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Planos
25.10.18
ED. 5981

Proposta de tributação da água traz risco à competitividade do agronegócio brasileiro

Um dos principais fatores de competitividade do agronegócio brasileiro está na mira de Fernando Haddad. Segundo o RR apurou, se eleito o petista pretende instituir um imposto sobre o uso da água. A ideia seria taxar as exportações de commodities agrícolas entre 2,5% a 3%, com a reversão dos recursos arrecadados para um fundo voltado ao setor de saneamento. A premissa do candidato petista é que a cadeia do agribusiness não paga pelo uso do seu mais importante insumo.

Seria uma forma de “devolver” para a sociedade a parcela expressiva das reservas aquíferas nacionais usadas sem custo na agricultura, mediante o financiamento de políticas públicas para a área de saneamento. Hoje, o Brasil é um dos cinco maiores exportadores de “água virtual” do mundo, conceito que mede a quantidade de recursos hídricos utilizada e absorvida na produção de commodities agrícolas. Segundo dados da Unesco, o país envia para o exterior mais de 112 trilhões de litros, ou algo como 45 milhões de piscinas olímpicas, por ano sob a forma de proteína animal ou vegetal. A tarifação das commodities agrícolas seria uma maneira indireta de promover uma redistribuição dos recursos hídricos. A agricultura é responsável por quase 70% do consumo de água no Brasil.

A indústria responde por pouco menos de 20%. Já o consumo doméstico mal chega aos 10%. A produção de uma tonelada de milho, por exemplo, requer 917 metros cúbicos de água. Uma tonelada de soja exige mais: 2,2 mil metros cúbicos. No caso da proteína animal, o consumo é ainda mais expressivo. Para cada tonelada de carne bovina, por exemplo, são necessários quase 20 mil metros cúbicos de água. A folgada liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais não é o suficiente para o agronegócio respirar aliviado. Mesmo com a iminente eleição do Capitão, o risco não some de vez.

Nesta campanha, não foram poucas as propostas que atravessaram a avenida que separa Bolsonaro de Haddad e migraram do programa de governo de um candidato para o outro. A proposta é uma ameaça à competividade do agribusiness brasileiro e carrega em si um razoável potencial de prejudicar as exportações e consequentemente a balança comercial. Vide o caso da Argentina. A tarifação das exportações de soja levou à redução da área plantada do produto em detrimento do milho e do trigo, que eram livres de tributação, mas também passaram a ser taxados pelo novo regime instituído em setembro pelo governo Macri.

Segundo estimativas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), entre as safras 2015/16 e 2017/18 a soja perdeu 2,1 milhões de hectares na Argentina, uma queda de cerca de 10,4%. Ao mesmo tempo, a instituição de um gravame sobre a água provavelmente chamaria a atenção dos órgãos internacionais da área de comércio para algo que não precisa de ribalta: a abundância aquífera do Brasil e seu uso sem qualquer tarifação não deixam de ser uma espécie de subsídio indireto à cadeia do agronegócio no país. Para se ter uma ideia de como o insumo é uma vantagem competitiva – e gratuita – do agronegócio brasileiro, basta dizer que o país detém 12% das reservas de água doce do Planeta. Trata-se do dobro do que tem a China.

O país asiático é justamente um dos maiores importadores da “água virtual” brasileira, com mais de 70 bilhões de metros cúbicos por ano. A proposta de Haddad baseia-se também no que pode ser chamado de um déficit aquífero gerado pelo agronegócio. O setor retira mais água do que consegue devolver ao solo. O resultado é o avanço da seca em algumas regiões do país. Um dos exemplos mais usados por especialistas são as áreas de plantio de eucalipto no norte do Espírito Santo e no sul da Bahia, responsáveis por exaurir muitos mananciais de água que atendiam pequenos produtores rurais.

