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Planos
06.12.18
ED. 6009

Agricultura morde mais um pedaço do Itamaraty

O governo Jair Bolsonaro prepara mais uma medida para esvaziar o Itamaraty. O novo movimento neste sentido passa pelo Ministério da Agricultura. A ideia é fortalecer a Secretaria de Relações Institucionais da Pasta, que, curiosamente, esteve a um passo da extinção. A Secretaria terá seu escopo ampliado, com uma presença maior na negociação de imbróglios multilaterais no agronegócio. O modelo, já em discussão na equipe de transição, tem o aval da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O nome mais cotado para o cargo é o de Orlando Leite Ribeiro, diretor do Departamento de Promoção Comercial e de Investimentos do Itamaraty. A gestão Bolsonaro parece talhada para murchar as Relações Exteriores. Bolsonaro tem usado do expediente de espalhar atribuições do Itamaraty entre outros ministros. É o caso de Paulo Guedes, na Economia. O ministro montou uma Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais para o diplomata Marcos Troyjo e deverá contar ainda com a assessoria especial de Carlos Langoni para temas relacionados às relações externas.

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06.12.18
ED. 6009

O Capitão não veio para explicar, mas para confundir

Aliados próximos do presidente eleito Jair Bolsonaro somente conseguem entender suas declarações desencontradas sobre a reforma da Previdência como parte de uma estratégia diversionista, que busca confundir suas reais intenções. Uma derivada do dividir para reinar. O futuro mandatário confunde para negociar. Quando Bolsonaro diz que a reforma é prioritária e será encaminhada imediatamente ao Congresso, que o projeto pode ser o mesmo enviado na gestão Temer; ou que ela será aprovada de forma gradual com um projeto próprio que está sendo preparado por Paulo Guedes; ou que ela será apresentada aos pedaços, uma parte agora outra parte até o final do ano, ele somente desinforma.

Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Bolsonaro parece fazer política usando o método de Francisco José Fonseca de Medeiros em sua apostila sobre a Atividade de Inteligência no Mundo atual: a recomendação é não deixar ninguém entender o que você está pensando; afirmar o que não pensa; e mudar permanentemente o que disse anteriormente. Bolsonaro personifica com distinção a máxima do teórico da espionagem: “Fazer Inteligência não é coisa de inteligentes”. Talvez seja até o contrário. A estratégia cada vez mais nítida do presidente eleito de desorientar primeiro para depois entrar em campo se espraiou para o seu futuro gabinete no governo. Onyx Lorenzoni, convidado para a chefia da Casa Civil, entorta ainda mais o propósito de fazer da Previdência a viga central da estabilização econômica. Segundo Lorenzoni, a reforma pode ser aprovada em qualquer dos quatro anos.

O governo não se estressará com isso. O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz o oposto. Os filhos de Bolsonaro também desdenham hoje do projeto que foi tratado na campanha como demonstração de que o presidente tinha entendido a lógica da urgência do ajuste fiscal. O presidente eleito sabe que não há nada que substitua o efeito positivo sobre as expectativas do que a aprovação da reforma da Previdência, o quanto mais rápida e austera possível. Sabe que as agências de rating deverão reagir de forma favorável, o que reduzirá o risco do país, atraindo mais capitais. Tem convicção de que os ativos públicos a serem privatizados aumentarão de valor e poderão ser levados com maior velocidade a leilão. Não tem dúvida da importância da medida para que se zere o déficit primário e se busque a seguir a realização de um superávit. Muito menos do seu papel na redução da taxa básica de juros com um efeito virtuoso sobre toda a economia. Talvez só exista uma explicação para essa algaravia de proposições e ideias: Bolsonaro quer confundir.

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06.12.18
ED. 6009

Apple pede arrego a Andréa Beltrão

Antes que o assunto respingasse em sua reputação triple A, a Apple decidiu encerrar uma prosaica novela judicial. A empresa fechou um acordo na Justiça com a atriz Andréa Beltrão para pagar uma indenização de R$ 5.490,00, além de fornecer um notebook novo. O folhetim de defesa do consumidor teve início em 2016, quando a atriz comprou um computador da empresa por R$ 14 mil. O equipamento parou de funcionar após um problema na placa-mãe, que a concessionária autorizada da Apple recusou-se a trocar gratuitamente.

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06.12.18
ED. 6009

Romeu Zema a dez por hora

Os aliados de Romeu Zema já não escondem a inquietação com o ritmo de montagem da sua equipe de governo. Até o momento, o governador eleito de Minas Gerais escolheu apenas os secretários de Fazenda, Gustavo Barbosa, e de Planejamento e Gestão, Otto Reis. Zema confidenciou a assessores que até o próximo fim de semana anunciará pelo menos mais três nomes do seu secretariado. Outro fator de preocupação no entorno do governador é a sua dificuldade em encontrar o seu “CEO”, leia-se um responsável pela governança da máquina pública. Pelo menos três importantes executivos já recusaram a missão.

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06.12.18
ED. 6009

Parece até reprise do Caldeirão

Luciano Huck, que na última terça-feira participou de um evento público com FHC, em São Paulo, tem se reunido regularmente com o ex-presidente. As tertúlias têm cheiro de mofo: passam pela criação de uma frente política de centro – algo dito e repetido por FHC desde a campanha eleitoral. Huck está disposto a se engajar na formação de um novo partido, que receberia os dissidentes tucanos contrários ao take over do PSDB por João Doria.

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06.12.18
ED. 6009

Casamento sem noivo

A fusão entre o PPS e a Rede Sustentabilidade está na corda bamba. Não se vê no partido de Roberto Freire o mesmo empenho de questionar no STF a lei que trava a associação entre legendas fundadas há menos de cinco anos. Por ora, parece que só a Rede, de Marina Silva, quer o casório.

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06.12.18
ED. 6009

Turismo receptivo

Eduardo Bolsonaro foi encarregado da missão de importar Olavo de Carvalho para a posse de Jair Bolsonaro. Como se sabe, o mago do “bolsonarismo” não gosta de se deslocar da sua base, na Virgínia, nos Estados Unidos.

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06.12.18
ED. 6009

ABC digital

Mais um banco digital vai surgir na praça. O ABC Brasil, controlado pelo Arab Banking Corporation, do Bahrein, está montando uma nova plataforma de investimentos.

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06.12.18
ED. 6009

Goleador oportunista

Após comprar 51% do Valladolid, na Espanha, Ronaldo Fenômeno quer investir em clubes brasileiros. Ou algo do gênero. Na prática, pretende montar uma operação de derivativos, beliscando receitas provenientes da venda de jogadores das categorias de base.

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06.12.18
ED. 6009

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Apple e Banco ABC Brasil.

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