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Planos
16.08.18
ED. 5933

O estranho fadeout do governo Temer no setor elétrico

O setor elétrico brasileiro viveu um curto circuito no dia de ontem. Segundo o RR apurou, mais ou menos na mesma hora em que a Eletrobras anunciava a venda de 71 participações em SPEs, a área técnica do TCU fez questionamentos extraoficiais aos critérios adotados pela estatal para a formação de preço dos ativos. O piso estipulado para os 18 lotes, R$ 3,1 bilhões, se baseia no valor contábil das participações. De acordo com informações filtradas da própria empresa, a Eletrobras não procedeu a avaliação econômica dos ativos. Estima-se que o valor econômico potencial seria da ordem de R$ 8 bilhões, bem mais que o dobro da cifra fixada.

Ressalte-se que a maior parte das SPEs é composta por investimentos que já atingiram seu ponto de maturação. São parques eólicos e linhas de transmissão em operação, com fluxo de caixa, o que aumenta a sua atratividade. Consultada acerca da ausência do laudo de avaliação econômica, a Eletrobras não se pronunciou sobre o tema, limitando-se a reproduzir os fatos relevantes divulgados ao mercado com as condições gerais do leilão. A contestação do TCU coloca, desde já, uma espada sobre os eventuais compradores dos ativos, diante do  risco de um posterior embargo à operação.

A quarta-feira se mostrou ainda mais insólita. Das duas uma: ou o governo Temer está batendo cabeça no setor elétrico ou identificou uma oportunidade derradeira de impor problemas para vender suas habituais soluções. Somente uma destas hipóteses explica a dúbia mensagem passada ao mercado. No mesmo dia em que a Eletrobras anunciava a venda das 71 participações, sendo 21 delas usinas eólicas, o novo diretor-geral da Aneel, André Pepitone da Nóbrega, e o ministro Moreira Franco acenaram com a possibilidade de um corte radical nos subsídios para a geração de energia limpa.

Traçando-se uma linha reta entre os dois pontos, é como se o dono de um imóvel estivesse desvalorizando seu próprio patrimônio no momento em que o coloca à venda. Mas, de tão desordenados, talvez exista alguma coreografia entre estes dois movimentos. Tamanha contradição se dá justamente no instante em que investidores do setor elétrico têm a sua disposição, de uma só vez, a maior oferta de ativos em energia limpa dos últimos anos no Brasil. Este sinuoso enredo não pode ser dissociado do timing político. Após passar quase dois anos trabalhando em cima do melhor modelo para o leilão, fica a sensação de que a Eletrobras corre para realizar a licitação das SPEs dentro do mês de setembro, portanto antes das eleições. É o tempo que resta até o apagar das luzes de Temer, Moreira e cia.

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16.08.18
ED. 5933

Neon com luz baixa

A Neon Pagamentos, do banqueiro Pedro Conrade, está à procura de um sócio. O nome mais forte é o do próprio Banco Votorantim, com quem fechou uma parceria em junho. Consultada, a Neon disse estar “sempre em contato com novos investidores”, garantindo que “não há negociação em andamento”. A fintech perdeu musculatura desde a liquidação do Banco Neon, ao qual era associada, em junho. De lá para cá, a carteira de clientes teria caído 15%.

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16.08.18
ED. 5933

Ignorando

O clã dos Sarney se aliou aos emedebistas purosangue que ignoram a candidatura de Henrique Meirelles. A campanha de Roseana Sarney sequer cita o presidenciável.

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16.08.18
ED. 5933

Incansável Dirceu

O comandante José Dirceu mergulhou de cabeça no processo eleitoral. Além de bater bumbo pela improvável candidatura de Lula, vem participando ativamente de articulações políticas nas campanhas estaduais do PT, notadamente em São Paulo – onde Luiz Marinho patina nas pesquisas. Além disso, ainda tem buscado doações para a reeleição do filho, Zeca Dirceu, à Câmara.

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16.08.18
ED. 5933

Campanha de Marcio França entra em parafuso

Insatisfeito com a sua posição nas pesquisas – varia de 3% a 5% –, o governador de São Paulo, Marcio França (PSB), decidiu detonar a sua equipe de campanha. A degola começou por cima, com a substituição do marqueteiro Paulo de Tarso de Santos, autor do histórico “Lula lá”, pelo publicitário Felipe Soutelo, ligado a José Serra. O próximo passo será a troca de boa parte do staff de comunicação. O bota-abaixo provocou, inclusive, o atraso na gravação dos programas eleitorais de França para a TV. O desafio do governador é tirar os mais de 10 pontos percentuais que o separam de João Doria e Paulo Skaf, hoje favoritíssimos para o segundo turno.

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16.08.18
ED. 5933

Vem cá, Luiza, me dá tua mão..

Luiza Helena Trajano exerce especial fascínio sobre os candidatos à Presidência. Vista como um canal de interlocução tanto com o empresariado quanto com o eleitorado feminino, a dona do Magazine Luiza vem sendo cortejada por Geraldo Alckmin, Marina Silva e Jair Bolsonaro. Antes, já havia sido procurada pelo concorrente Flavio Rocha, da Lojas Riachuelo, que abandonou a corrida presidencial. Curiosamente, não há, até o momento, sinais de aproximação da quase ministra do governo de Dilma Rousseff com o PT.

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16.08.18
ED. 5933

Promessa de curto prazo

As juras de permanência no capital da BRF feitas pelo presidente da Petros, Walter Mendes, têm data de validade. O fundo de pensão espera pelos efeitos da gestão Pedro Parente sobre as ações para pular fora do negócio até o início de 2019. O que não dá é para sair agora e realizar um doloroso prejuízo: a ação da BRF acumula uma perda de quase 50% no ano

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16.08.18
ED. 5933

Lobby químico

A Abiquim cerca Rodrigo Maia por todos os lados na tentativa de convencê-lo a adiar a votação da Medida Provisória 836/2018. Já aprovada na Comissão Mista da Câmara, a MP extingue o Regime Especial da Indústria Química, tirando do setor benefícios fiscais da ordem de R$ 3 bilhões. A esperança da Abiquim é evitar que a proposta seja levada ao plenário da Câmara durante o chamado “esforço concentrado”, uma espécie de fast track parlamentar acordado entre Maia e o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, para
acelerar a aprovação de projetos no período eleitoral. Com isso, provavelmente a MP seria empurrada para 2019, com possibilidade até mesmo de caducar

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16.08.18
ED. 5933

Hub de startups

Após pagar US$ 100 milhões pela catarinense Decora, a norte-americana CreativeDrive está garimpando novas startups da área de varejo no Brasil. O objetivo é montar um hub de soluções digitais para e-commerce. Procurada, a CreativeDrive afirmou que está “sempre explorando oportunidades de crescimento”. Para bom entendedor…

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16.08.18
ED. 5933

Quem te viu, quem te vê

Nos cálculos da equipe de Aécio Neves, bastam 120 mil votos para ele garantir a eleição à Câmara. A conta, por si só, já é constrangedora. O número equivale 2% dos votos de Aécio em Minas no segundo turno de 2014

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16.08.18
ED. 5933

Último ato

A interseção societária entre Armínio Fraga e a família Botelho está chegando ao fim. O Gávea vai vender o que lhe resta de participação na Energisa – não mais do que 4%. A gestora de Armínio chegou a ser um sócio relevante da holding dos Botelho, com 11%, mas, nos últimos meses, realizou três operações para a venda em bloco de papéis.

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16.08.18
ED. 5933

Ponto final

As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Gávea e Banco Votorantim.

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