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25.10.18
ED. 5981

BR Properties escapa de mico imobiliário

Aos poucos a BR Properties, braço de real estate da GP Investimentos, vai driblando a crise do mercado imobiliário do Rio e conseguindo povoar o Passeio Corporate, no centro da cidade. Para junho do ano que vem, está prevista a chegada da Caixa Econômica, que ocupará mais de uma dezena de andares com dois mil funcionários. Outras duas grandes empresas, incluindo uma empreiteira, estão em conversações para se instalar no local. A BR Properties espera que o índice de ocupação bata nos 85% no segundo semestre de 2019. Os investidores da GP respiram aliviados. No ano passado, a empresa pagou R$ 715 milhões na aquisição das torres comerciais. Na ocasião, a ocupação era de apenas 17%.

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25.10.18
ED. 5981

Petros olha para o exterior

Daniel Lima, que passou a acumular a diretoria de investimentos com a presidência da Petros, tem pronto um plano estratégico para a fundação iniciar aplicações no exterior, notadamente em títulos públicos. Pelas novas regras, os fundos de pensão podem investir até 1% do patrimônio fora do país. O plano de Lima fica de legado para o futuro presidente da Petros. Difícil vai ser justificar a medida para os beneficiários, que arcam com um déficit atuarial de R$ 17 bilhões.

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25.10.18
ED. 5981

Campanha tem seu vale-tudo final

O TSE está de olho nas redes nestes últimos dias da campanha eleitoral. A expectativa é que um tsunami varra a internet com propaganda dos dois candidatos. Os motivos de Haddad são óbvios: é avançar ou avançar. Ele está perdendo de goleada, mas a queda da sua rejeição, conforme as pesquisas, assim como o ânimo trazido com o exemplo Wilson Witzel no Rio –surpresas acontecem – induzem a um grande esforço na reta final. Bolsonaro, por sua vez, viu aumentar sua rejeição e a perspectiva de ter uma queda de votos em relação ao que as pesquisas apontaram nos últimos dez dias. O Capitão precisa de muito voto para fazer uma lasca do que tem prometido. Como são os últimos minutos de uma finalíssima, bola para o mato que o jogo é de campeonato. A fake news está “liberada”.

A reta final da campanha petista tem sido marcada por uma disputa em relação à estratégia de comunicação. De um lado, o ex ministro Franklin Martins, com a autoridade de quem esteve com Lula na semana passada; do outro, o marqueteiro Sidrônio Palmeira, ligado a Jaques Wagner. Ao seu estilo, Franklin defende o acirramento do confronto com Jair Bolsonaro. Chegou a propor até a volta do vermelho ao material de campanha. Já Sidrônio prega que Haddad dê mais ênfase às propostas para a economia e a área social. É uma queda de braço de dois perdedores.

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25.10.18
ED. 5981

Projeto de campanha

O empresário Luciano Hang abriu o cofre para ampliar a operação de e-commerce da Havan, demasiadamente concentrada nas lojas físicas. Os planos para 2019 incluem a criação de uma plataforma de marketplace. Não deixa de ser uma aposta de fé de Hang no iminente governo de Jair Bolsonaro, que tanto apoia.

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25.10.18
ED. 5981

Projeto de campanha

O empresário Luciano Hang abriu o cofre para ampliar a operação de e-commerce da Havan, demasiadamente concentrada nas lojas físicas. Os planos para 2019 incluem a criação de uma plataforma de marketplace. Não deixa de ser uma aposta de fé de Hang no iminente governo de Jair Bolsonaro, que tanto apoia.

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25.10.18
ED. 5981

Ministros de transição

Ministros de Michel Temer vêm se achegando a Jair Bolsonaro. Sergio Sá, da Cultura, se engajou na campanha do Capitão e mantém intensa interlocução com Flavio Bolsonaro. Quem também se aproxima de Bolsonaro é o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

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25.10.18
ED. 5981

Uma bandeira pela outra

O investidor Fabio Carvalho busca um comprador para a varejista Seller, com 18 lojas em São Paulo e Minas Gerais. Carvalho precisa de munição para se concentrar na recuperação extrajudicial da Leader Magazine, também de sua propriedade, que carrega uma dívida de R$ 220 milhões.

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25.10.18
ED. 5981

Proximidade distante

Em conversa na última segunda-feira, Fernando Haddad convidou FHC para participar de seu último ato de campanha, no sábado. Até agora, o tucano não respondeu. É pouco provável que o faça.

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25.10.18
ED. 5981

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petros, Leader, Havan e BR Properties.

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