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Planos
19.12.18
ED. 6018

Nióbio puxa o programa de privatizações de Zema

Por uma via oblíqua, os Moreira Salles despontam como potenciais financiadores do déficit fiscal de Minas Gerais, na casa dos R$ 10 bilhões por ano. O governo de Romeu Zema estuda vender o controle da maior jazida de nióbio do mundo. A reserva pertence à Companhia de Mineração Pirocloro de Araxá (Comipa). Trata-se da joint venture entre o governo mineiro e a Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), dos Moreira Salles, candidata natural à compra dos 50,9% pertencentes à Codemig.

A operação daria à CBMM o controle integral da empresa e das reservas de Araxá, um manancial com mais de 490 milhões de toneladas e uma vida útil estimada de 400 anos. Responsável por 80% da produção de nióbio no mundo, a mineradora dos Moreira Salles arrenda as reservas da Comipa desde 1972. Pelo acordo em vigor desde então, paga ao governo de Minas uma participação de 25% nos lucros da mineradora. O atual contrato vence em 2032. Automaticamente, ao fechar a compra do controle, a CBMM levaria de arrasto o consórcio chinês e o pool de empresas japoneses e sul-coreanas que detêm, cada um, 15% do seu capital.

Procurados por meio de suas respectivas assessorias, o governador eleito Romeu Zema e a CBMM não se pronunciaram. A operação é parte de um projeto maior do futuro governo mineiro: a desmobilização de participações societárias da Codemig – a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais. Estudos preliminares feitos pela equipe de transição de Zema apontam para a possibilidade de captação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões com a venda de ativos pendurados na estatal, entre os quais 15% da fabricante de helicópteros Helibras e outro tanto da IAS, empresa de manutenção de aeronaves.

Com a venda da Cemig e da Copasa já descartadas, ao menos no curto prazo, o governo Zema vislumbra na venda da mina de Araxá e das demais participações da Companhia de Desenvolvimento a possibilidade de fazer caixa já no primeiro ano. O projeto pode ser considerado uma variação sobre o mesmo tema do movimento que o atual governador, Fernando Pimentel, tentou fazer há quase dois anos, com o IPO da Codemig e a venda de 49% ao mercado. Já fragilizado por denúncias de corrupção, que acabaram devorando suas chances de reeleição, Pimentel teve suas pretensões barradas na Assembleia Legislativa de Minas. Não deve ser este o caso de Zema, que chegará ao governo lastreado em uma votação expressiva e com uma base de apoio forte no Legislativo mineiro.

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19.12.18
ED. 6018

O primeiro concerto do regente Paulo Guedes

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, logo que se assentar oficialmente no cargo, na primeira semana de janeiro, dará uma entrevista coletiva para entusiasmar o mercado e empurrar o Congresso em direção à aprovação da Reforma da Previdência. Toda a equipe do ministro está debruçada sobre as futuras medidas e dados que serão divulgados por ocasião do evento.Guedes, conforme é do seu estilo, vai trabalhar com as expectativas. O ministro pretende demonstrar que o país pode crescer acima das melhores projeções se os políticos colaborarem. Mesmo com uma política econômica contracionista. Todos os assessores do ministro da Economia participarão da entrevista. A ideia é anunciar nos detalhes a estratégia para as áreas do Planejamento, Fazenda e Indústria e Comércio, todas afeitas ao futuro ministro da Economia. O evento será também uma celebração do pensamento liberal aplicado. Espera-se um show off à altura do histórico performático de Paulo Guedes.

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19.12.18
ED. 6018

Custo ambiental pesa sobre as companhias aéreas

Como se não bastassem as turbulências do setor – vide o pedido de recuperação judicial da Avianca e os seguidos prejuízos da Gol –, as companhias aéreas brasileiras terão pela frente um fator adicional de custos. A fatura diz respeito à necessidade de adequação ao Mecanismo de Redução e Compensação das Emissões de Carbono da Aviação Internacional (Corsia). Trata-se do protocolo de conduta ambiental lançado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) para garantir a neutralização do lançamento de CO2 na atmosfera. Estima-se que os custos para compensação de carbono vão variar de 0,5% até 1,4% da receita com voos internacionais. Apenas como exemplo, tomando-se por base, o faturamento da Gol no ano passado, a partir de 2021 a companhia terá uma despesa extra da ordem de R$ 30 milhões na compra de créditos de carbono. Até 2026, a adesão ao Corsia será voluntária. A partir do ano seguinte, todos os países que compõem a OACI terão de cumprir as novas normas.

