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Planos
15.10.18
ED. 5973

Petrobras acelera venda de refinarias no Nordeste

A Petrobras trabalha para fechar ainda neste ano a venda de ativos na área de refino. Segundo o RR apurou, as negociações mais avançadas envolvem a transferência do pacote Nordeste, leia-se a participação de 60% nas refinarias Landulpho Alves (Bahia) e Abreu Lima (Pernambuco). De acordo com informações filtradas da estatal, do outro lado da mesa estariam a National Iranian Oil Refining and Distribuition Company (Niordc) e a chinesa Guangdong Zhenrong Energy – esta última envolvida também no projeto de construção de uma refinaria no Ceará. A operação é estimada em aproximadamente US$ 2 bilhões. Assim como no caso da venda da Transportadora Associada de Gás (TAG), a estatal pretende utilizar um dispositivo da Lei do Petróleo (9.478) que permitiria a negociação, apesar da liminar do STF que condiciona a alienação de ativos da Petrobras a um aval do Congresso. O timing da negociação dos ativos de refino ganha ainda mais importância diante dos sinais trocados que têm saído do QG de campanha de Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas eleitorais. No mesmo dia em que o candidato, surpreendentemente, falou em limitar as privatizações na área de energia, coube ao aliado Levy Fidelix, presidente do PRTB, correr para “tranquilizar” os investidores, afirmando que a venda de participações da Petrobras em refino seria mantida. Não foi o suficiente para evitar que a companhia perdesse R$ 12 bilhões em valor de mercado em um só pregão.

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15.10.18
ED. 5973

Cruzada anti-Doria

Marcio França e Paulo Skaf estão fechando uma espécie de “M&A eleitoral”. Boa parte da estrutura de comunicação que atendeu o emedebista no primeiro turno vai se integrar ao staff de França, a começar pelo marqueteiro Fabio Portela. O próprio presidente da Fiesp estaria disposto a ajudar financeiramente a candidatura do atual governador de São Paulo. Para Skaf, tudo vale a pena quando o objetivo é derrotar o desafeto João Doria.

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15.10.18
ED. 5973

BNDES versão pocket

O BNDES segue em seu processo de desidratação. A previsão é que os desembolsos do ano caiam 60% em relação aos realizados em 2017. As liberações para o terceiro trimestre apontam para uma queda superior em 30% nas aplicações. No primeiro semestre os desembolsos caíram a 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O banco está alinhado junto aos ministérios com maiores orçamentos, quase todos acumulando restos a pagar. Inacreditável, mas o governo de Michel Temer não consegue sequer gastar o autorizado. E mesmo assim produzirá um mastodôntico déficit nas suas contas.

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15.10.18
ED. 5973

Bancada do Caldeirão

Luciano Huck e Eduardo Mufarej – líderes do “private equity eleitoral” Renova BR – já miram em 2020. A meta é eleger ao menos dez prefeitos em cidades com mais de 200 mil habitantes, incluindo uma capital. Neste ano, o movimento emplacou 16 deputados estaduais e federais entre 120 candidatos financiados.

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15.10.18
ED. 5973

Aproximações sucessivas

Há um novo ponto de aproximação entre petistas e tucanos. José Gregori, ex-ministro de Direitos Humanos de FHC, e Paulo Vannuchi, que comandou a área na gestão Lula, deverão se encontrar nesta semana em São Paulo. Gregori resiste a declarar apoio a Fernando Haddad, mas já sinalizou que aceita assinar um manifesto contra Jair Bolsonaro.

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15.10.18
ED. 5973

Sola gasta

A Nike está reduzindo o seu ritmo no Brasil. A empresa fechou sua loja outlet no Centro do Rio de Janeiro e, segundo o RR apurou, deverá desativar outros três pontos de venda no país até fevereiro de 2019.

