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Planos
09.07.18
ED. 5905

Nem a Eletrobras contribui para a privatização da Eletrobras

Como se não bastassem todas as incertezas de ordem política e jurídica que cercam a operação, a própria Eletrobras tem tratado de aumentar a insegurança dos investidores e tornar a sua privatização cada vez menos provável. O RR apurou que a companhia está devendo cerca de R$ 800 milhões a fornecedores e prestadores de serviços. Em alguns casos, a inadimplência já se arrasta há sete meses.

O risco potencial é grande: a tendência é que esse ovo da serpente ecloda sob a forma de uma sucessão de cobranças judiciais, por ora ainda não provisionadas em balanço. O plano de desmobilização de ativos que, a princípio, precederia o leilão de privatização é outro ponto cego na Eletrobras. A operação é considerada fundamental para abater o alto endividamento e, em tese, entregar ao investidor privado uma empresa menos carregada – o passivo de curto prazo gira em torno dos R$ 18 bilhões. No entanto, de acordo com informações filtradas da própria companhia, até o momento não há sequer um laudo de avaliação patrimonial das participações em 77 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) a serem alienadas – entre parques eólicos e linhas de transmissão.

O que existe, por ora, é apenas uma estimativa para o valor contábil (de R$ 4,6 bilhões). A estatal chegou a contratar o BTG para levantar o valuation dos ativos, mas os estudos não seguiram adiante. Ressalte-se que o TCU já questionou algumas dessas operações e encaminhou à Eletrobras, na segunda semana de junho, um relatório com 18 recomendações. Até o momento, ao que consta, a estatal não atendeu às solicitações.

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09.07.18
ED. 5905

O sertão de Flavio Rocha

Flavio Rocha, pré-candidato à Presidência pelo PRB, está decidido a carregar o Pró-Sertão para a sua campanha, com a promessa de estendê-lo a todo o país. Trata-se de um programa de incentivo à geração de empregos na indústria têxtil no semiárido criado em 2013. A ideia, no entanto, provoca calafrios em seus assessores, que enxergam a iniciativa, no mínimo, como uma enorme imprudência. O Grupo Guararapes, da família de Rocha, é acusado de usar o Pró Sertão como uma nuvem de fumaça para terceirizar postos de trabalho e contratar funcionários de pequenas tecelagens do Nordeste com menor remuneração e sem uma série de direitos trabalhistas. O MPT pede à Justiça que multe a empresa em R$ 38 milhões.

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09.07.18
ED. 5905

O vai e vem de Lula

Em meio à notícia de que um desembargador do TFR-4 tinha autorizado a libertação de Lula, petistas mais excitados já se punham a articular um encontro do ex-presidente com o “comandante” José Dirceu. Com direito à entrevista coletiva e gravação de filme para as redes sociais.

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09.07.18
ED. 5905

Devida publicidade

Depois de Ciro Gomes e Fernando  Haddad, agora é Geraldo Alckmin quem costura um encontro com Delfim Netto. Tudo, claro, com a devida publicidade.

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09.07.18
ED. 5905

Portas fechadas

Egresso do Itaú, João Amoedo vem tentando obter dos Setúbal algum gesto de apoio a sua candidatura à Presidência pelo Partido Novo. Até agora, não teve sucesso.

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09.07.18
ED. 5905

Cirurgia

Segundo o RR apurou, a PF está prestes a desbaratar um esquema para a compra de próteses cirúrgicas no governo Cabral. A denúncia também teria partido do ex-secretário de Saúde Sergio Cortes, que já arrastou para a Lava Jato empresas como a Philips, suspeita de pagar propina para a venda de equipamentos médicos.

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09.07.18
ED. 5905

Eliezer e Conceição: um memorável dueto pelo Brasil

Eram os idos do governo Figueiredo. O engenheiro Eliezer Batista era o todo poderoso presidente da então Vale do Rio Doce. Na ocasião, ele já se debruçava sobre os mapas que posteriormente levaria para a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Collor. Eram estudos transversais à estrutura federativa do Brasil, que propunham uma correção da divisão do país em estados e municípios, por meio de uma espécie de consolidação que levasse em  vista a logística, a produção, a demografia, o meio ambiente, entre muitas outras variáveis.

