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Planos
28.06.18
ED. 5898

Lula fixa o piso da candidatura Haddad

Lula disse “que pensaria” na hipótese de descartar sua candidatura e indicar Fernando Haddad para substitui-lo caso o ex-prefeito de São Paulo alcance 15% do eleitorado nas pesquisas de julho. O percentual deixaria Haddad acima de Marina Silva e em condições de ser o grande adversário de Jair Bolsonaro. Na última pesquisa da XP Investimentos, Fernando Haddad estava empatado com Marina, em 12%, nas duas primeiras semanas de junho. Se Lula não se posicionar mais rapidamente, corre o risco de ver desinflar o seu portfólio pessoal de votos e reduzir a capacidade de transferi-los. A informação é de um dos escudeiros com acesso ao ex-presidente, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

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28.06.18
ED. 5898

Rumo trafega em trilhos kafkianos

O empresário Rubens Ometto, controlador da Rumo Logística, é o protagonista de um enredo kafkaniano. O “processo” em questão envolve a renovação da licença da Malha Paulista e um investimento da ordem de R$4,5 bilhões. Em abril, a ANTT acenou que em até 45 dias bateria o martelo quanto ao pedido de extensão da licença. No entanto, o prazo já foi para as calendas e, até agora, nem previsão quanto à possível análise do pleito da companhia. Nem mesmo o notório poder de influência de Ometto junto ao governo tem ajudado a tirar esse trem do lugar. A própria direção da Rumo já considera difícil que a autorização saia efetivamente neste ano: além da decisão da ANTT, é necessário ainda o imprimatur do TCU. A burocracia está jogando por terra um dos raros investimentos em infraestrutura ferroviária de maior monta de que se tem notícia. A expansão da Malha Paulista está condicionada à renovação da concessão – o contrato atual vence em 2028. A Rumo não está sozinha na pressão sobre a agência reguladora. Grandes companhias que dependem da Malha Paulista fazem coro à operadora logística. É o caso da Suzano/Fibria, que usa a ferrovia para escoar a produção da sua fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul.

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28.06.18
ED. 5898

A via crucis da Máquina de Vendas

A Starboard Partners negocia em duas frentes a compra da Máquina de Vendas. O RR apurou que a gestora já acertou com os empresários Ricardo Nunes e Luiz Carlos Batista as condições para o negócio. As cifras giram em torno de R$ 400 milhões. A metade do caminho que falta é mais complexa e passa por um acordo com os bancos credores: a rede varejista deve cerca de R$ 1,5 bilhão. Como não cumpriu as condições do acordo, há o risco de que os bancos executem a dívida e fiquem com até 60% do capital.

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28.06.18
ED. 5898

Fio desencapado

A chinesa State Grid terá de elevar sua oferta para ficar com a CPFL Renováveis. Entre outros acionistas, Pátria Investimentos e Eton Park exigem um valor de R$ 16 por ação. Os asiáticos, por ora, pararam em R$ 13,81 por ação.

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28.06.18
ED. 5898

Peregrinação

A recente peregrinação de Henrique Meirelles por diretórios do MDB em sete estados foi desanimadora. Meirelles viu que o partido trabalha, sem cerimônia, contra a sua candidatura. O fogo amigo mais potente se concentra em Minas Gerais e no Paraná.

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28.06.18
ED. 5898

Inidoneidade porosa

O TCU já se movimenta para brecar o contrato de R$ 48 milhões entre a Queiroz Galvão e a Prefeitura de São José dos Campos, que prevê a construção de uma ponte na cidade. A empreiteira foi declarada inidônea por cinco anos, mas recorreu, abrindo uma brecha
para ser contratada pelo setor público. O TCU teme que outras construtoras punidas na Lava Jato usem de expediente similar.