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15.10.18
ED. 5973

Causos do “Posto Ipiranga” 2 – “Lady Beth” pavimenta seu caminho para o futuro Ministério da Educação e Cultura

O pano de prato que Elisabeth Guedes vem bordando com a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), o BNDES e o Ministério da Educação (MEC) revela uma parceria construída sobre paradoxos, na qual o livre mercado não é tão livre assim. “Beth” é irmã do ministeriável da moda, Paulo Guedes, e conhecida como braço direito do mano. Se ficar enfurecida, contudo, ela mesma é capaz de decepar mãos e dedos do irmão querido. A burocrata é chamada de “Lady Beth” numa alusão óbvia à terrível Lady Macbeth shakespeariana. Durante sua passagem pelo Ibmec, levada por Guedes, “Beth” reinou poderosa, dando ordem e mexendo com dinheiro grosso.

Da mesma forma como o irmão, que morde o inimigo até obter a regalia pretendida – aí então cala, ou às vezes até sopra –, “Beth” somente desliga a britadeira depois de dobrar o adversário e obter o butim. Guedes, por exemplo, barbarizou na imprensa o BNDES de Luciano Coutinho e suas taxas subsidiadas. Isso apenas até arrancar os recursos do banco para capitalizar o seu fundo de investimentos em educação. Depois da captura da bufunfa, nenhum pio mais. Paulo Guedes é um “liberalopata”, mas não carimba dinheiro público. Dizem os ex-acionistas do Ibmec que “Beth” é a lanterna na popa no projeto familiar de fazer um império financeiro a partir da educação. Guedes é a bolsa, é claro. Acompanhando os passos da dupla, “Beth” seguiu para a Universidade Anhanguera Morumbi e o irmão foi investir no fundo de educação da Abril.

Agiram todo esse tempo como irmãos parceiros, aliás, como sempre, com uma exceção: quando “Beth” vendeu suas ações do Ibmec, deu os recursos obtidos para Guedes aplicar. O câmbio, porém, deslizou drasticamente. E ela teve um brutal prejuízo com o conselho do irmão. Guedes se escondeu da sua fúria por semanas. Águas passadas, “Beth” assumiu a vice-presidência da Anup, enquanto o irmão tocava mais um fundo de educação (Bozano Investimentos). Mais recentemente, Paulo Guedes achou quem o quisesse para ser um Roberto Campos inflável. Em meio aos discursos liberaloides de cá e de lá, “Beth”, já surfando no misto de prestígio com pavor que o mano provoca, conseguiu aprovar com o BNDES e o MEC uma receita de R$ 2 bilhões para financiar bolsas com juros mais baixos.

O montante foi divulgado no mês passado. É um montão de grana para as universidades privadas, é claro. E não há sequer uma definição do perfil do aluno que será favorecido, cuja probabilidade esmagadora é de que seja de alta renda. O tema é bom. Se Guedes o colocar na campanha apertando a irmã, provará que é um verdadeiro “Chicago boy”. Mas é difícil o enfrentamento. Os “Guedes brothers” são unha e carne. E, não bastasse, o irmão morre de medo da irmã. A julgar pela trajetória dos dois, mais fácil Beth ganhar o futuro Ministério da Educação e Cultura.

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15.10.18
ED. 5973

Vingança tucana

Aliados históricos de Geraldo Alckmin no PSDB, como José Anibal e Alberto Goldman, defendem, desde já, o lançamento da sua candidatura a prefeito de São Paulo em 2020. Há muito de vendeta neste movimento. Seria uma maneira de detonar, por dentro do próprio partido, o projeto de reeleição do prefeito Bruno Covas, ligado a João Doria – visto pelos tucanos da velha guarda como um Calabar da campanha presidencial de Alckmin.

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15.10.18
ED. 5973

Cardume digital

O fundo mexicano Mountain Nazca, que comprou o site Peixe Urbano e enfeixa um colar de startups na América Latina, planeja montar uma plataforma de serviços financeiros no Brasil.

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15.10.18
ED. 5973

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, Niordc e Guangdong  Zhenrong.

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