado de uma forma ampla ou somente nas operações com empresas envolvidas em investigações criminais.

No passado, o BNDES recusou-se a abrir os contratos de financiamentos de companhias envolvidas na Lava Jato, alegando a lei do sigilo bancário. A tendência é que apenas os termos dos empréstimos às empresas empepinadas sejam divulgados. Se dependesse de ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe, todos os grandes contratos de financiamento feitos junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social seriam abertos. A transparência seria um requisito para o financiamento público amplo, geral e irrestrito.

A medida pode até ter um anteparo de fundo ético, representando uma prestação de contas ao contribuinte, que é quem paga uma boa parte desses empréstimos. Mas ela tende a reforçar a desconfiança nos atos de governo, que diz uma coisa e faz outra. A Receita Federal recentemente ensaiou a tese de que a anistia em relação à origem dos recursos repatriados deveria ser suspensa, contrariando compromisso firmado em lei. Mexer no sigilo bancário, ainda que de forma estanque, pode suscitar insegurança regulatória.Outras operações financeiras legítimas poderiam ser abertas, sabe-se lá por quais critérios. A quebra de contratos e o devassamento da privacidade são dois corvos voando sobre a democracia. É bom que não se confunda liberalismo econômico e radicalização da transparência com aborto da fé pública.

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08.01.19
ED. 6028

Bancada ruralista quer murchar Ibama por dentro

A polêmica em torno da demissão antecipada da presidente do Ibama, Suely Araújo, é apenas a ponta mais visível do jogo de tensões que cerca a autarquia neste início de gestão Bolsonaro. A bancada ruralista, mais precisamente Luiz Antonio Nabhan, novo secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, está levando ao governo a bandeira de esvaziamento gradativo do Instituto.

O enfraquecimento do órgão se daria em consequência de três propostas defendidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), de onde saiu a própria ministra Tereza Cristina: licenciamento automático, sem necessidade de análise prévia, desregulamentação ambiental e um programa batizado de “Ibama Digital”, que prevê a informatização de todos os processos da autarquia. Este último abriria espaço para uma considerável redução do quadro de funcionários do Instituto. Ressalte-se que não há nada decidido pelo lado do Palácio do Planalto, apesar da pressão de Nabhan, que joga o pleito na conta da contrapartida pelo apoio da bancada ruralista à aprovação da reforma da Previdência.

O Secretário traz a reboque o peso da União Democrática Ruralista (UDR), da qual é presidente. A carga é forte. Assim que a nova Legislatura for iniciada, integrantes da Frente da Agricultura deverão intensificar os ataques ao Ibama, inclusive revezando-se na tribuna do Congresso. Não por acaso, há uma forte preocupação dos ambientalistas e entre o corpo técnico da autarquia, potencializada pela indicação de Eduardo Fortunato Bim para presidência do Instituto. Não obstante ter atuado na Procuradoria da AGU no Ibama, Fortunato é visto como um forasteiro, que teria a missão de esvaziar a autarquia por dentro.

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08.01.19
ED. 6028

Olam quer ir do campo ao porto no Brasil

Uma das principais tradings agrícolas da Ásia, com receita anual da ordem de US$ 30 bilhões, a Olam International tem planos de ampliar seu arco de negócios no Brasil com a entrada no setor de logística. Segundo o RR apurou, o grupo de Cingapura estuda participar de concessões ferroviárias e projetos no setor portuário. Já existiriam conversas preliminares com o governo do Maranhão em torno de possíveis investimentos no Porto de São Luís. A nova investida da Olam caminha paripassu aos movimentos feitos pelos asiáticos para aumentar consideravelmente sua posição no mercado brasileiro de grãos. No ano passado, a Olam exportou mais de seis milhões de toneladas de soja, um avanço superior a 240% na comparação com 2017. De acordo com a fonte do RR, a meta é chegar a dez milhões de toneladas até 2020, graças, principalmente, aos embarques para a China. Isso, claro, se a “nova diplomacia brasileira” não respingar nas relações comerciais com os chineses.

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08.01.19
ED. 6028

Oppo liga para o Brasil

A fabricante de celulares chinesa Oppo está sobrevoando o mercado brasileiro. Deverá aterrissar ainda neste ano, por meio de acordo com uma grande operadora de telefonia. A empresa é a nova coqueluche entre os consumidores asiáticos e tem dado trabalho à Apple e à Samsung em vários países da região. Para este ano, promete lançar um smartphone dobrável.

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08.01.19
ED. 6028

CBF não precisa de governo de transição

Na teoria, o presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, só assume o cargo em substituição ao Coronel Antonio Carlos Nunes em abril; na prática, no entanto, já é o dono da cadeira. É sua a última palavra na negociação com TV, patrocinadores e eventuais parceiros

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08.01.19
ED. 6028

O homem do Kassab na pequena empresa

Dentro do próprio núcleo duro do governo João Doria, já existem pressões para que ele afaste Guilherme Campos da diretoria do Sebrae SP. Campos está no cargo por obra e graça de Gilberto Kassab, que sequer assumiu a Casa Civil de São Paulo e se licenciou do cargo para “responder” às acusações de corrupção

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08.01.19
ED. 6028

Aposta árabe

Um dos maiores grupos hoteleiros do Oriente Médio, o Jumeirah, de Dubai, tem planos de construir um resort no Nordeste. Bahia e Ceará disputam o empreendimento. Os árabes já pensam no segundo tempo do projeto: quem sabe até o lançamento da pedra fundamental, o Congresso não autoriza a abertura de cassinos no Brasil?

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08.01.19
ED. 6028

Unidos pelo destino

Eliseu Padilha teria sido convidado por Romero Jucá para se associar ao escritório de consultoria política que o futuro ex-senador está abrindo em Brasília. Para além da coabitação no governo Temer, ambos têm outras afinidades: a perda do foro privilegiado e a ameaça de que 2019 seja o ano mais difícil de suas vidas.

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08.01.19
ED. 6028

Hora do rush

Há tempos sem grandes encomendas do setor público, os fabricantes de ônibus já esfregam as mãos. Uma das principais missões de Alexandre Baldy à frente da Secretaria de Transportes de São Paulo será pilotar a implantação de uma rede de BRT na capital. O novo Hora do rush modelo substituirá o sistema de corredores exclusivos de ônibus.

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08.01.19
ED. 6028

Ponto final

Procuradas pelo RR, a seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Olam International e Oppo.

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