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Planos
23.11.18
ED. 6000

Bolsonaro herda o big data contra o crime

A despeito de heranças indesejáveis, sobretudo na área fiscal, a gestão Temer deixará para o governo Bolsonaro – e mais especificamente o superministro Sérgio Moro – uma arma de grosso calibre para o com- bate ao crime organizado. Trata-se de um inovador e ainda confidencial sistema de inteligência em segurança pública, que combina tecnologias como machine learning, mecanismos de rastreamento de informações em redes sociais e uma rede de câmeras instaladas em ruas, prédios e veículos de transporte público, notadamente nas grandes cidades. Os eixos centrais são a coleta de informações em tempo real; integração dos dados, inclusive com a base de registros criminais das polícias; predição, recomendação e apoio a decisões, com uso de inteligência artificial.

O projeto contempla também o desenvolvimento de um aplicativo que auxiliará as forças policiais durante as operações.O big data contra o crime, em desenvolvimento no Laboratório Integrado de Segurança Pública da Polícia Rodoviária Federal (PRF), tem sido apresentado de forma reservada a militares, representantes da cúpula das policiais estaduais e também a pequenos grupos de empresários. A versão beta do sistema já está sendo testada no Ceará. Os primeiros resultados são alvissareiros: em seis meses, a ferramenta levou a uma redução de 40% dos roubos de cargas e de 45% nos roubos de veículos, graças ao mapeamento das áreas com maior incidência de crimes.

O projeto parece ter sido feito sob medida para um presidente que se elegeu em cima de um discurso radical de combate ao crime. Jair Bolsonaro poderá capitalizar a inovação antes mesmo da sua posse: uma unidade da PRF com o novo sistema deverá ser instalada no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro ainda durante o governo de transição. O local foi escolhido a dedo: como o nome sugere, o Arco circunda toda a Região Metropolitana do Grande Rio, com integração direta à Rodovia Presidente Dutra e outras vias de acesso à cidade comumente usadas para o transporte de cargas roubadas e mesmo armas e drogas.

A equipe de transição de Bolsonaro já trabalha para viabilizar a implantação do sistema em todos os estados do país até o fim de 2019. Parte do financiamento virá da Medida Provisória 846/2018, mais conhecida como MP das Loterias, que propõe a destinação de aproximadamente R$ 1 bilhão para a área de segurança pública. Já existe uma recomendação para que o futuro ministro Sérgio Moro use a verba integralmente para agilizar a instalação do sistema. A MP foi aprovada nesta semana tanto na Câmara quanto no Senado em uma espécie de rito sumário: um acordo de lideranças permitiu a votação nas duas Casas em menos de 24 horas. O presidente Michel Temer compromoteu-se a sancioná-la nos próximos dias. As circunstâncias pedem que ele seja rápido no gatilho: a MP caduca na próxima quarta-feira, dia 28.

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23.11.18
ED. 6000

BNDES paga hoje a dívida externa de amanhã

Para quem viveu décadas de crise cambial, chega a ser espantoso ver o resgate antecipado de dívida externa virar coqueluche no país. Além do Tesouro Nacional, que tem exercido a recompra de títulos em dólar, o BNDES demonstrou, ontem, que o câmbio é um tigre de papel. A diretoria do banco aprovou o pré-pagamento de dois financiamentos contratados junto ao BID, em 1999 (US$ 1,1 bilhão) e 2002 (US$ 900 milhões), ambos com prazo de pagamento de 20 anos. Em setembro, o BNDES concluiu uma recompra de bonds, com resgate de US$ 646 milhões, que produziu um resultado positivo de US$ 170 milhões. Ambas as operações buscam um gerenciamento melhor de ativos e passivos. Para um país que tangencia a insolvência devido a um brutal endividamento interno, é curioso verificar que débitos em moeda forte viraram café pequeno.

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23.11.18
ED. 6000

Terceiro turno

O ódio ao PT não acabou com a derrota do partido nas eleições. O presidente do Conselho de Administração do Insper, Claudio Haddad, tem sido constrangido por alguns empresários que apoiam a instituição e já manifestaram o desejo de ver Fernando Haddad fora do corpo docente. Haddad, que leciona as disciplinas de administração e gestão pública nos cursos de pós-graduação, tirou uma licença de 90 dias após a eleição. Perguntado sobre a pressão pelo afastamento do ex-candidato petista, o Insper não se pronunciou especificamente acerca da questão. O Instituto informou que “todas as contratações de professores são baseadas em critérios de excelência, como formação e experiência acadêmica” e “todos que apoiam financeiramente a instituição por meio de doações acreditam nesse propósito”.

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23.11.18
ED. 6000

Nos trilhos do general Mourão

O general Hamilton Mourão, que tem se notabilizado como um importante interlocutor entre o futuro governo e a iniciativa privada, vem mantendo conversações com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos. Em pauta, a elaboração de um plano estratégico de mobilidade urbana. A entidade já encaminhou ao vice-presidente eleito um paper com propostas e pleitos para a viabilização do projeto, entre os quais a revisão dos marcos regulatórios do setor, incentivos à modernização e ampliação das malhas metroviária e de trens urbanos e vinculação de financiamento público a modais sustentáveis, como VLT.

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23.11.18
ED. 6000

As idas e vindas da Triunfo

A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) tem irritado os candidatos à compra da sua participação na empresa de energia Tijoá devido aos bruscos ziguezagues nas negociações. A cada hora, a TPI pede um valor diferente e coloca uma condicionante sobre a mesa – como se um grupo em recuperação extrajudicial e com um passivo de R$ 2 bilhões a descoberto estivesse confortável para fazer exigências. Segundo o RR apurou, além das chinesas SPIC e Zhegiang Energy Group, a conterrânea State Grid também entrou no páreo. A Tijoá controla a hidrelétrica de Três Irmãos, a maior do Rio Tietê.

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23.11.18
ED. 6000

Previdência privada faz sua “reforma”

A “reforma da Previdência” vai começar pelo setor privado. Segundo o RR apurou, as associações de previdência complementar estão montando um fundo setorial que, na prática, significará a “abertura” de entidades que, por definição, operam sob regime fechado. A ideia é que familiares dos associados das respectivas fundações possam aderir à nova carteira. O projeto está sendo costurado no âmbito da Abrapp – Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – e, a princípio, se estenderá a todas as suas 299 afiliadas.

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23.11.18
ED. 6000

O aprendiz de Bolsonaro

Além de nomear o general João Camilo Pires de Campos para a Secretária de Segurança, João Doria confidenciou a assessores a intenção de montar uma espécie de Conselho composto por militares da reserva para discutir políticas de combate ao crime organizado. Se a moda pega, vai faltar general para tanta demanda.

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23.11.18
ED. 6000

Plantão médico

O norte-americano Discovery Capital, que administra cerca de US$ 15 bilhões, está pescando startups da área de saúde no Brasil. Já teria jogado uma isca na direção do Albert Einstein, um estuário onde repousam mais de 30 dessas empresas emergentes.

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23.11.18
ED. 6000

Dor de coluna

José Serra está em campanha para ser o líder do PSDB no Senado. Mesmo com as fortes dores nas costas e o peso do Dersa sobre os ombros.

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23.11.18
ED. 6000

Dono do pedaço

Eunício de Oliveira se desdobra para reemplacar Marcos Holanda na presidência do Banco do Nordeste, cargo que ele ocupou de maio de 2015 a dezembro de 2017. Resta saber se vai dar tempo: o senador tem apenas mais dois meses de mandato.

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23.11.18
ED. 6000

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Discovery e Triunfo.

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