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Planos
13.11.18
ED. 5993

Programa de satélites brasileiro vai para o espaço por falta de verbas

Uma herança incandescente da era Temer vai cair feito um meteorito no colo do futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o efêmero astronauta Marcos Pontes. O programa de satélites do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE) está fora de órbita, com graves restrições orçamentárias e atrasos no cronograma. Sem recursos, o INPE não conseguirá lançar ainda neste ano o Amazônia (SAR), fundamental para o monitoramento e combate ao desmatamento da Região Amazônica.

Trata-se do primeiro satélite integralmente produzido no país, mas o que era para ser motivo de celebração e orgulho se tornou um símbolo das mazelas do programa e da penúria que atinge o INPE. Também pela escassez orçamentária, o INPE tem postergado o lançamento do CBERS-4A. Sua entrada em órbita, prevista para dezembro deste ano, já teria sido empurrada para maio de 2019. Na própria estatal, no entanto, a expectativa é de que o equipamento só sairá do chão no último trimestre do ano que vem, portanto quase um ano após a previsão original.

Ressalte-se que o atraso se acentuou, mesmo com a transferência do lançamento para a China – o sistema CBER foi desenvolvido em parceria com o país asiático. Neste caso, há um agravate em particular: produzido ao custo de US$ 120 milhões, o CBERS-4A foi concebido para substituir sua versão anterior, o CBER-4, cuja vida útil se extinguiu no fim do ano passado. Ou seja: neste momento, há um ponto cego no monitoramento do setor agrícola. O sistema CBER tem um papel relevante na vigilância de plantações brasileiras e no envio de informações para pesquisadores, dados que são decodificados, mastigados e ajudam a aumentar a produtividade rural.

O governo Temer mandou o INPE para alguma galáxia distante. Com exíguos R$ 40 milhões para atravessar todo o ano de 2018, a estatal recebeu a menor verba em mais de uma década. Nem mesmo a previsão do tempo resistiu à tempestade financeira do INPE. No ano passado, o Tupã, o supercomputador que processa os dados meteorológicos de todo o país, teria parado de funcionar por alguns dias por falhas de manutenção. Caberá a Marcos Pontes, com sua alardeada proximidade do Capitão Bolsonaro, arrancar do Tesouro recursos para acelerar os projetos do INPE.

Curiosamente, ao menos em tese, era para o Instituto ter tudo, menos um big bang orçamentário. O programa de recepção, distribuição e uso de imagens de sensoriamento remoto da estatal conta com verba do Fundo Amazônia. Este, por sua vez, tem na Noruega um de seus principais contribuintes. O governo do país europeu chegou a disponibilizar cerca de US$ 1 bilhão para programas de controle desmatamento no Brasil. Uma parte destes recursos iria justamente para deslanchar o monitoramento por satélites. No entanto, os noruegueses suspenderam uma parcela dos repasses devido a falhas na política do governo brasileiro para a área de meio ambiente.

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13.11.18
ED. 5993

Bolsonaro não se esquece do Supremo

Jair Bolsonaro ainda não desistiu de ampliar a Corte do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro chegou a declarar que passaria dos atuais 11 para 21 ministros. A ideia de aumento continua na pauta, mas o número vai ser bem menor. Com três ou quatro juízes adicionais, o presidente eleito já consegue diluir em parte o Supremo. Isso sem contar com o Fator Moro. Um ministro da Justiça com tantos poderes de escuta, Inteligência e espionagem, por si só, embaça o vedetismo do STF. Se há algo que Bolsonaro jurou é que não será uma marionete nas mãos dos mandarins do Supremo. Está cumprindo a promessa.

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13.11.18
ED. 5993

Um combustível para o conteúdo local?

Diante da intenção de Jair Bolsonaro de reduzir a exigência de conteúdo local na área de óleo e gás, um dado curioso: fabricada integralmente no Brasil, a plataforma P-66 tornou-se neste mês a maior produtora do pré-sal, batendo as marcas de 148,3 mil barris de petróleo e seis milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Por sua vez, a P-67, concluída no estaleiro Modec, da China, só deverá entrar em operação no fim de dezembro, um ano e meio depois do que previa o cronograma original da Petrobras. O equipamento chegou ao Brasil com problemas no flare (mecanismo de queima de gases e líquidos eliminados durante o processo de exploração) e no sistema de ancoragem. Estima-se que o atraso no início das atividades da P-67 tenha representado um prejuízo de aproximadamente R$ 5 bilhões para a Petrobras. Procurada, a estatal confirmou que a plataforma está sendo deslocada para o Campo de Lula e iniciará suas atividades ainda neste ano. Sobre o valor das perdas, com a P-67, a companhia diz “não ter essa informação”.

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13.11.18
ED. 5993

Dia do Trabalho

O ministro Caio Vieira de Mello representará o Brasil no megaevento global que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizará em Genebra entre os dias 10 a 12 de dezembro. Talvez o titular da Pasta do Trabalho tenha de passar pelo constrangimento de explicar aos demais 180 membros da OIT que o seu Ministério deixará de existir cerca de 20 dias depois.

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13.11.18
ED. 5993

O avatar de Bolsonaro

O empenho de João Doria em mimetizar o governo Bolsonaro deve abrir caminho para Janaina Paschoal (PSL) assumir a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo. O senador eleito Major Olímpio articula o apoio de Doria e da bancada tucana à candidatura da musa do impeachment para o comando da Casa. Aliás, os ventos paulistas mudaram de direção. Antigo desafeto de Doria, Major Olímpio aproximou-se do governo eleito desde o segundo turno das eleições.

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13.11.18
ED. 5993

Colheita de votos

A deputada Tereza Cristina recebeu uma dupla missão no governo Bolsonaro. Além de assumir o Ministério da Agricultura, foi escalada por Onyx Lorenzoni para ajudar na articulação política e assegurar o apoio da bancada ruralista à aprovação da reforma da Previdência. Seja qual reforma for.

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13.11.18
ED. 5993

PSB pernambucano ou paulista?

Derrotado na disputa pela reeleição, o governador de São Paulo, Marcio França, já está em campanha novamente: trabalha para assumir a presidência do PSB. Trata-se de uma missão complexa. Sua vitória representaria a mudança do eixo de comando do partido de Pernambuco, onde está a família de Eduardo Campos, para São Paulo.

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13.11.18
ED. 5993

Disque-tributos

A Telefônica tem se notabilizado como uma linha de montagem de ganhos fiscais. A companhia prevê amealhar cerca de R$ 2 bilhões com a reversão de créditos tributários no primeiro semestre de 2019. Somente neste ano, a Telefônica deverá contabilizar mais de R$ 8 bilhões com ganhos fiscais.

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13.11.18
ED. 5993

Divertimento

Assessores de Jair Bolsonaro se divertiam ontem com a boutade de que, após indicar Maitê Proença para o Meio Ambiente, Paulo Marinho vai emplacar Odile Rubirosa no Ministério da Saúde. Odile sempre teve uma enorme saúde.

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13.11.18
ED. 5993

Faxina nos transportes

Além da Valec, a equipe de Jair Bolsonaro estuda extinguir o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), outro estuário de denúncias de corrupção.

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13.11.18
ED. 5993

O “candidato” do Capitão

O deputado, delegado e pastor João Campos (PRB-GO) tem dito a quem quiser ouvir que Jair Bolsonaro “simpatiza” com a sua candidatura à Presidência da Câmara. Só de usar o nome do Capitão, já é carta incinerada no baralho.

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13.11.18
ED. 5993

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: INPE e Telefônica.

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