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Planos
04.01.19
ED. 6026

Privatização da Eletrobras é a sintonia perfeita

O ministro da Economia, Paulo Guedes, bem pode estar recitando curtos solilóquios que demonstram o seu estado de espírito. Um deles seria: “Vinde a mim sucesso pertencido”. Uma dessas muitas vitórias foi determinada pelo destino: a indicação do almirante Bento Albuquerque para ministro de Minas e Energia. Albuquerque era a peça que faltava para amalgamar a privatização da Eletrobras e amolecer as resistências que ainda existem no governo contra a venda das maiores estatais. O recado é soberba pura: Bolsonaro disse que não venderia a Eletrobras. Pois bem, agora ele aceita privatizar a companhia.

Bolsonaro disse que não se desfaria da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica. Será? Guedes tomou conhecimento com antecedência da posição do almirante. As conversas se deram em meio à troca de informações sobre a complexa gestão e áreas de influência da Petrobras. O ministro da Economia queria eliminar qualquer ruído pelo fato de ter nomeado o presidente da estatal, Roberto Castello Branco. O almirante Albuquerque é o dono do setor. Ponto final. A identificação do presidente da Petrobras com o ministro remete à Marinha.

Ontem, em seu discurso de posse, Castello Branco fez questão de ressaltar sua passagem pelo Colégio Naval. A coincidência de pensamento em relação ao futuro da Eletrobras, estimulado pela evidência de que a empresa está financeiramente com a língua de fora, alinhou os ministros da Economia e de Minas e Energia, fortalecendo a argumentação para que o presidente Bolsonaro recuasse em sua posição contrária. A calda do pêssego foi a confirmação da permanência de Wilson Ferreira Jr. na presidência da Eletrobras.

A primeira função de Ferreira Jr. será vender a empresa; a segunda, vender a empresa; e a terceira, vender a empresa. A operação tanto pode ser uma privatização hard, com a transferência para um novo controlador, ou uma privatização soft, com a capitalização da empresa através do modelo corporation. O certo é que ela ocorrerá. Os entendimentos iniciais levam a crer que a área nuclear será separada da Eletrobras e inteiramente reestruturada. Os pruridos foram mitigados.

É possível, inclusive, a formação de uma joint venture com capital estrangeiro e gestão a cargo da Marinha. Bolsonaro tem planos especiais para o setor. Vale reiterar que o almirante Albuquerque exerceu os postos de diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha e diretor do Programa de Submarinos da Força. Nesse ínterim, há sinalizações de que o 3G Radar permanece candidatíssimo à compra da Eletrobras. O fundo fez chegar a Paulo Guedes que, inclusive, estaria disposto a participar em modelos menos convencionais de privatização. Jorge Paulo Lemann, que hoje é um minoritário do 3G Radar, também colaborou acenando com o seu apoio. Pelo lado do capital estrangeiro, a italiana Enel já teria assoprado o seu interesse. Parece que os astros conspiram para transformar em realidade os sonhos mais lindos do ministro da Economia. A começar, quem diria, pelo presidente Bolsonaro, todos tocam de ouvido a mesma sinfonia privatizante.

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04.01.19
ED. 6026

Saraiva fora da área de cobertura

O pedido de recuperação judicial da Saraiva ainda está longe de atenuar os problemas de curto prazo da companhia. Desde o fim do ano, por exemplo, não se encontram celulares à venda em lojas da rede. Segundo o RR apurou, grandes fabricantes, notadamente Apple e Samsung, teriam reduzido a entrega de produtos devido a atrasos no pagamento de encomendas feitas após a aprovação da recuperação judicial. Consultada, a Saraiva não se pronunciou especificamente sobre dívidas com os fornecedores e diminuição das entregas. A empresa informa que “os itens de tecnologia, que incluem telefonia e informática, passam a ser vendidos no modelo de negócio de marketplace próprio”. Diz ainda que “passa a focar seu negócio no mercado de livros, que representa a essência da companhia”. Apple e Samsung não quiseram comentar o assunto.

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04.01.19
ED. 6026

Estrela ascendente

Vinicius Junior segue os passos de Neymar como uma máquina de fazer dinheiro. Segunda maior transferência da história no Brasil -o Real Madrid pagou 45 milhões de euros – o ex-rubro-negro é cortejado para ilustrar a capa da edição deste ano de um dos mais badalados games de futebol do mundo. A negociação gira em torno dos 500 mil dólares. Nada mau para um dia de sessão de fotos.

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04.01.19
ED. 6026

Siga o mestre

No melhor estilo Bolsonaro, o PSL vai investir consideravelmente na comunicação digital. Um dos principais projetos é a criação de um programa diário, no YouTube, para noticiar a atuação dos parlamentares do partido – uma espécie de “A hora do Brasil” privada em versão 4.0. A cúpula do partido quer chegar a um milhão de seguidores na plataforma de vídeos ainda neste ano – hoje são 200 mil.

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04.01.19
ED. 6026

Autódromo do Rio perde velocidade

Os planos do prefeito Marcelo Crivella de brigar com São Paulo pela realização do Grande Prêmio de Fórmula-1 engataram uma marcha à ré. O consórcio liderado pela norte-americana CSM Sport & Entertainment, por ora candidato solitário à construção de um autódromo no Rio, estaria condicionando sua participação à mudança do local do projeto. Os investidores buscam alternativas de terrenos na Zona Oeste, mais precisamente em Jacarepaguá e em Vargem Grande. A área originalmente escolhida para receber o Autódromo, no bairro de Deodoro, fica na Floresta do Camboatá, um trecho remanescente de Mata Atlântica. É um motivo forte para o projeto de R$ 700 milhões derrapar. A CSM, gigante global do marketing esportivo, e seus parceiros consideram elevado o risco de que as obras, mesmo depois de iniciadas, venham a ser embargadas na Justiça por órgãos ambientais.

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04.01.19
ED. 6026

Plano AA

Quem conhece Paulo Guedes sabe que não houve precipitação afobamento da sua parte quando anunciou um Plano B caso a reforma da Previdência não seja aprovada. Guedes não resiste a uma ameaça. E jogar a responsabilidade pelo orçamento nas costas dos políticos é uma baita ameaça. Ninguém no Congresso quer saber disso.

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04.01.19
ED. 6026

Os fundos de Palocci

O chão já começa a tremer na Previ, Petros e Funcef. O primeiro depoimento de Antonio Palocci após selar o acordo de delação no âmbito da Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos fundos de pensão, deverá ocorrer na semana do dia 14 de janeiro.

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04.01.19
ED. 6026

Sala de espera

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, pretende realizar até março o leilão de quatro concessões rodoviárias cancelado em novembro do ano passado por falta de candidatos. Servirá de aquecimento para o programa de privatizações do governo Bolsonaro.

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04.01.19
ED. 6026

Meia volta, volver

Entre o discurso de austeridade e o pragmatismo político, prevaleceu o segundo: João Doria decidiu manter o escritório de representação do governo paulista em Brasília.

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04.01.19
ED. 6026

Ponto final

Procurada, a seguinte empresa não comentou o assunto: CSM Sport & Entertainment

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