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Planos
01.11.18
ED. 5986

Sérgio Moro leva Bolsonaro a remontar o tabuleiro da Defesa e da Segurança Pública

O fator Sérgio Moro divide o mandato sobre a segurança pública na gestão de Jair Bolsonaro. O afã de conceder superpoderes ao juiz e, assim, atrai-lo para o governo pode acabar mudando os planos do presidente eleito de atribuir ao general Augusto Heleno o controle total sobre essa área. Segundo o RR apurou, o modelo originalmente concebido previa a fusão dos Ministérios da Defesa e da Segurança Pública, sob o comando do general Heleno.

No entanto, a ideia do convite a Moro surgiu transversalmente, exigindo novas adequações. Tirar a Polícia Federal da Segurança e passá-la para a Justiça faz sentido. Ainda que se possa ponderar sobre um possível efeito colateral: deixar a PF sob a batuta de Moro traria a reboque o risco de restringi-la às funções de braço policial de uma Lava Jato ampliada, agora não mais em Curitiba, mas em Brasília.

No entanto, deslocar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública) para o Ministério da Justiça desmontaria toda a concepção que vinha sendo estudada, esvaziando, antes mesmo do seu nascedouro, uma Pasta da Defesa com um perímetro de atuação ainda mais amplo. Ressalte-se que os dados ainda estão rolando e, por ora, nenhum dos modelos cogitados pode ser dado como decidido. Até mesmo em função do iminente aceite de Sérgio Moro, a equipe de Bolsonaro trabalha para encontrar uma divisão diplomática e operacionalmente lógica para a montagem deste puzzle ministerial. Esta questão passa pelo coração da campanha de Bolsonaro.

O combate à violência sempre esteve no epicentro da candidatura e do discurso do Capitão, sendo um dos pontos-chave para a sua eleição. No que depender do desejo do grupo de quatro estrelas que acompanha Bolsonaro, o general Heleno teria o comando central de todo o aparelho de Defesa e Segurança na esfera federal, englobando sob o mesmo guarda-chuva as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança, além dos respectivos serviços de Inteligência destas instituições e da própria Abin. A integração das Pastas da Defesa e da Segurança Pública é vista pelos próprios generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno como um encaixe de maior nexo, seja pela afinidade das atribuições envolvidas, seja pela probabilidade de resultados mais eficazes.

A própria presença de Bolsonaro na Presidência da República reforça a ideia de aproximação entre as Forças Armadas e a segurança pública. Com a eleição do Capitão e de Wilson Witzel, que também fincou sua campanha no discurso do combate ao crime, a possibilidade de que a intervenção federal no Rio de Janeiro se estenda por 2019 já está dada. O próprio governador eleito anunciou que solicitará a manutenção do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) por mais dez meses além do prazo original (dezembro), o que, no mínimo, representaria a permanência dos militares nas ruas do Rio até outubro do próximo ano.

Por esta linha de raciocínio, há ainda outro ponto importante: os elevados índices de criminalidade em grandes regiões metropolitanas do país aumentam as chances de que as Forças Armadas sejam convocadas para atuar na segurança em outras unidades da federação. Por outro lado, os cenários cruzados sobre os quais Bolsonaro e sua equipe trabalham também apontam para uma sinergia considerável caso a Segurança Pública fique na Pasta da Justiça. Moro passaria a comandar um sistema unificado de informações, contemplando também a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, a CGU e o Coaf. Esta integração seria de grande serventia, por exemplo, para a asfixia do crime organizado. A solução para a equação sairá nos próximos dias. Sobre um ponto não há qualquer discussão no entorno de Bolsonaro: o general Heleno e Sérgio Moro são vistos como peças valiosas e imprescindíveis para o próximo governo.

