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Planos
14.12.18
ED. 6015

Enquanto prepara sua resposta, Bolsonaro deve fazer uma reforma “pré-ministerial”

Há pressões dos generais auxiliares de Jair Bolsonaro para que ele promova uma “reforma ministerial” antes mesmo de tomar posse. A recomendação é que Bolsonaro “demita” de imediato um ou até mais dos seus futuros ministros investigados ou denunciados em escândalos de corrupção. Militares assessores do presidente eleito pregam que ele precisa não apenas responder às acusações que pairam sobre ele e seu filho Flavio, mas também agir duramente e afastar, desde já, colaboradores moralmente incapacitados de formar o novo governo. Até porque, neste novo contexto, é grande o risco de que as denúncias que pesam sobre seus ministros acabem potencializando as próprias suspeições contra o clã.

O troca-troca no Ministério reforçaria o discurso de “tolerância zero” com a corrupção que pautou a campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. A latere, não deixaria de ser também uma forma de proteger o superministro da Justiça, Sérgio Moro, fadado a ser um “caçador de corruptos” cercado de fichas sujas por quase todos os lados. À exceção dos nomes egressos das Forças Armadas, o ecossistema ministerial de Bolsonaro reúne uma vasta fauna de denúncias, escândalos e acusações. O presidente eleito não tomou os cuidados necessários. De uma certa forma, ele “temerizou” a escolha do seus ministros. Uma simples consulta ao Google já é suficiente para dimensionar o grau de “criminalização” a priori do futuro gabinete. Ontem, às 19h42, no fechamento desta edição (como se sabe, os algoritmos do Google mudam ao longo do dia), uma busca vinculando o nome de Paulo Guedes ao termo “denúncias” somava 377 mil resultados.

A massa de menções é puxada, logicamente, pelo noticiário das investigações sobre possível fraude na gestão de recursos de fundos de pensão. Onyx Lorenzoni vem logo a seguir. Sua associação à expressão “Lava Jato” resultava, na mesma hora, em 259 mil menções. O futuro chefe da Casa Civil admitiu ter recebido cerca de R$ 100 mil da JBS, mas nega corrupção. “Foi apenas caixa 2”, costuma repetir em autodefesa. Último dos indicados para o ministério de Bolsonaro, o futuro titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aparece com aproximadamente 137 mil indexações quando vinculado à palavra “denúncias”. Da época em que comandava a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, Salles foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo de tentar vender o edifício sede do Instituto Geológico do estado para uma empresa pertencente a um amigo seu.

O indicado ao Meio Ambiente é alvo de uma denúncia do Ministério Público de São Paulo por alteração ilegal do plano de manejo de uma área de proteção ambiental em Várzea do Rio Tietê (SP). Indicada para a Agricultura, a deputada Tereza Cristina carrega mais de 123 mil citações na Internet associando-a à Lava Jato. De acordo com as investigações, Tereza teria participado de um esquema de concessão de benefícios fiscais para a JBS quando ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Produção de Mato Grosso. Na mesma época, segundo as investigações, a deputada arrendava uma propriedade rural dos acionistas da empresa no estado. Futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tem até uma ficha modesta se comparada à exposição de seus pares na Internet.

Ontem à noite, o Google contabilizava 32,8 mil resultados somando-se seu nome à palavra “corrupção”. Mandetta é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa 2 da época em ocupou o cargo de secretário de Saúde de Campo Grande (MS). As acusações dizem respeito à implantação do sistema de Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde (Gisa). O projeto nunca saiu do papel, mesmo após o desembolso de aproximadamente R$ 16 milhões em recursos repassados pelo governo federal.

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14.12.18
ED. 6015

A nova “matemática” do INEP

Tratado como nome certo para o time de Paulo Guedes na Fazenda, o pesquisador do Ipea e integrante da equipe de transição Adolfo Sachsida poderá ter outra missão no governo. Sachsida está cotado para assumir a presidência do INEP, segundo cargo em importância na área da Educação. O Instituto é responsável pela elaboração dos exames que avaliam a educação básica (Prova Brasil e Enem) e superior (Enade), além da produção de pesquisas e indicadores de todo o sistema educacional brasileiro. Não custa lembrar que Bolsonaro já fez críticas públicas à “ideologização” do Enem. Logo após a eleição, classificou a prova como um “vexame” e uma “doutrinação exacerbada”. Adolfo Sachsida é co-autor de um estudo polêmico que relaciona o ensino de sociologia com a piora do desempenho dos alunos em matemática no Brasil. Publicado em abril deste ano, o trabalho analisou o efeito da obrigatoriedade da inclusão das disciplinas de filosofia e sociologia no ensino médio, estabelecida por lei em 2008. Segundo o estudo, alunos que passaram a estudar essas áreas tiveram notas piores em outros campos em comparação aos estudantes não afetados pela lei. O trabalho gerou controvérsia no meio acadêmico. À época, foi criticado por especialistas, que consideraram que a relação causal da inserção das disciplinas como motivo isolado da piora em matemática não se sustenta.

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14.12.18
ED. 6015

Medida Provisória taylor made?

Poucos minutos após a assinatura, a MP editada ontem por Michel Temer liberando a venda de 100% das companhias aéreas ao capital estrangeiro já era chamada nos corredores do Congresso de “Lei Efromovich”. A Medida Provisória parece ter sido feita sob encomenda: caiu dos céus justo na semana em que a Avianca, do empresário German Efromovich, entrou com pedido de recuperação judicial.

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14.12.18
ED. 6015

Monções chinesas

Além do interesse na aquisição de hidrelétricas, os planos da chinesa Zhejiang Energy Group para o Brasil contemplam investimentos de mais de US$ 2 bilhões em energia eólica.

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14.12.18
ED. 6015

Salto ornamental

Depois de quatro anos de idas e vindas, enfim a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) acaba de baixar novas regras para a construção de piscinas. Pode parecer um assunto menor, mas há muito a questão estava submersa nas profundezas da burocracia: a última regulamentação já contava mais de 40 anos. Além disso, trata-se de um segmento razoavelmente importante da construção civil. O Brasil é o país com o segundo maior número de piscinas do mundo – aproximadamente 2,7 milhões.

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14.12.18
ED. 6015

Benchmarking

Israel periga se tornar o “centro de comando” da segurança pública nos grandes estados brasileiros. Seguindo os passos de Wilson Witzel, João Doria deverá visitar o país logo no início do seu governo em busca de acordos para o aparelhamento da polícia paulista.

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14.12.18
ED. 6015

Picadinho

O radar da CVM teria rastreado movimentações atípicas com ações da Marfrig, dias antes do anúncio da compra de ativos da BRF no Brasil e na Argentina. Um grande banco norte-americano teria atuado intensamente nas duas pontas do mercado.

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14.12.18
ED. 6015

O tucano das massas

Desde o fim da campanha, Geraldo Alckmin tem evitado ir à sede do PSDB, do qual é presidente. Seu novo “escritório” é o restante Parigi, em São Paulo, onde tem feito suas reuniões políticas, quase sempre tendo à frente um prato de ravióli.

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14.12.18
ED. 6015

Rodovia à venda

Em recuperação extrajudicial, a Triunfo espalha seus anéis sobre o balcão. Além da hidrelétrica de Três Irmãos e de  Viracopos,pretende se desfazer da Concer. A empresa, que administra a rodovia Rio-Juiz de Fora, sofre com a baixa rentabilidade e briga na Justiça pelo reequilíbrio do contrato de concessão.

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14.12.18
ED. 6015

Ponto final

A seguinte empresa não comentou o assunto: Triunfo.

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