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19.12.18
ED. 6018

Schvartsman na mira da Previ

Apesar de a Vale prometer uma política de dividendos cada vez maior, a Previ pretende vender parte das suas ações na mineradora. Por um lado, a decisão certamente tem motivações técnicas; por outro, conforme circula nos corredores da fundação, a entidade quer sair porque não consegue fazer sair o presidente da companhia, Fabio Schvartsman. Pesa sobre a cabeça do presidente da Vale a suspeita participação de Aécio Neves na sua indicação. Se fosse antes do modelo public company, quando os acionistas controladores pintavam e bordavam, Schvartsman já teria sido frito.

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19.12.18
ED. 6018

General Mourão nos trilhos

Ponte entre o governo Bolsonaro e entidades empresariais, notadamente da área de infraestrutura, o General Mourão tem mantido assídua interlocução com fabricantes de equipamentos ferroviários e metroviários. O setor levou ao vice-presidente eleito a proposta de que recursos do FGTS sejam usados para financiar a modernização das frotas das concessionárias nos dois modais. Consta, no entanto, que a ideia não encontrou ressonância em Paulo Guedes, que será o tutor dos mais de R$ 800 bilhões tanto do Fundo de Garantia quanto do FAT.

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19.12.18
ED. 6018

Ventos natalinos

O Natal da AES Tietê será com aquisição: a empresa deverá anunciar na próxima semana a compra do parque eólico Alto do Sertão III junto à Renova Energia, leia-se Cemig. Vai desembolsar R$ 1,6 bilhão.

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19.12.18
ED. 6018

Blindagem rompida

O RR apurou que auditoria realizada pela Tivit teria apontado a participação de um ex-funcionário graduado no vazamento de dados de clientes e informações internas da empresa de TI. Nos últimos dias, logins e senhas, além de e-mails de funcionários da companhia, foram divulgados na internet. Procurada, a Tivit informou que “na semana passada, nove funcionários foram vítimas de um ataque de ‘phishing’, durante o qual os cibercriminosos tiveram acesso a informações contidas nos computadores desses colaboradores.” A empresa esclarece que seus data centers não foram invadidos; as redes dos clientes também não foram invadidas e o incidente ficou limitado a poucos computadores de funcionários que acessaram o documento infectado por meio de um link malicioso de e-mail”. A Tivit reafirma ainda que contratou “profissionais externos (suporte jurídico e de especialistas de TI) para tomar todas as medidas necessárias para que o problema não se repita”.

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19.12.18
ED. 6018

Programa de índio

Com a esquerda e os movimentos sociais de crista baixa, as manifestações na posse de Jair Bolsonaro deverão ter outros protagonistas. Comunidades indígenas da reserva Raposa Serra do Sol já se mobilizam para fazer barulho em Brasília no dia primeiro de janeiro.

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19.12.18
ED. 6018

“Boca de urna”

A GM prepara uma nova campanha publicitária para janeiro. Segundo o RR apurou, o tom será na linha de saudação ao “novo Brasil”. Em outubro, pouco antes da eleição, a montadora causou polêmica com um anúncio em que dizia “ser possível mudar o país”. Nas redes sociais, o reclame foi acusado por muitos de ser uma mensagem de apoio a Jair Bolsonaro.

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19.12.18
ED. 6018

CCCC atraca em Suape

A chinesa CCCC, que já está investindo R$ 800 milhões no Porto de São Luís, quer mergulhar na construção do novo terminal de contêineres de Suape (PE).

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19.12.18
ED. 6018

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: GM, Tivit e Renova Energia.

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