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01.11.18
ED. 5986

Racha sindical

Os sensores psicossociais da equipe de Jair Bolsonaro estarão concentrados, hoje, em São Paulo. O Dieese convocou as centrais sindicais para uma reunião em sua sede, na capital paulista, a primeira após as eleições. Segundo o RR apurou, a CUT sinalizou que vai propor um Dia Nacional de Paralisação contra a reforma da Previdência. Parece que a entidade perdeu o juízo. Menos mal que deve ficar falando sozinha. De acordo com a fonte da newsletter, a ideia não encontra eco entre as demais centrais. A percepção geral é de que não existe qualquer clima para greve, notadamente na iniciativa privada. Não é de hoje. Segundo dados do próprio Dieese, das 94 mil horas de paralisações em 2017, o setor privado respondeu por apenas 33 mil horas.

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01.11.18
ED. 5986

Uma porta entreaberta no Banrisul

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já disse ser contra a privatização do Banrisul, mas estuda com a sua equipe a venda de parte das ações do banco em bolsa. Há espaço de sobra para a operação sem mexer no controle da instituição: 98% do capital ordinário pertencem ao governo gaúcho. No primeiro semestre deste ano, o Banrisul teve um lucro de R$ 500 milhões, leia-se uma rentabilidade anualizada de quase 15%.

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01.11.18
ED. 5986

Snipers tucanos

João Doria recebeu o apoio de pelo menos quatro tucanos da executiva nacional do PSDB para abreviar o mandato de Geraldo Alckmin na presidência da sigla: o senador Cássio Cunha Lima e os deputados Nilson Leitão, Antonio Imbassahy e Bruno Araújo. Na defensiva, o ex-governador ainda não marcou a próxima reunião da executiva. Antes vai tentar montar uma força-tarefa para fazer frente à vendetta do ex-afilhado

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01.11.18
ED. 5986

A malha fina do Capitão Bolsonaro

A precaução de Jair Bolsonaro com o perfil ilibado dos futuros ministros alcançou a equipe de transição na área econômica. O rigor excluiu o economista Rubem de Freitas Novaes do time formado por Paulo Guedes. Em todas as listas até então, o nome de Novaes esteve presente como uma das primeiras opções de Guedes. As afinidades entre ambos são muitas. Novaes é doutor em economia pela Universidade de Chicago, verdadeira igreja para o futuro ministro da Economia. Ele também trabalhou no Banco Pactual, onde Guedes iniciou sua carreira como financista de prestígio. Foi esta passagem pelo banco que cassou o passaporte de Rubem Novaes para o governo de Bolsonaro. O economista foi citado em episódio de venda de informações do Banco Central. Na ocasião o Ministério Público chegou a pedir a quebra do seu sigilo telefônico. Nada ficou provado contra Novaes, mas Jair Bolsonaro já deixou claro que não formará seu governo por profissionais condenados ou mesmo suspeitos da prática de ilícitos

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01.11.18
ED. 5986

A hora do 5G

As operadoras de telefonia já trabalham junto ao entorno de Jair Bolsonaro para que o leilão da frequência 5G seja antecipado de 2020 para 2019. Sobre a mesa um pacote de investimentos da ordem de R$ 50 bilhões.

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01.11.18
ED. 5986

Efeito Bolsonaro?

A Pague Menos, uma das maiores redes de drogarias do país, retomou os planos de IPO. Com faturamento da ordem de R$ 6 bilhões, pretende espalhar suas drágeas sobre o balcão da B3 no primeiro semestre de 2019

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01.11.18
ED. 5986

Custo caro

O uso da residência de Paulo Marinho, no Rio, como estúdio de televisão pode vir a custar caro a Jair Bolsonaro.

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01.11.18
ED. 5986

Volta às origens

Além de voltar às salas de aula do Insper, Fernando Haddad deverá assumir cargo na direção nacional do PT e também na Fundação Perseu Abramo. Tudo para se manter em exposição. Ressalte-se que Haddad já foi editor da revista Teoria e Debate, da Fundação

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01.11.18
ED. 5986

Remédio indiano

O AGC, um dos gigantes da indústria farmacêutica da Índia, busca aquisições no Brasil.

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01.11.18
ED. 5986

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: AGC e Pague Menos.

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