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Planos
26.11.18
ED. 6001

Temer deixa uma porta entreaberta no setor nuclear

A Era Temer vai deixar um legado atômico para Jair Bolsonaro. O ministro Moreira Franco encaminhou à equipe de transição de Bolsonaro um projeto que prevê a venda de até 49% da Eletronuclear. O estudo técnico para a operação foi concluído na semana passada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A entrada de um investidor privado na estatal teria como premissa a conclusão da construção de Angra 3 – o custo estimado gira em torno de R$ 20 bilhões. Mesmo em seu crepúsculo e sem poder decisório sobre o amanhã, o governo Temer tem mantido intensa interlocução com grupos estrangeiros interessados no negócio. Segundo o RR apurou, nas últimas semanas mais duas grandes corporações da área de energia atômica abriram conversações com a Pasta de Minas e Energia: a China General Nuclear Power Group e a Nuclear Power Corporation of India. De acordo com uma fonte do Ministério, executivos das duas empresas devem visitar o site de Angra 3 até o fim do ano. Há um consenso entre as autoridades do setor elétrico de que o projeto de Angra 3 só será retomado com a injeção de recursos privados. No entanto, a gestão Bolsonaro traz uma variável de significativo peso sobre o assunto: o notório entrelaçamento entre o futuro governo e as Forças Armadas. O ingresso de um investidor estrangeiro na Eletronuclear é uma agenda que certamente será tratada com cautela pelo estamento militar, que olha para o programa nuclear brasileiro sob a ótica da soberania nacional.

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26.11.18
ED. 6001

Está chegando a hora da onça beber água

O grande desafio do governo Jair Bolsonaro no ano da graça de 2019 não será a reforma da Previdência, que representará, sem dúvida, um tento, mas já está dada como pré-condição para o ajuste fiscal. O teste de força será a apresentação, nos primeiros seis meses do ano, da “agenda do incômodo”. São as medidas que baterão de frente com os grupos de interesse e lobbies mais poderosos do país. O RR considera que são três os maiores espinheiros: a desregulamentação, que envolve cortes de subsídios, renúncias fiscais, barreiras tarifárias e desonerações tributárias; o choque anticorporativista, que prevê alterações no fim da estabilidade dos cargos do funcionalismo público, demissões, um pacto pela produtividade, mudanças no Sistema S, entre outras medidas dolorosas; e o ajuste fiscal dos estados e municípios. É no interior desse mosaico que será capturado o complemento para zerar estruturalmente o déficit primário. As privatizações maciças são mais um discurso de campanha, já que a equipe econômica sabe que não é simples a venda de estatais a granel. Mas empresas vinculadas às estatais poderão ser vendidas sem a burocracia das licitações clássicas, tais como os ativos de distribuição e refino da Petrobras e subsidiárias do Banco do Brasil. Os grupos de interesse já estão se movendo para defender os seus territórios. Algumas federações de indústria já buscaram dar o seu apoio de praxe, para depois negociar alguns pontos. Isso teria provocado, inclusive, algumas rachaduras entre essas entidades. Espera-se que os cortes e fim das tarifas alfandegárias estejam vinculados, em alguns casos, a contrapartidas do aumento da produtividade. Haveria métricas próprias e prazos para que fossem cobrados os compromissos, algo que nunca foi feito nesses de distribuição farta de benefícios.

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26.11.18
ED. 6001

Bom augúrio

Hoje, às 8h, o futuro presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, adentra o gramado da companhia. Bom augúrio para a estatal.

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26.11.18
ED. 6001

O head hunter de Bolsonaro

Paulo Guedes recebeu carta branca de Jair Bolsonaro para indicar também os vice-presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Serão mais 20 integrantes da área econômica com o imprimatur do superministro. No caso da Caixa, que responde à Lei das Estatais, a rigor os nomes dos 11 VPs terão de ser submetidos ao Conselho de Administração. Trata-se de um mero detalhe.

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26.11.18
ED. 6001

“Bota-abaixo” na Gafisa

A gestão recém-nomeada pelo investidor sul-coreano Mu Hak You está promovendo uma carnificina na Gafisa. Até o fim do ano, estão previstos novos e expressivos cortes, notadamente na área comercial. Em pouco mais de dois meses, quase metade do quadro de funcionários foi dizimado. Depois das pessoas, será a vez dos ativos. A ideia é reduzir em cerca 20% o banco de terrenos para fazer caixa. O mercado, como seria de se imaginar, está encantado com a gestão de Hak You, dono da gestora GWI: em pouco mais de um mês, a ação da Gafisa acumula alta de 22%

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26.11.18
ED. 6001

Páginas rasgadas

O relacionamento entre os credores da Saraiva e a gestão da empresa é o pior possível. Grandes bancos e editoras estariam se negando a manter negociações com o herdeiro e CEO do grupo, Jorge Saraiva Neto, acusado de prometer uma coisa e fazer outra. A situação tende a ficar ainda mais inflamável com o pedido de recuperação judicial da Saraiva – informação antecipada pelo RR na edição de 1 de outubro.

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26.11.18
ED. 6001

Uma ponte entre o público e o privado

Chairman do Grupo Lide, Luiz Fernando Furlan está cotado para integrar a equipe de governo de João Doria. Conflito de interesse? Não foi o que o então prefeito Doria pensou ao indicar o próprio Furlan para comandar o Conselho da SP Negócios, ligada à gestão municipal. Por que pensaria nisso agora?

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26.11.18
ED. 6001

Um cobertor para Eliseu Padilha

Eliseu Padilha é cogitado no MDB para assumir uma secretaria no governo de Ibaneis Rocha no Distrito Federal. O cargo cairia dos céus. Ainda que, a priori, a motivação não seja esta, a indicação permitiria a Padilha manter o foro privilegiado em um 2019 que se  anuncia ameaçador. Por sinal, o governo de Ibaneis Rocha já se notabiliza como uma espécie de versão pocket da gestão Temer. O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, garantiu o cargo de presidente do Instituto Brasília Ambiental. Outro que pulará diretamente do vagão de Temer para o de Ibaneis é o coronel da PM Eumar Novacki, secretário executivo do Ministério da Agricultura.

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26.11.18
ED. 6001

Barbárie

Um dado alarmante: segundo o RR apurou com exclusividade, o TJ-RJ já registrou desde janeiro 1.153 casos de violência contra a mulher. O ano sequer terminou e o número já é 10 vezes maior do que o registrado em 2017

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26.11.18
ED. 6001

Um fiapo de voz

Um pelotão de 14 senadores de oposição liderado por Cid Gomes e Randolfe Rodrigues vai lançar na primeira semana de dezembro um documento que promete balizar a atuação do grupo na Casa. Será um raro manifesto do anêmico campo da esquerda. Se alguém vai ouvir, é outro departamento.

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26.11.18
ED. 6001

Tubo de ensaio

João Amôedo tornou-se consigliere-mor de Romeu Zema. Tem ido regularmente a Belo Horizonte participar dediscussões com Zema e sua equipe de transição. Vem também indicando nomes para compor a equipe de governo. Amôedo só pensa naquilo: transformar Minas Gerais no trampolim de sua nova candidatura presidencial, em 2022.

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26.11.18
ED. 6001

Tasso vs. Aécio

Tasso Jereissati vai lançar sua candidatura à Presidência do Senado. Apesar do seu prestígio, o tucano tem poucas chances de vitória. O movimento deve ser interpretado como mais um ataque de Tasso ao desafeto Aécio Neves, que apoia Renan Calheiros.

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26.11.18
ED. 6001

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Saraiva e Gafisa.

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