Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
24.07.18
ED. 5916

Mangabeira Unger hasteia a bandeira do pacote de reformas na campanha de Ciro

Roberto Mangabeira Unger, principal formulador do programa de governo de Ciro Gomes, pretende resgatar a ideia de pensamento estratégico em bloco, baseado em uma visão sistêmica do Estado. É dentro desse contexto que serão inseridas as reformas estruturantes. Mangabeira tem conduzido junto a outros assessores de campanha a elaboração de um trabalho a ser apresentado ao candidato pedetista, trazendo para o proscênio um plano de metas. A ideia é enfeixar todas as mudanças que a nova gestão se propõe a fazer, assim como os resultados esperados, em um programa para o resgate do desenvolvimento.

Os pontos principais são o colapso fiscal, a falência administrativa do Estado e as relações desnorteadas entre as entidades federativas e a União. O cardápio tão variado quanto indigesto politicamente: reforma da Previdência, desengessamento orçamentário da União, elaboração de um novo pacto federativo, reforma do Estado, reformulação das regras do funcionalismo público, reforma tributária – com a devida revisão da política de renúncias fiscais e adoção de um sistema de impostos progressivos – entre outras deficiências que pairam sobre o país como uma espada afiada. Mangabeira Unger tem incorporado ao trabalho conceitos e estudos sobre os quais já havia se debruçado quando da sua passagem pela Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Lula.

O programa precisa, necessariamente, ser colocado em marcha nos primeiros seis meses de um eventual mandato de Ciro Gomes. A premissa é que uma agenda desta magnitude exige uma execução integrada, em conjunto, tamanho o grau de complexidade e o desgaste político e institucional que ela traz a reboque. Ciro dá um duplo sentido ao pensamento de Maquiavel: a im- potência do governo é o mal; o bem, são todas as reformas que desatarão o nó do Brasil; é o bem, portanto, que tem de ser feito primeiro e às pressas; o mal já foi feito.

O jogo passa obrigatoriamente pelo Congresso, por mudanças profundas na Constituição, pelo inexorável confronto com grupos de veto. Não há presidente, por maior que seja a sua força eleitoral, que consiga atravessar um mandato inteiro debulhando medidas estruturantes de seis em seis meses, ou de ano em ano. Esse é um esparadrapo para ser arrancado de uma vez só. O projeto permitiria a Ciro Gomes não apenas ressuscitar o conceito de planejamento nacional integrado, mas também a ideia de “pacote” de medidas, outra tradição que evaporou nos últimos anos. Os governos, independentemente do seu matiz ideológico ou partidário, perderam a capacidade de enxergar o país de maneira holística e transversal.

O atual quadro de entropia das contas públicas não suporta ações estanques, isoladas. É praticamente inconcebível, por exemplo, se pensar em um novo pacto federativo sem a flexibilização das amarras constitucionais impostas ao Orçamento da União. As questões estão todas indexadas. Estados e, sobretudo, municípios cobram uma fatia maior das receitas fiscais federais sob a alegação de terem assumido um volume cada vez mais de gastos em serviços basilares que antes cabiam ao governo central. A transferência de mais recursos para as unidades federativas, por sua vez, reduz verbas do orçamento federal, espremido pelo engessamento dos gastos e a PEC do Teto, ambos fixados pela Constituição. O mosaico de medidas desmoraliza a Lei de Responsabilidade Fiscal. O desafio de Ciro e Mangabeira é ainda mais colossal do que a limpeza das estrebarias de Aúgias. Imagine só um plano desse feito com a concordância do Centrão. Por enquanto, as apostas são todas contra a versão pedetista do Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

exercito-rj
24.07.18
ED. 5916

Excesso de contingente

Publicamente o PSOL desdenha da ausência de convite do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, para uma conversa com o candidato Guilherme Boulos. Mas por dentro está incomodadíssimo. É uma enorme demonstração de desprestígio. Todos os presidenciáveis já estiveram reunidos com o general. A orientação entre os camaradas é carregar na justificativa ideológica. O PSOL teria sido discriminado pelo seu “esquerdismo puro-sangue”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Um leilão marcado para morrer

A venda das distribuidoras da Eletrobras virou o “samba do leilão doido”. Ainda é considerável a ameaça de novo adiamento das licitações – a primeira delas, da Cepisa, está prevista para a próxima quinta-feira, dia 26, e as outras cinco, para 30 de agosto. A área técnica do Ministério de Minas e Energia considera de alto risco a decisão de ofertar as empresas sem a votação do projeto de lei que equaciona dívidas bilionárias da empresa, na prática dividindo a conta com os consumidores de energia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Meirelles ataca o Centrão

Henrique Meirelles ainda acredita ser possível cindir o Centrão pelas bordas. No fim de semana, conversou longamente com Roberto Jefferson, do PTB, e Marcos Pereira, do PRB. Para esta semana, está prevista nova ofensiva sobre os dois partidos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Programa de Índio

O prefeito Marcelo Crivella não vai se contentar em apoiar Anthony Garotinho na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Minar a candidatura do ex-aliado e mais novo desafeto Índio da Costa também está no topo das suas prioridades.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Troca de posições

A rede varejista Império Móveis Eletro, de Pernambuco, é candidata a incorporar lojas da Máquina de Vendas, leia-se Ricardo Eletro, no Nordeste. Pode ser um bom negócio para os dois lados. A recém-criada Império Móveis aceleraria sua expansão na região; por sua vez, a Máquina de Vendas passaria adiante pontos de venda deficitários. Em tempo: o mundo dá voltas. A Império Móveis pertence ao empresário Richard Saunders, que, em 2011, vendeu a Eletro Shopping para a própria Máquina de Vendas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Natura reduz seu mapa

A Natura está reavaliando seus negócios internacionais, notadamente na América do Sul. Um dos candidatos ao cadafalso é a operação no Peru. Em vez de prosseguir com uma custosa estrutura própria, a empresa poderá recorrer a uma parceria com um distribuidor local, a exemplo do que já faz na Bolívia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Ação midiática

A preocupação da direção nacional do PT é que a Polícia Federal faça algum tipo de ação midiática envolvendo Jaques Wagner.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Alckmin quer Datena

A relação entre João Doria e José Luiz Datena ficou bastante avariada com a desistência do apresentador em concorrer ao Senado. A ponto de Geraldo Alckmin já tentar uma aproximação de Datena, antes um ativo exclusivo de Doria, para surfar na sua popularidade.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.07.18
ED. 5916

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Natura, Império Móveis Eletro e Máquina de Vendas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.