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Planos
21.09.18
ED. 5958

Bolsonaro está mais perto da vitória no primeiro turno do que mostram as pesquisas

O PSL tem fortes motivos para acreditar na vitória de Jair Bolsonaro já no primeiro turno. As pesquisas realizadas pelo partido indicam que as intenções de voto atribuídas a Bolsonaro tanto no Ibope quanto no Datafolha estão subestimadas. A defasagem seria da ordem de 2,5%, o que representaria algo entre 3,5 milhões e quatro milhões a mais na conta do Capitão.

O gap estatístico se deve aos critérios adotados pelos maiores institutos de opinião pública do Brasil. Tanto o Ibope quanto o Datafolha usam, como amostragem, um corte do colégio eleitoral baseado no Censo de 2010. Ocorre que essas ponderações estão descalibradas: as sondagens realizadas pelo PSL têm revelado que há um Brasil conservador, fruto da recessão econômica, que não está representado no universo dos institutos de pesquisa. De 2010 para cá, o PIB caiu 10%.

Nesse mesmo intervalo, o desemprego disparou de 4% para a casa dos 13%. Esse efeito gera o que os estatísticos chamam de uma subestimativa da medida amostral. Algo similar ocorreu na eleição de João Doria para a Prefeitura de São Paulo. As pesquisas não captaram a guinada conservadora na periferia paulistana. Nas últimas sondagens às vésperas da eleição, Doria tinha 44% dos votos válidos. Acabou eleito em primeiro turno, com 53,2%.

Na última pesquisa do Ibope, Bolsonaro apareceu com 35,5% dos votos válidos. Considerando-se a margem de erro de dois e meio pontos percentuais para cima e para baixo, na verdade, no melhor cenário, ele já estaria com 38%. Aplicando-se o modelo adotado pelos consultores do PSL, com o grau de dispersão de 2,5% não capturado nas pesquisas, o Capitão já chega, portanto, a 40,5% dos votos válidos nas sondagens recebidas pelo partido. O problema para Bolsonaro é que esse diferencial continuará sem ser quantificado nas próximas pesquisas dos grandes institutos. Ou seja: ele perde o impacto do “já ganhou”, que costuma ter um efeito-retroalimentador sobre a opinião pública.

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21.09.18
ED. 5958

Ministro “Paulinho” tropeça na matemática

Paulo Guedes é um sujeito inteligente, mas relapso. Apresentou seu esboço de reforma tributária sem combinar com o chefe Jair Bolsonaro, que não gostou do que ouviu. “Paulinho” propôs simplificar o mosaico tributário, adotando dois gravames: um substituindo a mordida sobre as receitas que não são transferidas para estados e município e outro sobre a contribuição sindical. Nenhum deles se espelha no IVA do economista Marcos Cintra ou no Imposto Único, do ex-ministro Roberto Campos, bem mais radicais, porém organizados. A proposta do economista de taxar a movimentação financeira tem por objetivo ampliar a base da arrecadação, e não repetir a velha CPMF, em que o imposto se superpõe a todos os demais. No projeto do virtual ministro da Fazenda de Bolsonaro, a carga tributária encolherá devido à extinção ou à redução dos demais impostos e alíquotas. Até aí, tudo bem. O problema de “Paulinho”, como sempre, é a falta de rigor com números e o exagero nas associações. Na apresentação do novo modelo, o economista simplesmente falou os percentuais que lhe vieram à cabeça, ignorando a matemática. Um crime para qualquer “Chicago Boy”. O resultado, feita a simulação, foi um corte de dois terços na arrecadação tributária. Uma vacilada típica do “Paulinho”.

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21.09.18
ED. 5958

Gafisa e Even são dois prédios sobre estruturas abaladas

O principal “empreendimento” dos administradores da Gafisa, neste momento, é garantir a sua própria sobrevivência. A diretoria da incorporadora está movendo mundos e, sobretudo, fundos para barrar a tentativa do investidor Mu Hak You de tomar o poder na companhia. Após publicar anúncios em jornais, a Gafisa pretende usar as redes sociais e propaganda na TV com o objetivo de convocar os minoritários para a assembleia marcada para a próxima terça-feira, dia 25. A intenção é arregimentar um bloco coeso de acionistas com votos suficientes para rechaçar a manobra de Hak You, que convocou a reunião com o objetivo de votar a destituição do Conselho de Administração. O capital excessivamente pulverizado da empresa é o maior adversário dos administradores da Gafisa. Sozinho, sem contar com eventuais agregados, o investidor sul-coreano já detém cerca de 30% das ações ordinárias.

A troca na presidência da Even – com a entrada de Leandro Melnick no lugar de Dany Muszkat – é apenas o sinal mais visível dos tremores societários na incorporadora. O empresário Alexandre Grendene enfrenta crescente pressão de seus pares no condomínio de investidores que detém o controle da companhia – entre os quais estão as famílias Vidigal e Zaffari. Os sócios estariam cobrando medidas mais agudas para frear os seguidos prejuízos da empresa, como a venda de projetos e uma aguda redução do banco de terrenos, avaliado em cerca de R$ 8 bilhões. No primeiro semestre deste ano, a Even acumulou R$ 56 milhões em prejuízos, que se somam às perdas de R$ 340 milhões em 2017.

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21.09.18
ED. 5958

“Rochanaro”

O ex-presidenciável Flavio Rocha encabeça um grupo de empresários que, nos próximos dias, divulgará um manifesto de apoio a Jair Bolsonaro. Em círculos reservados, o dono da Riachuelo tem dito, inclusive, que já foi sondado pelo Capitão para assumir um Ministério em 2019.

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21.09.18
ED. 5958

Energia aos pedaços

Os acionistas da Queiroz Galvão Energia (QGE) deverão esquartejar a empresa e colocar seus ativos separadamente sobre o balcão. Está longe de ser a solução ideal, mas que remédio… As arrastadas tratativas para a venda integral do controle ao fundo Mubadala estão empacadas na renegociação das dívidas da QGE, superiores a R$ 2 bilhões.

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21.09.18
ED. 5958

Coalizão no pré-sal

O RR apurou que a Petrobras e a China National Petroleum Corporation (CNPC) costuram uma parceria para a 5a Rodada do Pré-Sal, marcada para o dia 28 de setembro.

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21.09.18
ED. 5958

Programa de Alckmin dá traço no ibope

Geraldo Alcknmi derrete nas pesquisas e entre seus próprios aliados. A nova leva de programas eleitorais, exibida desde a última segunda-feira, tem sido duramente criticada por líderes dos partidos que integram a coalizão tucana. Rodrigo Maia (DEM) e Roberto Jefferson (PTB) estão na linha de frente do fogo amigo – que, a essa altura, já nem é mais tão amigo assim.

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21.09.18
ED. 5958

Contêineres a granel

A China Merchants Port, que comprou 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá, que atracar em Pernambuco. É candidata à construção da segunda área de contêineres do Porto de Suape, orçada em aproximadamente R$ 1 bilhão.

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A velha guarda tucana, como Aloysio Nunes Ferreira e Alberto Goldman, tenta convencer FHC a intervir na campanha de Geraldo Alckmin. Em vão.

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21.09.18
ED. 5958

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Gafisa, Even, Petrobras, Queiroz Galvão e China Merchants.

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