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28.06.18
ED. 5898

“Acordão fiscal” é o balão de ensaio da vez

O senador José Serra teria desfiado uma proposta rocambolesca junto aos mais emplumados tucanos, com destaque, é claro, para Fernando Henrique Cardoso. Serra não estaria disposto a protagonizar seu plano das Arábias. Já lhe bastaria a paternidade da ideia. As batatas ficariam com FHC, conforme sua ideia. O invento em questão seria a costura de um “acordão fiscal” entre os concorrentes à Presidência. Por “acordão fiscal” entenda-se uma proposta para o saneamento da gravíssima situação das contas públicas que seria encaminhada a Michel Temer em nome de todos os candidatos.

A solução viria de um expressivo corte na política de renúncia fiscal do governo ainda em 2018, de modo que a medida pudesse ter impacto já no primeiro ano de gestão do novo presidente. No roteiro idealizado por Serra, caberia a FHC fazer um périplo entre os principais postulantes ao Palácio do Planalto para testar a aceitação da medida e costurar o apoio uníssono. Somente, então, a proposta seria formalmente levada a Temer, com a sua aprovação já previamente acordada – Fernando Henrique reza pela máxima de Tancredo Neves, que dizia só enviar uma carta quando já sabia a resposta.

A premissa que move Serra é a de que o legado fiscal de Michel Temer é uma ameaça comum a todos, que põe em xeque a governabilidade do país desde o primeiro minuto do próximo mandato. Com as medidas adotadas pelo governo Temer para conter o motim dos caminhoneiros, a margem de manobra para o cumprimento da meta de déficit fiscal fixada para 2019, R$ 139 bilhões, foi reduzida. Os gastos discricionários previstos para este ano já foram cortados de R$ 129 bilhões para R$ 122 bilhões. Quando a linha d ́água se aproxima dos R$ 80 bilhões, já é possível configurar um cenário de shutdown.

No mundo paralelo concebido por José Serra, o corte das renúncias fiscais daria ao próximo governo uma folga fiscal sem qualquer medida que precisasse passar pelo Congresso. O total de benefícios tributários somou no ano passado R$ 354 bilhões. Ou seja: uma diminuição de 40% desse valor daria para cobrir todo o déficit primário projetado para 2019. A medida permitiria enfrentar outro desafio fiscal, que deverá se perpetrar até 2024: honrar a “Regra de Ouro”. Temer deixará um legado cujo cumprimento é inviável, um estouro de R$ 350 bilhões em 2019. É justo, digamos assim, que seja ele o cirurgião da enfermidade que causou.

A proposta a ser levada a Michel Temer partiria da premissa de que ele é o homem certo para colocar o guizo no gato. Trata-se de um presidente impopular que está a apenas seis meses de deixar o governo. Ou seja: a essa altura, seu desgaste em realizar um corte na política de renúncias fiscais seria residual. Como, a princípio, o governo não dispõe de um candidato competitivo à sucessão de Temer, a medida teria reduzido reflexo eleitoral. Nesse cenário fronteiriço à ficção, o “acordão” surge como um projeto redondo, no qual todos teriam vantagem e o país sairia ganhando acima dos interesses políticos. Pois bem, parece, mas não é.

A premissa de que o terreno fiscal será terraplenado no atual governo, que tomaria as medidas duras, aliviando o futuro governante, parece um doce de coco. O problema começa nos detalhes. Cada candidato daria prioridade aos cortes de maneira diferente, na medida em que seus aliados podem estar entre aqueles que terão seus interesses prejudicados. Outro complicador é que os presidenciáveis teriam de ser mosqueteiros de si próprios, ou seja, seguir o lema do um por todos,  todos por um. Se qualquer um deles furasse o “acordão”, poderia usar na campanha que foi contrário ao acerto com Temer e denunciar que os cortes foram nocivos a setores relevantes, à economia, à população inteira.

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28.06.18
ED. 5898

Esclarecimento

Na edição de ontem, o RR atribuiu um papel superior ao presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, nas decisões do Conselho Monetário Nacional (CMN). Foi um ato falho. Os ministros da Fazenda e do Planejamento, respectivamente Eduardo Guardia e Esteves Colnago, também dão seus palpites no CMN. Mas, na prática, é Ilan quem conduz o barco. Todo mundo sabe.

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28.06.18
ED. 5898

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: ANTT, Rumo Logística, Queiroz Galvão, TCU e Máquina de Vendas.

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