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Planos
30.11.18
ED. 6005

Redenção das empreiteiras nacionais ganha espaço na agenda do governo Bolsonaro

O resgate das quatro grandes empreiteiras do país – Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão – está entre as premissas da equipe de Jair Bolsonaro para a reconstrução do setor de infraestrutura. Os principais defensores desta agenda seriam os auxiliares militares do presidente eleito. A descontaminação das grandes empresas de construção pesada é considerada essencial para a conclusão das mais de 2,7 mil obras paradas e o início de outras tantas. Esta retomada é necessária para que o país possa crescer acima dos 3,5% a 4%. Sem o avanço da infraestrutura, o teto do PIB é baixo.

O ajuste das contas públicas e mesmo o equilíbrio geral dos fatores poderão atrair recursos externos para os investimentos. Mas a equação da empreitada das obras permanece um dilema. Os assessores de Bolsonaro duvidam que mesmo a vinda em profusão de construtoras chinesas, por exemplo, não daria conta do conhecimento necessário para levantar os projetos de infraestrutura. Que empreiteira do país asiático conseguiria mobilizar a Amazônia em torno de grandes obras de energia e logística essenciais? As quatro grandes empreiteiras, que representavam mais de 50% do faturamento total do setor, foram praticamente interditadas com a operação Lava Jato. Agora, pagas as multas, punidos os gestores e controladores e fechados os respectivos acordos de leniência, estariam dadas as condições para a descriminalização ampla, geral e irrestrita das companhias.

Aliás, uma das autocríticas compartilhadas pelas equipes de Michel Temer e do futuro presidente é que as operações das empreiteiras deveriam ter sido preservadas. Uma coisa é a culpa dos homens; outra é o capital humano e a capacidade de contribuição das construtoras. Outro dado é que a Lava Jato mudou a intensidade do compliance das contratantes e das contratadas. As condições do passado para práticas de corrupção hoje são exíguas. Durante o processo de expurgo das big four, a construção pesada perdeu cerca de 400 mil postos de trabalho.

Uma parcela desse contingente era altamente especializada. Existe sempre a possibilidade de grupos estrangeiros sublocarem parte das empreiteiras nacionais, assumindo em bloco contratos, mão de obra etc. A receita parece trivial, mas, na prática, nunca deu certo, pelo menos na escala necessária. As diferenças de culturas e de conhecimento das peculiaridades locais não podem ser ignoradas. No Equador, por exemplo, onde houve um aumento expressivo do número de obras tocadas por companhias chinesas, operários dormiam amontoadosdentro de contêineres. O Brasil detém uma das melhores expertises internacionais no setor de construção pesada. O que mudou foi a higienização de expedientes inaceitáveis. A qualidade dos serviços permanece a mesma.

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30.11.18
ED. 6005

A “cessão onerosa” da telefonia

As grandes operadoras de telefonia trabalham a múltiplas mãos em um plano para a expansão da banda larga no interior do país, notadamente em áreas rurais. O projeto deverá ser colocado sobre a mesa dos assessores de Jair Bolsonaro antes mesmo da posse. Uma parcela expressiva dos investimentos já está amortizada, uma vez que envolve projetos já deflagrados por estas empresas em regiões mais remotas utilizando-se tecnologia 3G. A proposta pode ser interpretada como uma contrapartida das empresas de telecomunicações para que a gestão Bolsonaro acelere a concessão da frequência de 5G. Trata-se de uma troca que interessa, e muito, ao governo, que conta com a receita dos leilões de 5G, estimada em R$ 20 bilhões, no esforço do ajuste fiscal.

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30.11.18
ED. 6005

Uma solução ou um problema para a CSN?

Dentro da própria CSN, ainda não está muito clara qual será a função do ex-governador Marconi Perillo, recém-contratado por Benjamin Steinbruch como consultor da siderúrgica. Inicialmente, Perillo teria um quê de Ciro Gomes, cuidando de assuntos relacionados à Transnordestina – notadamente a articulação com as autoridades do setor. No entanto, a ideia perdeu força diante dos primeiros sinais de resistência vindos da ANTT e do TCU, dado o constrangimento da interlocução com um ex-governador que chegou a ser preso há pouco mais de um mês e é réu em processo por corrupção passiva. O mais provável é que os préstimos do consultor Perillo se concentrem em agendas mais distantes da área pública. Um bom teste de fogo para o consultor Perillo seria atuar no contencioso que Benjamin trava com seus primos pela partilha dos bens da família.

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30.11.18
ED. 6005

Comércio unilateral

Não obstante as declarações de desdém ao Mercosul feitas por Paulo Guedes, os argentinos dão mostras de que o comércio entre os dois países ainda é importante, ao menos para um dos lados da fronteira. O governo Macri fez questão de enviar uma comitiva diplomática à audiência pública que será realizada hoje pela AGU com o objetivo de tornar o ambiente normativo mais amigável para o investidor estrangeiro e o comércio exterior.

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30.11.18
ED. 6005

Um adubo para os canaviais

Uma das missões de Frederico D´Avila, ex-diretor da Sociedade Brasileira Rural e recém-embarcado na equipe de transição de Jair Bolsonaro, será formular uma política para a retomada dos investimentos e dos postos de trabalho no setor sucroalcooleiro. Talvez não dê para salvar a maioria das mais de 70 usinas do país em recuperação judicial, mas já será um lucro para o governo Bolsonaro evitar que essa conta aumente.

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30.11.18
ED. 6005

Agenda “selecionada”

Após receber parlamentares do PSOL, o presidente do STF, Dias Toffoli, vai se reunir na próxima semana com líderes do PSB e do PDT. No caso deste último, “líderes” é força de expressão: não consta que Ciro Gomes vá ao encontro.

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30.11.18
ED. 6005

O poste e o juiz

Fernando Haddad teve uma longa conversa ao pé do ouvido com o ex-ministro Nelson Jobim no último fim de semana, durante almoço que celebrou o aniversário do criminalista Pierpaolo Botini. Se fosse há quatro ou cinco meses, uma poderosa chapa eleitoral poderia ter saído desse encontro.

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30.11.18
ED. 6005

Efeito Bolsonaro?

A Tata Motors, do bilionário indiano Ratan Tata, tem planos de instalar uma fábrica de veículos de passeio no Brasil. Segundo o RR apurou, a companhia já procura uma área para o empreendimento: Minas Gerais estaria na pole position.

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30.11.18
ED. 6005

O Leão de Doria

Prestes a deixar o comando da Receita Federal, Jorge Rachid tem sido cortejado para integrar o governo de João Doria,

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30.11.18
ED. 6005

O senador da Positivo

O senador eleito Oriovisto Guimarães só pensa naquilo: descarregar no Congresso propostas para a desoneração da indústria de informática, o que, entre seus aliados, já é chamado de “Agenda Positivo”, em alusão à fabricante de computadores fundada pelo empresário.

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30.11.18
ED. 6005

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: CSN e Tata Motors.

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