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Planos
10.07.18
ED. 5906

PT contabiliza os dividendos com ou sem a libertação de Lula

Dependendo do ângulo de observação, a batalha jurídica do último domingo no TRF4 pode ter tido três impactos para o PT: bom, muito bom ou excelente. Em qualquer das hipóteses, a ação do desembargador plantonista Rogério Favreto terá atendido aos anseios de Lula e do partido. Se o ex-presidente vier a ser libertado, será o melhor dos cenários; caso contrário, o episódio servirá de subsídio para a configuração de Lula como prisioneiro político. Dando certo ou não, a estratégia será inevitavelmente utilizada como mote de campanha.

O impasse criou a percepção de que, na pior das hipóteses para Lula, é possível cindir o Judiciário por dentro. Ainda que efêmero, o habeas corpus do último domingo fez renascer a expectativa da militância de que existem probabilidades de reversão das decisões tomadas. O PT considera ter à mão munição de alto calibre para bombardear o discurso da prisão política de Lula, notadamente junto à comunidade internacional, que sempre se mostrou mais sensível a esta bandeira. Basta lembrar a ressonância que a tese já encontrou por parte da mídia estrangeira, entidades pró-anistia e personalidades.

Após ser impedido pela Justiça de visitar o petista na carceragem da PF em Curitiba, o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel publicou um manifesto dizendo que o “Brasil vive um estado de exceção”. O ator norte-americano Danny Glover, que conseguiu se encontrar com Lula, defendeu publicamente sua libertação. Ontem mesmo, a Fundação Internacional dos Direitos Humanos, com sede em Madri, reconheceu o caráter político da prisão do ex-presidente. A probabilidade de libertação de Lula com base na decisão de um desembargador plantonista é muito remota.

Em seu artigo 1o, parágrafo 1o, a Resolução 71/2009 do Conselho Nacional de Justiça diz que o “plantão judiciário  não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior”. Por essa razão, o desembargador Rogerio Favreto não teria poderes para deliberar sobre questão já julgada pelo TRF4. Tenhasido o pedido dos deputados petistas Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira a um juiz de plantão proposital ou não, o fato é que a negativa à libertação de Lula serviu à causa do partido e ao seu futuro candidato à Presidência, seja ele quem for. O imbróglio, entre outras consequências, pode até mesmo ressuscitar o julgamento da prisão em segunda instância pelo Supremo, pauta que vem sendo empurrada pela Corte. Uma pergunta que se faz é se a repercussão internacional em torno da “prisão política” de Lula não teria algum impacto sobre a decisão da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, de colocar ou não a matéria em votação?

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10.07.18
ED. 5906

Carta-bomba

O governo deverá colocar em stand by o plano de reestruturação dos Correios – uma carnificina que prevê o fechamento de até 500 agências e cerca de cinco mil demissões. Na avaliação do Planalto, isso não é agenda para ano eleitoral. Consultado, os Correios informam que “os estudos para remodelagem da rede continuam em andamento”.

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10.07.18
ED. 5906

Quem paga a conta?

O acordo de leniência assinado ontem pela Odebrecht foi cozido em banho maria por 830 dias. A empreiteira vai ter de pagar R$ 2,7 bilhões. O prejuízo do Brasil pela lerdeza do processo será bem mais alto.

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10.07.18
ED. 5906

Costurando uma visita

Com a devida escolta do onipresente Paulo Guedes, Jair Bolsonaro está costurando uma visita a bancos de investimento em Nova York para agosto.

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10.07.18
ED. 5906

Codinome Vivo

A chinesa Vivo, uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo e uma das grandes patrocinadoras da Copa do Mundo na Rússia, estaria preparando seu desembarque no Brasil. A operadora brasileira homônima agradece, desde já, pelo marketing gratuito.

