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Planos
22.08.18
ED. 5937

Petrobras espreme seu monopólio no gás até a última molécula

O absolutismo da Petrobras no setor pode até estar com os dias contados, mas, ao que tudo indica, os grandes compradores de gás do país ainda terão de pagar um custo severo até que a alforria comercial se consume. A companhia tem adotado uma política de preços draconiana no fornecimento do insumo, na visão de térmicas e indústrias com o deliberado objetivo de espremer a laranja do monopólio até o bagaço. Para tanto, a Petrobras está empurrando em praticamente todos os contratos custos referentes à suposta importação, transporte e regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL), o que automaticamente aumenta a formação do preço final do produto.

Os grandes consumidores de gás acusam a estatal de não dar disclosure sobre a sua composição de custos e tampouco comprovar a fração de GNL contida nos volumes fornecidos. Ou seja: quem compra não sabe se está efetivamente levando o gás natural liquefeito, mais caro, ou o combustível proveniente de outras fontes, seja da Bolívia, seja a produção local. A diferença é considerável. A estatal paga cerca de US$ 6 por milhão de BTU pelo gás boliviano. Com o argumento do uso de GNL, o preço cobrado pela empresa ao mercado chega a mais do dobro do valor pago aos bolivianos.

A formação dos preços da Petrobras é uma caixa-preta quase sagrada. Na semana passada, a ANP se manifestou sobre o tema com a habitual cautela e quase reverência à empresa.  Propôs – e sublinhe-se o “propôs” – que a estatal e demais companhias do setor apresentem as variáveis utilizadas na composição das tarifas de combustíveis. Uma consultoria pública sobre o tema já foi aberta, mas, por ora, tudo tem um ar de jogo de cena. Enquanto isso, a Petrobras aproveita os anos que ainda tem para encurralar o mercado e impor sua estratégia de preços sem que os consumidores tenham para onde correr.

Na prática, a quebra do monopólio da estatal, já contemplada na Lei do Gás, só se consumará no início da próxima década, quando os grandes grupos internacionais que arremataram blocos no Brasil iniciarem a produção em maior escala e não mais venderem o gás para a Petrobras em alto-mar. Algumas destas companhias, inclusive, já se associaram a projetos de termelétricas para dar vazão ao próprio gás, casos da Shell e da BP. Antes disso, em dezembro de 2019, chegará ao fim o atual contrato da Petrobras com o governo boliviano – ressalte-se que a relação comercial ainda durará, segundo os próprios bolivianos, até 2024, período no qual a estatal poderá importar uma cota referente ao volume de gás já pago e ainda não recebido.

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22.08.18
ED. 5937

Duas vezes Dirceu

José Dirceu já trabalha no segundo volume de suas memórias, cujo ponto de partida é a sua condenação no “mensalão”, em 2006. O comandante aguarda pelas eleições para dar um fecho à obra. Ou iniciar uma nova história.

Até o momento, já existem 528 páginas escritas. Segundo o RR apurou, somente sete pessoas tiveram acesso ao conteúdo. Ao que consta, por ora nenhuma cópia chegou à carceragem da PF em Curitiba.

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22.08.18
ED. 5937

Dupla missão

Jair Bolsonaro reserva uma dupla missão para o general Hamilton Mourão em seu eventual governo. Além de vice, ele assumiria também o Ministério da Segurança Pública.

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22.08.18
ED. 5937

VLT atrasado

Um grupo de investidores chineses negocia com o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, sua entrada no projeto de construção do VLT de Cuiabá. O empreendimento é um dos tantos “legados” da Copa do Mundo. As obras estão paradas desde o fim de 2014. Não sem antes tragarem quase R$ 1 bilhão em recursos públicos.

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22.08.18
ED. 5937

Seleção brasileira já está perto do Catar

O Qatar Investment Authority (QIA) tem mantido contatos com a CBF e os agentes responsáveis pela venda dos amistosos da seleção brasileira no exterior. O fundo soberano pretende bancar uma série de partidas do escrete canarinho no país árabe, dentro da estratégia do governo local de promover a Copa do Mundo de 2022. Estima-se que a CBF não põe a seleção em campo por menos de dois milhões de euros, um grão de areia no deserto perto do que o Catar está gastando para organizar o Mundial: mais de US$ 30 bilhões.

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22.08.18
ED. 5937

Segunda chance

O governo deverá fazer uma segunda e última tentativa de arrendar duas áreas no Porto de Paranaguá (PR), uma destinada à movimentação de celulose e outra de veículos. A Antaq trabalha com o prazo de novembro como limite para o leilão. A primeira licitação, em julho, deu no show: não houve oferta pelas duas áreas.

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22.08.18
ED. 5937

Novos e velhos “bolsonaristas” duelam

Jair Bolsonaro tem sido seguidamente alertado por seus aliados sobre as crescentes disputas internas no pequeno PSL. O assunto é tratado pelos mais cautelosos como uma bomba-relógio na campanha do capitão. Antigos seguidores – casos dos deputado federais Major Olímpio (SP), Delegado Francischini (PR) e Delegado Eder Mauro (PA) – estão bastante incomodados com o espaço reservado a novos “bolsonaristas”. No último fim de semana, circulou em grupos de WhatsApp de integrantes do PSL um manifesto acusando “correligionários de ocasião” de “oportunistas”. O torpedo tinha endereço certo: a Janaína Paschoal e a jornalista Joice Hasselmann. A primeira se mantém bastante próxima da campanha de Bolsonaro, mesmo tendo recusado o convite para ser sua vice. Joyce, por sua vez, que também esteve cotada para compor chapa com Bolsonaro, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Os “bolsonaristas”-raiz dizem que o candidato ouve as duas em demasia. A mesma crítica é feita à aproximação com o deputado Onyx Lorenzoni, que, mesmo filiado ao DEM, embarcou na candidatura Bolsonaro e dá pitacos na sua campanha.

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22.08.18
ED. 5937

Gol contra

A norte-americana Turner já perdeu mais de 40% da sua receita publicitária no Brasil com a decisão de extinguir o canal Esporte Interativo, limitando as transmissões ao Facebook.

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22.08.18
ED. 5937

Padrão Copa

A menos de um ano da Copa América, que será realizada no Brasil, os organizadores da competição têm sofrido com a dificuldade de interlocução com o ministro dos Esportes, Leandro Cruz. O torneio carrega várias interrogações, que passam pelo orçamento, pela liberação ou não de verbas públicas e pela definição dos estádios que serão utilizados.

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22.08.18
ED. 5937

Desfalque na Corte

Em meio ao turbilhão eleitoral, FHC perdeu seu “braço direito”. A diplomata Helena Gaspariam, fiel escudeira do ex-presidente ao longo dos últimos dez anos, está voltando para o Itamaraty.

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22.08.18
ED. 5937

Cada um por si

O ministro Eliseu Padilha tem vaga certa no secretariado do governador José Ivo Sartori caso ele vença as eleições no Rio Grande do Sul. Funcionaria como um “vale-foro privilegiado” a partir de 1o de janeiro de 2019.

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22.08.18
ED. 5937

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, Turner e CBF.

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