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Planos
28.11.18
ED. 6003

Um tiro pela culatra na concentração bancária

Se uma das justificativas de Paulo Guedes para esquartejar e vender pedaços do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal é reduzir a concentração bancária, como ele próprio afirma, a medida deve ter exatamente o efeito contrário. Diante da histórica dificuldade dos bancos estrangeiros, notadamente do segmento de varejo, de entrar e permanecer no mercado brasileiro, tudo leva a crer que os três maiores grupos privados do país – Bradesco, Itaú e Santander – serão os grandes absorvedores das operações da Caixa e do BB. Hoje, os cinco grandes bancos do país somam cerca de R$ 6,2 trilhões em ativos, ou mais de 80% do total do sistema financeiro – há pouco mais de uma década esse índice era de aproximadamente 60%.

Reúnem ainda 80% dos empréstimos e depósitos, 50% do mercado de seguros e 70% da área de cartões de crédito/débito. Com a venda de ativos do BB e da Caixa Econômica, estes percentuais provavelmente passariam a ser condensados nas mãos dos três maiores bancos privados. Em um exercício meramente especulativo, mas factível, caso o governo decida se desfazer integralmente das carteiras das seguradoras ligadas ao Banco do Brasil e à Caixa, a participação de Bradesco, Itaú e Santander poderia chegar a 70% do ramo de automóveis e a 80% no segmento de vida e previdência. No mercado de crédito, esta simulação é mais complexa, pois dependeria da extensão que a venda da carteira comercial da Caixa alcançaria.

De antemão, é possível dizer que a disposição da equipe econômica é tirar a CEF de todos os setores que possam representar risco para o governo e não sejam relevantes para as políticas públicas. Sob certo ângulo, o avanço dos grandes grupos financeiros não foi necessariamente de todo mal. Pelo contrário. Essa concentração sempre foi um fator de proteção do sistema financeiro nacional, permitindo que o país saísse ileso de grandes crises bancárias internacionais, notadamente a hecatombe dos subprimes, em 2008.

De qualquer forma, assim como há uma boa dose de exagero na manutenção pétrea de US$ 380 bilhões em reservas cambiais, talvez a concentração bancária não precisasse ser tanta. Existiria uma hipótese não mais tão remota de atração de banco estrangeiro para o mercado brasileiro por meio de privatizações. O próprio ministro Paulo Guedes deixou vazar que uma futura fusão entre o Bank of America Merrill Lynch e o Banco do Brasil seria benéfica para o setor financeiro nacional. Ocorre que a medida pode levar ao mesmo dilema, ou seja, mais concentrar do que elevar a competição bancária.

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28.11.18
ED. 6003

Um estrangeiro a menos no sistema bancário

Por falar na difícil resiliência de instituições financeiras ao mercado brasileiro, a Caixa Geral é a “regra que confirma a regra”. Segundo o RR apurou, o banco português está se preparando para deixar o país. A instituição já iniciou tratativas para a venda de sua carteira de crédito corporativo. Além da perda de musculatura no mercado brasileiro, pesam na despedida os graves problemas enfrentados pela matriz. Auditoria conduzida pelo governo português, acionista controlador, desvendou a existência de passivos a descoberto na contabilidade da instituição. Apenas uma destas operações, com o empresário Joe Berardo, da Ilha da Madeira, soma cerca de 280 milhões de euros. Embora se trate de um figurante, com pouco mais de R$ 1,5 bilhão em ativos, o caso da Caixa Geral exemplifica o quanto o Brasil é um mercado refratário à banca estrangeira. Em 1998, o grupo português comprou o Banco Bandeirantes. O ímpeto durou apenas dois anos: em 2000, os lusos venderam sua operação de varejo para o então Unibanco.

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28.11.18
ED. 6003

Um cosmopolita sob medida para o governo

O ex-presidente do Banco Central, Carlos Geraldo Langoni, sondado para colaborar com a equipe econômica, tem um perfil sob medida para tratar de questões internacionais, com ênfase na diplomacia empresarial. Langoni é hoje provavelmente um dos economistas mais cosmopolitas do país. Dirige o Centro de Economia Mundial da FGV, onde realiza simpósios com autoridades internacionais e grandes empresas transnacionais. É provável que Paulo Guedes queira um assessor com essa senioridade para uma
secretaria de relações externas ou comércio exterior. Ficaria a cargo do Itamaraty a grande política de relações externas. Langoni trabalharia no micro, aliás, nem tão micro assim, negociando com as grandes corporações e buscando lubrificar acordos de comércio bilaterais. O ex-presidente do BC caberia como uma luva nessa função, já que é jeitoso e de fala mansa, o que reduziria atritos com o Ministério das Relações Exteriores. Langoni é o decano entre os “Chicago Oldies” (Apud Guedes). Foi professor do futuro ministro da Economia e de quase toda a sua turma. Em tempo: Langoni foi autor da mais polemica tese da década de 70, na qual colocava a educação como base dos problemas de desigualdade da renda. Pagou um preço na época por ser considerado conservador até mesmo na FGV. Voltou por cima. Hoje, seu pensamento é considerado um clássico mesmo por escolas econômicas refratárias.

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28.11.18
ED. 6003

O CEO de Zema

Na sua peregrinação em busca de uma liderança empresarial para o seu governo, Romeu Zema chegou à letra “J”, do multipartidário Josué Gomes da Silva, da Coteminas.

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28.11.18
ED. 6003

Reconhecimento internacional

Carlos Bolsonaro, mentor da campanha do pai, Jair Bolsonaro, nas mídias digitais, já teria recebido o convite de duas universidades norte-americanas para falar sobre a estratégia que jogou o Capitão nas alturas das redes sociais.

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28.11.18
ED. 6003

Divórcio à vista no MDB

A relação entre Marta Suplicy e o MDB chegou ao seu ponto de esgotamento. Assim que 2019 raiar, Marta vai migrar para outra sigla, levando junto sua pretensão de se candidatar à Prefeitura de São Paulo em 2020. PSD e Solidariedade surgem como as opções.

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28.11.18
ED. 6003

Direito de ir e vir

A pouco mais de um mês do fim do governo Temer, a Ouvidora Nacional dos Direitos Humanos, Larissa Oliveira Rêgo, e a coordenadora-geral de Gestão do Disque Direitos Humanos, Laura Guedes de Souza, estão prestes a embarcar para o exterior. De 1 a 9 de dezembro, a dupla estará em Lisboa e Viena para uma “visita técnica de prospecção” a órgãos especializados no tema. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas é bem provável que o Ministério dos Direitos Humanos seja extinto antes mesmo de conseguir aproveitar os ensinamentos colhidos pelas suas servidoras na Europa.

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28.11.18
ED. 6003

Questão de timing

Segundo informações filtradas da BRF, Pedro Parente poderá deixar a presidência da empresa já no primeiro trimestre, seguindo apenas como chairman. Oficialmente, seu mandato vai até junho de 2019. Talvez a eventual antecipação seja um sinal do seu otimismo quanto à conclusão do plano de desmobilização de ativos, da ordem de R$ 5 bilhões. Talvez não.

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28.11.18
ED. 6003

Presente de grego

O Natal da Ricardo Eletro, encaixotada por uma dívida de R$ 1,3 bilhão, promete ser de sangue, suor e lágrimas. Segundo o RR apurou, o novo presidente da holding Máquina de Vendas, Luiz Wan-Dall, deverá fechar até 20 lojas da rede. Sua missão é arrumar a casa para a transferência do controle à gestora Starboard.

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28.11.18
ED. 6003

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Geral e Máquina de Vendas.

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