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10.07.18
ED. 5906

Fundos globais pressionam Fifa para voltar ao jogo

A grande jogada da Copa do Mundo não vem dos pés de Lukaku ou de Mbappé. Segundo informações filtradas junto à cúpula da CBF, grandes fundos globais têm feito uma marcação cerrada sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino. O objetivo é convencer a entidade a recuar em relação às regras para a propriedade de passes de jogadores, permitindo que investidores institucionais voltem a deter direitos econômicos de atletas. Foi assim até maio de 2015, quando a Fifa montou a retranca, banindo do futebol o que ela chama de “terceiros”.

A pressão vem, sobretudo, de potentados financeiros da China e do Oriente Médio, entre os quais o Mubadala, o fundo soberano de Abu Dhabi que administra mais de US$ 130 bilhões. As discussões envolveriam um esquema tático meio termo: a Fifa estipularia um teto para a participação de investidores nos direitos federativos, de forma a evitar que o jogador fosse retalhado em fatias entre diversos donos, como ocorria até 2015. Ou melhor, ainda ocorre: os contratos com “terceiros” assinados antes de 31 de dezembro de 2014 ainda serão considerados válidos até o fim de sua vigência. Pelo cálculo da entidade, a “higienização” completa do mercado levaria de três a quatro anos.

A título de exemplo: estima-se que ainda hoje mais de 70% dos jogadores brasileiros sejam esquartejados entre clubes e investidores. Não surpreende que a pressão maior sobre a Fifa venha da nova fronteira do futebol, a Ásia, onde espocam investidores sequiosos em fazer frente aos magnatas russos na disputa pela propriedade dos grandes clubes europeus e de suas estrelas. O interesse específico do Mubadala e de outros fundos do Oriente Médio está diretamente relacionado à realização da Copa do Qatar, em 2022.

É mais do que natural que os sheiks, emires e califas empenhem milhões de petrodólares ao longo dos próximos quatro anos com o intuito de atrair as atenções do mundo do futebol para a região. A possibilidade de voltar a investir nos direitos econômicos de atletas facilitaria a atração de grandes nomes para os clubes do Oriente Médio, com o fortalecimento dos campeonatos locais. Mas essa é apenas uma motivação pontual. O que realmente move os fundos é a possibilidade de voltar a transacionar um dos ativos mais valiosos do planeta. Entre 2013 e 2017, quando se transferiu para o PSG, Neymar teve uma valorização de mais de 300%. A Copa, lamentavelmente, freou essa escalada.

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10.07.18
ED. 5906

O “plantão” do Legislativo

Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, conversaram no último fim de semana sobre a definição da agenda de votações para o que já é chamado de “recesso branco” do Congresso. Trata-se do período pré-eleitoral de agosto a outubro, quando o Legislativo deverá funcionar a meia bomba. Um dos projetos vistos como prioritário é o que permite à Petrobras vender até 70% de sua participação nas áreas sob o regime da cessão onerosa.

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10.07.18
ED. 5906

PSB a dois passos de Ciro

Ciro Gomes está muito perto de ter o apoio dos herdeiros políticos de Eduardo Campos. Desde a semana passada, Carlos Lupi, do PDT, e Carlos Siqueira, do PSB, avançaram muitas jardas nas negociações para uma aliança eleitoral. O pano de fundo do acordo é a fusão entre os dois partidos logo no início de 2019.

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10.07.18
ED. 5906

Prontuário

O Blackstone, um colosso da gestão de recursos com mais de US$ 500 bilhões sob sua guarda, está em busca de ativos na área hospitalar no Brasil.

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10.07.18
ED. 5906

Temer não ajuda ninguém

Michel Temer criou um problema a mais para a eventual candidatura de Henrique Meirelles. Na avaliação dos assessores de Meirelles, a decisão de Temer de tirar o Ministério do Trabalho do PTB sepultou as últimas esperanças do ex-ministro de contar com o apoio do partido de Roberto Jefferson

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10.07.18
ED. 5906

Ponto final

Os seguintes citados não não comentaram o assunto: Blackstone e Vivo.

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