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Planos
07.01.19
ED. 6027

General Augusto Heleno assume a Pasta da “interação ministerial”

O general Augusto Heleno vai assumir mais uma função além das que já exerce no Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Heleno atuará como coordenador da interação ministerial. O objetivo é promover o entrosamento da equipe de colaboradores de Jair Bolsonaro. Trata-se de um reconhecimento de que os ministros e o presidente estão batendo cabeça. O desencontro desgasta a imagem do governo em um momento que deveria ser de bonança política.

O general Heleno tem reconhecida ascendência sobre Bolsonaro. Além do mais, faz parte das suas atribuições acompanhar o presidente em todos os seus compromissos, garantindo sua segurança. Como se não bastasse, Heleno é o comandante da área de Inteligência do governo. Esses atributos concedem ao ministro-chefe do GSI um status privilegiado no núcleo duro do governo. O general também é o decano entre os ministros. Heleno não abre mão de demonstrar sua senioridade. Está presente no debate sobre os assuntos mais díspares na esfera de governo. Agora mesmo promoveu uma reunião para discutir se a correção do preço diesel deve prever a prática de subsídios ou se a melhor opção seria o uso da CIDE para equalizar os preços dos combustíveis.

É uma questão que a princípio não lhe é afeita. A área de abrangência e escopo do novo trabalho do general Heleno, a princípio, encontra alguma similitude com o modo de acompanhamento que o general Golbery do Couto e Silva fazia da equipe de ministros no governo Geisel. Golbery atuava “desentortando” posicionamentos intra e inter ministérios. Heleno vai adentrar em domínios que a princípio pertencem ao ministro da Casa Civil, Ônix Lorenzoni, que chegou a ser cogitado para a missão. Sua performance recente, contudo, confirmou que ele faz parte do problema e não da solução.

Lorenzoni é um destacado headbanger no “Conselho de Governo”. Bate coco contra coco com Bolsonaro e Paulo Guedes. Ficará mais voltado à coordenação política, sua praia de origem. O desafio a ser enfrentado pelo general Heleno é superlativo: amortecer a incontinência verbal do presidente e o enrosco de ditos e contraditos dos ministros. Na última sexta-feira, Onyx Lorenzoni veio a público dizer que o presidente “se equivocou” ao citar a possibilidade de aumento do IOF.

Bolsonaro, o “equivocado”, tinha desautorizado Guedes ao anunciar idades mínimas diferentes para a reforma da Previdência. Guedes se recolheu em prudente expectativa. Tudo errado. Na campanha, Bolsonaro e seu “Posto Ipiranga” deram declarações conflitantes sobre privatizações, notadamente em relação à Petrobras e à Eletrobras. Em outro caso com grande repercussão, o então candidato a presidente negou a criação de uma “nova CPMF”, hipótese cogitada por Guedes em encontro com investidores.

À época, Bolsonaro disse que seu futuro ministro cometera um “ato falho”. Guedes, por sua vez, disse que Lorenzoni deveria tratar da área dele e não ficar falando sobre economia. Enfim, essa é a dodecafonia do governo. Caberá ao ministro do GSI carregar e afinar o piano ao mesmo tempo. Na bolsa de apostas, as dúvidas sobre o sucesso da empreitada são esmagadoramente majoritárias. Porém, é indiscutível que Heleno é quem está mais preparado para a missão. A título de brincadeira vale aqui contar uma gozação que está sendo feita entre os amigos do general Augusto Heleno. Trocaram a hashtag “Ele não” por “Helenão”.

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07.01.19
ED. 6027

Máquina de Vendas e de dívidas

A Máquina de Vendas, leia-se Ricardo Eletro, estaria encontrando dificuldades para honrar o aluguel de algumas de suas lojas. Há casos, notadamente em shopping centers, em que o atraso de pagamento já teria chegado a três meses. A rede varejista vem tentando renegociar os débitos, no âmbito do seu processo de recuperação extrajudicial. Em novembro do ano passado, a 1ª Vara Cível de Aparecida de Goiânia (GO) determinou que a Ricardo Eletro deixasse a loja que ocupava no Buriti Shopping, decisão que a empresa tenta reverter na Justiça. Com uma dívida de R$ 1,5 bilhão sobre os ombros, o empresário Ricardo Nunes vem negociando já há alguns meses a venda da rede varejista para o private equity Starboard.

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07.01.19
ED. 6027

Desjejum holandês

A holandesa Friesland Campina, um dos maiores fabricantes de laticínios da Europa, com receita superior a US$ 20 bilhões, vem vasculhando o mercado brasileiro em busca de ativos. Em novembro do ano passado, .o grupo abriu um escritório de representação em São Paulo.

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07.01.19
ED. 6027

Domínio absoluto?

Além de assegurar o comando da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados em troca do apoio à reeleição de Rodrigo Maia, o PSL se movimenta para comandar também a CCJ no Senado. O nome trabalhado para o cargo é o do senador eleito Major Olímpio. Qualquer projeto de lei nas duas Casas tem de passar pela CCJ.

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07.01.19
ED. 6027

RZD vai de norte a sul e leste a oeste

A russa RZD, ao que parece, quer estar nos pontos cardeais do mapa ferroviário brasileiro. Segundo o RR apurou, além da Norte-Sul, a companhia já fez chegar ao governo seu interesse na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A licitação do trecho entre as cidades de Caetité e Ilhéus, na Bahia, deverá ser realizada no segundo semestre. O empreendimento está orçado em cerca de R$ 6 bilhões. Em tempo: o representante da RZD no Brasil é Bernardo Figueiredo, que foi colega do atual ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, no governo Dilma. Freitas era diretor do DNIT. Já Figueiredo comandava a Empresa de Planejamento e Logística.

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07.01.19
ED. 6027

Bloco do Mito

Jair Bolsonaro deverá ser uma das atrações da Sapucaí neste ano. O “Mito” foi convidado por Wilson Witzel para assistir ao desfile das escolas de samba no camarote oficial do governo do estado.

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07.01.19
ED. 6027

Papel moeda

A Klabin será uma das primeiras grandes corporações a testar o humor do mercado internacional em relação ao Brasil de Bolsonaro. Pretende realizar até março uma emissão de bonds da ordem de US$ 400 milhões.

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07.01.19
ED. 6027

O fadeout de Alckmin

Mesmo aliados de Geraldo Alckmin já não escondem o incômodo com o seu “sumiço”. Presidente do PSDB, Alckmin tem mantido interlocução rarefeita com a bancada do partido. Melhor para João Doria, que deita e rola no espaço vazio. Basta lembrar que Rodrigo Maia foi a São Paulo pedir a Doria o apoio dos tucanos a sua reeleição à presidência da Câmara.

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07.01.19
ED. 6027

Rota imperial

A equipe de Romeu Zema está embalando um pacote de concessões rodoviárias estaduais para ser ofertado ao mercado ainda em 2019. É parte do esforço para cobrir um déficit fiscal de R$ 6 bilhões.

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07.01.19
ED. 6027

Ponto final

Procuradas pelo RR, a seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: RZD, FrieslandCampina, Klabin e Máquina de Vendas.

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