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Planos
02.10.18
ED. 5965

Jair Bolsonaro entrega o comando da infraestrutura nacional ao seu “Estado Maior”

Engana-se quem pensa que o economista Paulo Guedes será uma espécie de primeiro-ministro se o capitão Jair Bolsonaro for eleito. O economista vai mandar um bocado, conforme é sabido, mas não tanto o quanto propala aos quatro ventos. Desde já dois comandos centrais estão decididos: a macroeconomia vai para o civil Guedes; mas a infraestrutura ficará sob o mando dos generais Augusto Heleno (provável ministro-chefe do Gabinete Civil e um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro) e Hamilton Mourão (vice-presidente na chapa militar).

O general Mourão já confirmou que pretende assumir a pasta da infraestrutura ou o comando de toda a área de projetos deste setor. O general Heleno, por sua vez, é quem tem tratado dos assuntos com maior impacto na formação bruta de capital fixo. O modelo liberaloide de Guedes exclui os agentes clássicos de desenvolvimento da economia. Os cabeças de ponte da intervenção do Estado. Os generais não concordam com a ideia de que basta o ajuste das contas públicas e um bom ambiente regulatório para que o capital estrangeiro chegue em profusão para resolver o déficit de investimento do país.

O pensamento dos militares é contraditório com o do virtual ministro da Fazenda em pontos sensíveis. O papel do BNDES é um exemplo do dissenso. Enquanto Guedes detona o banco, considerando deletéria sua participação, Mourão e Heleno teriam planos diferentes para a instituição. Na visão dos generais, o BNDES teria sua função espraiada para a análise de projetos – uma das maiores deficiências da área de infraestrutura – e auditoria de performance das obras. Uma das críticas ao banco é que os empreendimentos que financia atrasam e estouram os custos.

Para o cumprimento das missões, uma hipótese seria o reforço da capacidade operacional do BNDES, com a realização de convênios junto ao Departamento de Engenharia e Construção do Exército e o Instituto Militar de Engenharia (IME). Ambos cumpririam papéis hoje distribuídos junto a distintas instituições do governo, tal como a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Desde o início da candidatura Bolsonaro foi previsível que o governo teria o maior componente militar desde a abertura democrática. O que ninguém imaginou é a combinação do pensamento friedmaniano de Paulo Guedes com a visão nacionalista, patriota e desenvolvimentista dos generais.

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02.10.18
ED. 5965

Postes da discórdia

O poste está se revelando um grande problema nacional. Antes que alguém pense em Fernando Haddad, não há metáfora na afirmação. As operadoras de telecomunicações reunidas sob a égide da Telcomp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas – preparam-se para entrar na Justiça contra as distribuidoras de energia. As empresas estariam cortando indiscriminadamente cabos de telefonia que passam em seus postes. A Eletropaulo, por exemplo, já anunciou a retirada de fios alegadamente irregulares em mais de 2,1 mil instalações nas ruas de São Paulo. A questão é objeto de um impasse que envolve companhias dos dois setores e os respectivos órgãos reguladores. A Anatel e a Aneel abriram processo para a criação de uma nova regulamentação do uso de postes pelas empresas de telecomunicações. Segundo dados das duas agências, há nove milhões deles em todo o Brasil saturados. As empresas de energia, no entanto, apontam que o objetivo das distribuidoras é colocar pressão para  aumentar os valores cobrados pelo direito de passagem de fios em seus postes e alegam perda de competitividade. Segundo as operadoras, o uso de dutos subterrâneos, que seria a alternativa, é 25% mais dispendiosa.

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02.10.18
ED. 5965

O príncipe

Por falar no time de Bolsonaro, o “príncipe” Luiz Philippe de Orléans e Bragança já circula como se fosse o ministro das Relações Exteriores. Tem feito contatos com embaixadores e convidado jornalistas para apresentações sobre relações internacionais.

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02.10.18
ED. 5965

Hambúrguer mal passado

A rede de restaurantes Madero estaria negociando um novo aporte da Hemisfério Sul Investimentos (HSI), sócia do negócio. A capitalização daria fôlego para a empresa atravessar os próximos meses até o possível IPO, previsto para 2019. Em 2015, a HSI injetou quase R$ 90 milhões no Madero. No início deste ano, a conta do jantar ficou mais salgada: a gestora subscreveu R$ 380 milhões em debêntures para cobrir a dívida da cadeia de restaurantes. Ainda assim, está difícil acertar o molho financeiro do Madero. Apesar da rápida expansão, ou talvez por causa dela, a empresa tem operado quase sempre no vermelho.

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02.10.18
ED. 5965

Os rasantes de Neeleman

O empresário David Neeleman tem feito forte pressão sobre o governo para a construção e privatização de aeroportos. Em Portugal! Dono da TAP, Neeleman vive às turras com as autoridades locais. O governo português divide o controle da companhia aérea, com 50%.

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02.10.18
ED. 5965

Primeiro partido

O PSB será o primeiro partido a anunciar oficialmente seu apoio a Fernando Haddad no segundo turno.

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02.10.18
ED. 5965

O mensaleiro e o Capitão

É intensa a interlocução entre Roberto Jefferson e o PSL, notadamente o deputado Major Olímpio. Oficialmente, o PTB ainda está com Geraldo Alckmin. Mas boa parte dele deve desaguar na campanha de Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno.

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02.10.18
ED. 5965

Dupla de ataque

À luz do dia, Romário dribla a pergunta e desconversa sobre o apoio de Anthony Garotinho no segundo turno; na penumbra da noite, ensaia a tabelinha com o candidato cassado já para o primeiro turno. Será uma dupla da pesada para atacar Eduardo Paes.

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02.10.18
ED. 5965

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Pepsico, Vinci Partners e Madero.

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