Alguns estados e municípios simplesmente seriam objeto de fusão. Eliezer queria dar uma organização mais racional e econômica ao formato bizarro de pé de galinha que via no desenho da federação. Achava que levaria o projeto à frente, pois exigira de Fernando Collor carta branca para aceitar o cargo de manda-chuva da Secretaria. Só se reportaria ao presidente. À época, mais do que nunca, Eliezer era o mago da economia física nacional, consultado pelos maiores empresários do país e do mundo. Distante desse mundo, a professora Maria da Conceição Tavares, um ícone entre os economistas de esquerda, perdeu-se de curiosidade de conhecer Eliezer. Não havia liga entre ambos.

Eliezer achava a portuguesa destemperada e comunista, e Ceiça tinha Mr. Batista como um tecnocrata alinhado com os empresários golpistas de 64. Mas o desejo intelectual foi maior. Conceição pediu a Raphael de Almeida Magalhães que fizesse uma ponte com Eliezer para um encontro. O mesmo pedido foi feito ao jornalista Luiz César Faro, à época assessor informal do barão da Vale. Em uma quinta-feira, por volta das 10 horas, Conceição adentrou a “sala dos mapas” que Eliezer mantinha ao lado do seu gabinete, assistidos por Raphael e Faro, prudentemente calados durante todo o encontro. Foram poucos os minutos de formalidade.

Os dois partiram logo a dissecar os mapas e falar sobre o Brasil que aqueles projetos prometiam, um país de verdadeiros coliseus da infraestrutura. Conceição era matemática, o que facilitou a conversa. Ela dava tapinhas no braço de Eliezer às gargalhadas, que retribuía com seu riso metálico. Pareciam amigos de infância. O saldo daquela reunião de inteligências acuradas foi o compromisso cívico de reunirem suas hostes na academia para produzirem estudos juntos na Secretaria, pois ali estava o futuro do país. E assim ficou acordado entre os dois Titãs. Eliezer se meteu a seguir no imbróglio da gestão Collor. Conceição enveredou na politica. Ao que se saiba, nunca mais se encontraram. Os preciosos mapas de Eliezer se perderam por aí, alguns no Palácio do Planalto, outros na Vale, e uns esquecidos na Firjan. Desperdício de um encontro que tanto poderia emular soluções nacionais quanto, no mínimo, inspirar um libreto de ópera sobre dois personagens estupendos. Nada mais a fazer. Conceição descansa em seu refugio, sem o elã de 30 anos atrás, mas ainda produzindo artigos indignados. Eliezer foi construir catedrais no firmamento.

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09.07.18
ED. 5905

Licitação onerosa

O otimismo do presidente da ANP, Decio Odonne, é apenas para consumo externo. A direção da agência considera elevado o risco de que o leilão do volume excedente da cessão onerosa não seja realizado neste ano. A licitação está marcada para 29 de novembro. Até agora, no entanto, o projeto de lei para cessão onerosa sequer foi votado no Senado. E, depois, ainda faltará a sanção presidencial. Se isso não ocorrer até o fim de agosto, o cronograma estará seriamente comprometido. A ANP precisa, ao menos, de quatro meses para preparar a concorrência e cumprir todo o rito burocrático – do lançamento do pré-edital à realização de seminários técnicos

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09.07.18
ED. 5905

Sobremesa

Após o tenso jantar com Geraldo Alckmin na última quarta-feira, líderes do PRB, SD, DEM e PP marcaram nova reunião, para depois de amanhã. Dessa vez, sem nenhum presidenciável por perto. O DEM, no entanto, periga roer a corda do Centrão e apoiar Ciro Gomes.

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09.07.18
ED. 5905

Ponto final

Procurados pelo RR, os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Eletrobras e Polícia Federal.

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