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Planos
28.09.18
ED. 5963

O “programa de governo” radical, porém sincero do General Mourão

Desde já, estamos entendidos: o General Hamilton Mourão não vocalizou nem o seu superior hierárquico na política, o candidato Jair Bolsonaro, nem seus companheiros de farda ao defender o fim de conquistas trabalhistas, tais como o 13o salário e férias. Ontem mesmo Bolsonaro não somente desautorizou a incontinência do seu vice como fez gestões para que os pares de Mourão nas Forças Armadas intervenham junto ao general, pedindo a ele que se contenha nas suas manifestações. O General Mourão, segundo o RR apurou junto a alguns oficiais, é considerado um caso perdido fora do seu ambiente de origem, o Exército. Sua extrema sinceridade é aceita como natural na área militar.

Nas Forças Armadas, os oficiais estressam suas opiniões ao limite, sendo naturalmente interpelados conforme a cadeia de comando. É razoável que Mourão sequer pense aquilo que tem dito. De toda a maneira, as diatribes do General têm incomodado civis e militares envolvidos na campanha de Bolsonaro.Do praça ao general quatro estrelas, se há um estamento na República que tem pleitos represados na esfera trabalhista é justamente o militar, a começar pela periodicidade dos reajustes. A regra em vigor prevê aumentos salariais de três em três anos – o próximo está previsto apenas para 2019. As Forças Armadas reivindicam reajustes anuais. Outro ponto bastante sensível é a defasagem na remuneração da categoria, uma bola de neve que rola desde o já longínquo governo de FHC.

Hoje há uma dezena de forças policiais que pagam a seus integrantes valores superiores aos recebidos pelos militares em patentes equivalentes. Em alguns casos, a remuneração é quase o dobro. Um exemplo: um coronel da Polícia Militar de Santa Catarina recebe algo em torno de R$ 28 mil, ao passo que o salário mensal de um coronel do Exército é da ordem de R$ 15 mil. Há cerca de um mês, em sua despedida do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, o general Fernando Azevedo e Silva, até então o primeiro na linha sucessória do Comandante Villas Bôas, fez críticas aos salários pagos aos militares. Por certo, verbalizou um pensamento comum a seus colegas de Alto-Comando. Mourão errou na forma e no conteúdo, tocando em um ponto nevrálgico para os militares.

A fonte do RR lembra que as demais corporações do aparelho de segurança exercem maior pressão sobre o governo e a própria opinião pública dos que as Forças Armadas. Militares não fazem greve, ao contrário de policiais militares e civis, bombeiros ou mesmo a Polícia Federal. É sintomático, por exemplo, que o Projeto de Lei 5.492, de autoria do deputado Cabo Daciolo e já aprovado em diversas comissões da Câmara, proponha o pagamento de adicional de periculosidade aos “órgãos de segurança pública previstos no Artigo 144 da Constituição”: Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias militares e corpos de bombeiros. Exército, Aeronáutica e Marinha não fazem parte dessa “corporação”. Todos perderiam se fosse adotado o duríssimo “programa de governo” do General Mourão.

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28.09.18
ED. 5963

Ometto esbarra na “Estação TCU”

No encontro que teve com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, na última quarta-feira, o empresário Rubens Ometto falou de eleições (pouco) e de ferrovia (muito). Hoje, um dos grandes nós entre os negócios de Ometto é a renovação antecipada da concessão da Malha Paulista, pertencente à Rumo Logística. Depois de mais de um ano sentada sobre a questão, a ANTT aprovou a extensão do contrato por mais 30 anos. Ometto, no entanto, ainda aguarda pelo sinal verde do TCU, onde o processo está parado. Na conversa com Temer, o empresário jogou com sua carta trunfo, alertando que um investimento da ordem de R$ 4,5 bilhões está condicionado à renovação da concessão. A essa altura, contudo, a três meses de deixar o Planalto, o presidente está longe de ser o melhor “advogado” da República para interceder junto ao TCU.

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28.09.18
ED. 5963

Genética

Lula não detém a exclusividade na produção de “postes” eleitorais. Nos cálculos do MDB, Danielle Cunha terá mais de 110 mil votos para deputada federal. Caso se confirme, significa dizer que o orgulhoso pai Eduardo Cunha terá transferido à rebenta metade da votação que recebeu em 2014. Nada mal para uma moça que até outro dia era uma anônima e circulava discretamente pelos corredores do Congresso.

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28.09.18
ED. 5963

Castelo de cartas

O politólogo Alberto Almeida está prestes a ver desdita sua tese sobre a inevitabilidade da disputa entre “mortadelas” e “coxinhas” no segundo turno das eleições presidenciais. Almeida produziu centenas de gráficos e tabelas para sustentar sua visão dos fatos. Mas perdeu, playboy! A polarização será outra, com Bolsonaro no lugar que, em suas elucubrações, caberia ao PSDB. Almeida, autor dos best-sellers “A cabeça do brasileiro” e a “A cabeça do eleitor”, poderia escrever “A cabeça do cientista político”. Seria uma forma de explicar suas obsessões e de outros craques do ramo.

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28.09.18
ED. 5963

Cansou da brincadeira

A gestora norte-americana Carlyle busca um comprador para a Ri Happy, rede de lojas de brinquedos.

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28.09.18
ED. 5963

Rádio Lava Jato

A Rádio Lava Jato informa que a Polícia Federal prepara uma nova investida sobre o Dersa, o departamento de obras rodoviárias de São Paulo. Mas só após a eleição.

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28.09.18
ED. 5963

Aço derretido

As bruscas oscilações dos papéis da Fundição Tupy têm alimentado informações de que Previ e BNDES estariam preparando uma venda conjunta das suas ações em mercado. Nointervalo de dois meses, a ação saiu de R$ 17, ricocheteou nos R$ 24 e cedeu para R$ 19, com uma disparada no volume de negócios.

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28.09.18
ED. 5963

O magazine do Bolsonaro

Luciano Hang vai buscar o “voto” dos nordestinos. Um dos grandes entusiastas da candidatura de Jair Bolsonaro entre o empresariado, Hang prepara a entrada da rede varejista Havan no Ceará e no Rio Grande do Norte. Hoje, a empresa catarinense está presente apenas em dois estados da região: Bahia e Pernambuco.

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28.09.18
ED. 5963

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Carlyle, Previ, BNDES, EuroChem e Polícia Federal.

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