Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
08.11.18
ED. 5990

General Heleno amplia o raio de ação do GSI

A julgar pelas missões desempenhadas pelo general Augusto Heleno na equipe de transição, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) terá um perímetro mais amplo de atuação e representatividade no governo Bolsonaro. Na última quinta-feira, Heleno teve uma reunião a portas fechadas com executivos da indústria siderúrgica no Hotel Hilton, no Rio de Janeiro. Segundo o RR apurou, a questão China dominou o encontro. Representantes da CSN, Gerdau, Arcelor Mittal e Usiminas, entre outras menos votadas, bateram na tecla dos estragos que a crescente entrada do aço chinês no Brasil tem causado à indústria nacional.

Ao longo de 2017, a participação do insumo importado no mercado brasileiro subiu de 8% para 13%. Estima-se que este índice feche 2018 acima dos 15%. O produto oriundo do país asiático responde por mais de 50% das importações. Resultado: a ociosidade do parque siderúrgico brasileiro já passa dos 30%: são 34 milhões de toneladas de aço produzido para uma capacidade instalada próxima dos 52 milhões de toneladas. O general Heleno saiu do encontro devidamente municiado de números e mais números. Os executivos chamaram especial atenção para os mais de 12 mil postos de trabalho fechados nos últimos quatro anos.

De acordo com a fonte do RR, as palavras “protecionismo” e “barreiras” não foram pronunciadas durante a reunião reservada. Nem seria preciso. No discurso dos siderurgistas está mais do que subtendido de que vai ser difícil segurar a concorrência com o aço chinês sem sobretaxas. Até porque a China deve intensificar sua investida sobre o mercado brasileiro diante das crescentes restrições alfandegárias impostas pela Europa e, sobretudo, por Donald Trump, nos Estados Unidos. A questão tributária tem sido alvo de embates entre a siderurgia e o governo Temer. Em maio, a Camex adiou por um ano a imposição de tarifas ao aço chinês por considerar o atual regime de “interesse público”, tendo em vista o aumento dos preços e a crise econômica no país.

Em parte, significa dizer que o lobby das montadoras e da indústria de eletrodomésticos, entre outros setores intensivos em aço, foi mais bem-sucedido. Os siderurgistas sabem que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, é contrário, por definição, a tarifas protecionistas a qualquer setor da economia. Portanto, as barreiras alfandegárias serão poucas para muitos pedintes. Os empresários do aço sabem que o general Heleno será o contraponto de Guedes no Palácio do Planalto.

Trata-se de um oficial especializado em assuntos estratégicos, cuja visão dos interesses do Estado vai além da simples aritmética sobre as vantagens de um setor ou outro da indústria. Seu horizonte de atuação institucional alcançará o aconselhamento sobre os países-chaves nas relações comerciais e de segurança. A China é um deles. Há poucos dias, Heleno pediu a Bolsonaro que fosse mais manso em suas declarações sobre o país asiático. Pequim também está atenta a essa movimentação. O em-baixador da China no Brasil fez uma visita em caráter extraordinário ao Capitão Bolsonaro, em sua residência, na Barra da Tijuca. Ou seja: bem antes de se aproximar o quinto mês do governo Bolsonaro, data prevista para a Camex reavaliar a questão, as reivindicações da indústria siderúrgica estão subindo de decibéis.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

A ministra de toda a agricultura

O RR acertou o milagre, mas não o nome do santo. A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é absolutamente favorável a resolver o imbróglio da venda de terras para estrangeiros por meio de limites de área e pré-requisitos para produção. Não pode ser um “liberou, geral”. Desde o início das sondagens para assumir o Ministério, a deputada federal também se mostrou relutante em misturar sua Pasta com lixo, usina nuclear, barragem, dejetos industriais etc. Atual presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, Tereza Cristina é mais uma agradável surpresa no Ministério de Jair Bolsonaro. A deputada federal tem o raro apoio de todas as entidades do agronegócio. O principal aliado na sua indicação foi o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins. A deputada atropelou o líder da UDR Luiz Antônio Nabhan Garcia, que era candidato dele mesmo.Superou também Pedro de Camargo Neto, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

O Ministério do Trabalho já acabou?

Ao que parece, o governo Temer já antecipou a extinção da Pasta do Trabalho. Na última terça-feira, a cadeira reservada no auditório do BNDES para o ministro Caio Vieira de Mello ficou vazia. Por lá, realizava-se o seminário “Histórico e Desafios do FAT”, para celebrar os 30 anos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Na véspera, na abertura da 150a Reunião Ordinária do Codefat, o ministro já dizia a quem quisesse ouvir o motivo da sua ausência no evento: “Não vou ficar mais um dia no Rio para ouvir o Serra”. O senador José Serra foi o autor da proposta constitucional que garantiu os recursos do PIS/Pasep para financiar o seguro-desemprego e teve participação na criação do FAT. No fim, nem Mello nem Serra compareceram ao seminário.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Transmissão sem dívida

A franco-belga Engie é nome certo no leilão de linhas de transmissão da Aneel marcado para 20 de dezembro. Desde já, no entanto, os estrategistas financeiros do grupo quebram a cabeça para garantir a participação do grupo na disputa sem carregar em demasia o nível de endividamento. A Engie Brasil vem de uma temporada de pesados investimentos que fizeram sua dívida líquida crescer mais de 300% em pouco mais de um ano.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Candidata de festim

A deputada Renata Abreu, do Podemos, partido de Alvaro Dias, lançou seu nome na disputa pela presidência da Câmara. É só para fazer figuração. Renata tem notabilizado no Congresso como uma espécie de “head hunter”, tamanho o seu empenho na cooptação de parlamentares de legendas menores. Na atual legislatura, o Podemos saltou de quatro para 22 deputados, aproveitando-se dos períodos de janela partidária. Graças ao talento, Renata recebeu de seus colegas na Câmara o apelido de “janeleira”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Oferta do Carrefour

O Carrefour Brasil planeja uma nova oferta de ações para 2019. A operação também serviria como janela para a Península, de Abilio Diniz, vender parte de suas ações.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Candidato

O nome de Pedro Parente circula na equipe de Romeu Zema como candidato à chairman da Cemig.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Senso de oportunidade

A chinesa Dahua, uma das grandes indústrias de drones de defesa do mundo, está dando rasantes no Brasil. O projeto envolveria a instalação de uma fábrica para abastecer as forças de segurança. Pela toada, vai vender que nem água.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

As startups da GP

Segundo o RR apurou, a GP já acumula participações em quase duas dezenas de startups no Vale do Silício. Agora, começa a garimpar empresas nascentes por estas bandas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Classificados

A equipe de Wilson Witzel está fazendo um levantamento de imóveis pertencentes ao governo do Rio. Estimativas preliminares indicam que a venda destes ativos pode gerar cerca de R$ 1,5 bilhão. A lista vai de edifícios comerciais e terrenos baldios a um palacete na Ilha de Brocoió.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.11.18
ED. 5990

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Aço Brasil, GP, Carrefour, Península Participações e Engie.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.