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10.09.18
ED. 5949

Atentado contra Bolsonaro encurta a ponte entre militares e as eleições

A reunião do Alto Comando do Exército, realizada na última quinta-feira sob a comoção do atentado contra o candidato Jair Bolsonaro, teve uma participação excepcional de dois oficiais quatro estrelas da reserva, os generais Hamilton Mourão e Augusto Heleno. Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, comandou as tropas do Sul do país, consideradas as maiores das Forças, até 2016, quando foi retirado do posto, preventivamente, pelo Comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, devido a declarações ameaçadoras feitas no Dia do Soldado. general Heleno liderou as tropas de paz da ONU no Haiti e defende que se trate os criminosos como inimigos de guerra, fuzilando-os imediatamente.

Os dois expoentes do Estado-Maior de Bolsonaro não estiveram de corpo presente na reunião extra no Forte Apache, mas, sim, por meio de contatos diversos com o generalato, contribuindo com subsídios para a análise da situação. É desnecessário, por previsível, carregar nas tintas sobre o grau de excitação do momento. Mourão e Heleno até ontem, pode se dizer assim, pertenciam ao Alto Comando da Força. Algo comum que mantivessem contato intenso com seus pares na grave circunstância.

Por tendência natural, as conjecturas dos militares percorrem perímetros largos em torno do estado de saúde do candidato. Eles prospectam riscos psicossociais, entre os quais o país tornar-se um caldeirão fervente, o que poderia levar, em hipótese extrema, até ao adiamento das eleições. Todos os cuidados devem ser tomados para que a situação não se radicalize. A militância de Bolsonaro não é o que pode se chamar de mansa. E violência gera violência, um velho clichê de atualidade eterna. Nunca o país viveu uma conjuntura política tão odienta.

O manejo de arma branca, a própria expressão “facada”, a despeito das motivações serem de fundo religioso, trazem inusitados componentes, real e simbólico, de uma violência aguda. O psiquismo da sociedade já se manifestava com fúria inaudita nas redes sociais. Faltava transbordar da internet para o mundo físico. Transbordou. Um cenário considerado pouco provável passaria pela caserna, ainda que apenas tangenciando-a; seria um estado mais preocupante de saúde de Bolsonaro que o levasse a permanecer até depois das eleições em unidade de terapia intensiva – hoje, este não é um quadro provável, mas não é absurdo.

Digamos que o capitão, mesmo na UTI, fosse eleito. Nessa hipótese, há dúvidas se o seu vice-presidente, o general Mourão, assumiria na condição de interino, ou seria empossado diretamente como titular da presidência, na medida em que Bolsonaro não pudesse comparecer à cerimônia de diplomação. E se, mesmo diplomado, Jair Bolsonaro fosse impedido por um tempo mais prolongado de governar o país? O cenário seria parecido: Mourão, autor das frases mais intimidadoras da democracia, assumiria definitivamente a Presidência da República. Mesmo que a recuperação do capitão seja breve, o ambiente psicossocial permaneça sob controle e as eleições ocorram sem turbulências, como a população deseja, o fato é que a agressão a Bolsonaro é, desde já, a facada que mudou o rumo da história.

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10.09.18
ED. 5949

Guarda especial

Está em discussão no comando do Exército a formação de uma guarda especial para acompanhar o capitão Jair Bolsonaro até as eleições.

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10/09/18 12:00h

Marival Mattos

disse:

O que será do Capitão? Do fuzil às flores? Ou à faixa presidencial em 1 de janeiro de 2019? Vejo algo de muito obscuro para retirá-lo do pleito eleitoral. Yo no creo en las brujas pero que las hay, hay

10.09.18
ED. 5949

A lâmina das pesquisas

Os candidatos à Presidência não aguentaram esperar pela pesquisa do Datafolha, que será realizada e divulgada hoje, no fim do dia, e muito menos pelo Ibope, previsto para a próxima quarta-feira. No fim de semana, PSDB e PDT encomendaram sondagens-relâmpago, cujos resultados chegarão ainda hoje, poucas horas antes do Datafolha, aos QGs de campanha de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Será a primeira leva de pesquisas após o atentado contra Jair Bolsonaro.

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10.09.18
ED. 5949

Rota das crateras

Grandes tradings agrícolas, como Louis Dreyfus, Cargill, ADM, vão levar aos candidatos à Presidência um projeto para a licitação e consequente asfaltamento de toda a BR-163, por onde passa mais de metade de produção de soja do Centro-Oeste. A situação da rodovia é mais do que dramática.

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10.09.18
ED. 5949

Plano de voo mantido

Ao contrário do que possa sugerir, a aquisição da operadora de planos de saúde GreenLine por R$ 1,2 bilhão não significa uma mudança de rota dos controladores da Intermédica. A gestora norte-americana Bain Capital pretende reduzir ou até mesmo vender integralmente a sua participação na empresa de medicina de grupo. A prioridade é a realização de um IPO em 2019, que lhe daria uma porta de saída da Intermédica.

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10.09.18
ED. 5949

Crise do mercado esportivo ameaça CR7

Ainda há esperanças de ver Cristiano Ronaldo na telinha. O RR apurou que ESPN e SporTV analisam a compra dos direitos de transmissão do Campeonato Italiano – a competição está fora da grade desde o início da temporada, quando o Fox Sports desistiu de renovar o contrato. O assunto é tratado com muita discrição pelas duas emissoras. Ambas vêm mantendo contatos com potenciais anunciantes na tentativa de viabilizar o negócio. Porém, tanto ESPN quanto SporTV condicionam qualquer oferta pelo Italiano a uma expressiva redução dos valores sobre a mesa. A norte-americana IMG, que detém o mandato de venda dos direitos para o Brasil, pede US$ 25 milhões por temporada para um acordo de três anos. Parece ignorar a crise dos canais esportivos no país. A Turner encerrou a operação do Esporte Interativo e a própria Fox Sports é uma emissora marcada para morrer – será incorporada pela ESPN/Disney. Basta dizer que nenhuma emissora brasileira topou comprar os direitos de exibição do Campeonato Francês. Mesmo com Neymar em campo.

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10.09.18
ED. 5949

Pelos ares

Investidores chineses ligados à conterrânea DJI, maior fabricante de drones do mundo, estão trazendo para o Brasil um projeto de delivery de alimentos e pequenas encomendas usando-se os aparelhinhos voadores. A Amazon, ressalte-se, já usa este tipo de serviço nos Estados Unidos, com equipamentos aptos a percorrer até 16 quilômetros.

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10.09.18
ED. 5949

Dias de coalizão

Geraldo Alckmin quer se encontrar com Alvaro Dias, candidato à Presidência pelo Podemos, para uma conversa olho no olho. Os 3% ou 4% do ex-tucano podem ser muito úteis a Alckmin em um eventual segundo turno. Ou – por que não? – já no primeiro turno…

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10.09.18
ED. 5949

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: DJI e Bain Capital.

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