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Planos
12.11.18
ED. 5992

“MP da Sede” deixa prefeitos e governadores de garganta seca

A manifesta decisão de Jair Bolsonaro de extinguir o Ministério das Cidades serve como pano de fundo para uma disputa pelos recursos destinados à área de saneamento. O ponto central é a possível mudança no marco legal do setor. Segundo o RR apurou, um grupo de prefeitos e governadores – entre os quais os petistas Rui Costa (Bahia) e Camilo Santana (Ceará) – solicitou a Bolsonaro que ele e sua equipe de transição trabalhem para derrubar a Medida Provisória 744. Do lado oposto, investidores privados desaguaram na Câmara e no Senado com uma intensa operação de lobby a favor da medida. O duelo é apimentado justamente pelo fim da Pasta das Cidades, hoje responsável pela gestão e liberação de recursos para o setor. A proposta – apelidada de “MP da Sede” – estipula que os municípios assumam as licitações para projetos de saneamento, esvaziando o poder das concessões estaduais. Dito desta maneira, até soa estranho que os alcaides estejam contra a medida. No entanto, as prefeituras fazem coro com os governadores por enxergar uma pegadinha no texto, que teria sido feito sob medida para os grandes grupos privados. O entendimento é que apenas as maiores cidades serão beneficiadas com o novo marco legal, justamente as que despertam o interesse dos investidores. Governadores e prefeitos fazem pressão para que o projeto não seja votado antes de 19 de novembro. A partir desse dia, a MP perde validade e o assunto volta à estaca zero.

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12.11.18
ED. 5992

O inesperado encontro do RR com o general Mourão

O pagode rolava alto nas caixas de som em uma noite de tempo fechado no Centro do Rio. Eis que de repente o Relatório Reservado se deparou frente a frente com o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito. Eram 19h35 da última sexta-feira, e o general saía de uma reunião com empresários, na Rua do Mercado. O encontro foi tão inusitado que o RR se conteve, perplexo, no seu afã por informações. Perguntas ficariam para uma outra vez. A hora era de aproveitar a agradável presença, que em nada lembrava o oficial responsável, até o momento, pelas mais inquietantes declarações da era Bolsonaro. O general Mourão, trajando um terno azul escuro e uma camisa listrada rosa, gravata azul marinho com detalhes em vermelho, atravessou a rua ao som dos batuques e com o cheiro de chope que inundava o pedaço. Deu alguns passos e meia volta volver. Retornou ao prédio para pegar um objeto esquecido. Trocando palavras amáveis com o RR, eis que ele brinca com o porteiro, que tentou fazer um registro fotográfico: “Vá rápido, você parece um vascaíno”, disse, com bom humor. Ao descobrir que o porteiro torcia pelo Flamengo, seu time de coração, Mourão abriu um largo sorriso. Todos satisfeitos com o general, ele partiu em passos largos para entrar no carro. Tomara que tudo continue assim depois que começar o governo. Caía uma chuva fina quando o general partiu.

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12.11.18
ED. 5992

Vale na mira do Capitão

Há uma tese sendo defendida na banca de doutorado do governo Bolsonaro. A gestão da Vale deve ser profissional e independente, e seus quadros, altamente capacitados. Mas isso não exclui um maior alinhamento com o governo. Ou, melhor dizendo, uma identificação direta com a tropa de Bolsonaro.

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12.11.18
ED. 5992

Plantio chinês

A chinesa Cofco, uma das maiores tradings agrícolas do mundo, carrega no coldre US$ 2 bilhões para a compra de plantações de soja no Brasil.

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12.11.18
ED. 5992

Apetite indiano

A indiana Sterlite, que já tem R$ 7 bilhões em projetos no Brasil, vai entrar pesado no leilão de transmissão da Aneel previsto para 20 de dezembro.

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12.11.18
ED. 5992

Direita volver

O deputado Eduardo Bolsonaro articula a criação do que ele mesmo tem chamado de um “Foro de São Paulo da direita”. Sua intenção é reunir a nata do pensamento liberal em um grande evento, em São Paulo, logo no início do governo Bolsonaro. Do encontro brotaria a nova organização. Sua ideia é aproveitar a onda Bolsonaro para galvanizar a imagem do presidente eleito como o grande representante da direita no Brasil e até mesmo na América Latina.

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12.11.18
ED. 5992

As últimas ligações da Telebras

O ministro Gilberto Kassab – um pêndulo entre o governo Temer e o governo Bolsonaro dado o seu desabrido apoio ao Capitão – tem feito pregação pela sobrevivência da Telebras. Mais do que isso: trabalha também pela permanência de Jarbas Valente na presidência da estatal. Seria como se o próprio Kassab estivesse na Telebras.

Do outro lado, no entanto, a avaliação sobre a Telebras é inclemente. A própria performance financeira da empresa tem sido usada pela equipe de transição de Jair Bolsonaro como um dos argumentos mais fortes para a sua extinção. A companhia vem operando com um déficit mensal da ordem de R$ 20 milhões. Em tempo: os dois principais projetos da Telebras já têm seu destino traçado caso se confirme o fim da empresa. O plano nacional de banda larga ficaria pendurado no Ministério da Ciência e Tecnologia/Comunicação; já a gestão do satélite geoestacionário iria para a Pasta da Defesa.

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12.11.18
ED. 5992

Eunício, paz e amor com o Judiciário

A aprovação do aumento dos ministros do STF no Senado se deu após um incomum empenho do presidente da Casa, Eunício de Oliveira. Após conversar com o próprio presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, Eunício convocou todos os líderes de partidos ao seu gabinete para articular uma frente de apoio à aprovação do reajuste. Além disso, engajou-se pessoalmente na missão de reverter votos contrários à medida. Foi o caso, por exemplo, de Antonio Anastasia, que, a princípio, se colocaria contra a proposta, mas acabou sensibilizado pelos argumentos de Eunício.

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12.11.18
ED. 5992

As águas turvas do Aquário Pantanal

Um dos mais conceituados arquitetos do país, Ruy Ohtake voltou a ser réu no processo movido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que envolve a construção do Aquário Pantanal. A obra de custo superior a R$ 50 milhões está inacabada. Uma decisão contrária do Tribunal de Justiça do MS do ano passado havia livrado o escritório de arquitetura de Ohtake. Há outras empresas e ex-autoridades do governo sul–mato-grossense arrolados no processo.

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12.11.18
ED. 5992

Doria vs. sem-terra

João Doria está disposto a comprar uma briga com o MST. romper os contratos do governo de São Paulo com assentamentos ligados aos semterra, que produzem alimentos para merendas distribuídas na rede estadual de ensino.

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12.11.18
ED. 5992

Família real

Flavio Bolsonaro deverá herdar o gabinete do presidente do Senado, Eunício de Oliveira. Trata-se de um dos “imóveis” mais cobiçados da Casa.

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12.11.18
ED. 5992

A escalada de Amôedo

Há uma corrente no Partido Novo que prega, desde já, a candidatura de João Amôedo à Prefeitura do Rio, em 2020. O entendimento é que Amôedo “ganharia” até na derrota, aumentando o seu recall para uma nova disputa presidencial em 2022.

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12.11.18
ED. 5992

Plano de saúde

Afastado da Câmara desde o atentado de 6 de setembro, Jair Bolsonaro continuará recebendo salário da Casa até fevereiro. Para não perder o benefício, ele apresentou um atestado médico.

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12.11.18
ED. 5992

Dinheiro das Arábias

A Red Sea Housing, um dos maiores grupos de real estate da Arábia Saudita, está em busca de ativos imobiliários no Brasil. Na mira, empreendimentos comerciais e industriais.

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12.11.18
ED. 5992

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Red Sea Housing e Cofco.

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