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Planos
22.06.18
ED. 5894

Brookfield embrulha seus shoppings para a venda

A Brookfield está com um pé fora do mercado brasileiro de shopping centers. No que pode vir a ser uma das maiores operações de M&A já realizadas no setor, o grupo negocia a venda de sua carteira de participações em shoppings. Do outro lado da mesa estariam o GIC, fundo soberano de Singapura, e o PSP (Public Sector Pension Investment Board), sócios dos canadenses em alguns dos empreendimentos. Estima-se que a transferência dos seis shoppings pendurados no Brookfield Brazil Retail Fundo de Investimento –entre os quais o Rio Sul e o Pátio Paulista – possa movimentar algo em torno de R$ 2,5 bilhões. Caso se confirme, a venda dos shoppings para o GIC e o PSP – que, juntos, administram mais de US$ 500 bilhões – abriria caminho para uma segunda grande operação. Os dois fundos passariam a ter uma valiosa moeda de troca para negociar uma fusão com outro grupo do setor. Por sinal, foi exatamente isso que a Brookfield tentou. Os canadenses teriam mantido tratativas com a e o Iguatemi, mas as condições negociadas não agradaram.

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22.06.18
ED. 5894

Quem ganha com o “adeus” de Cármen Lúcia?

A ministra Cármen Lúcia fez questão de procurar seus pares ao longo da semana para rechaçar informação que voltou a circular nos corredores do Supremo, dando conta da sua aposentadoria em setembro, quando deixa a presidência da Corte. Coincidência ou não, o rumor de que Michel Temer poderia indicar um ministro do Supremo ressurge no momento em que sua situação jurídica aperta, com o pedido de quebra do seu sigilo telefônico pela PF.

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22.06.18
ED. 5894

O fadeout do BNDES

O BNDES estaria preparando sua saída do Marfrig. A redução da participação se daria gradativamente, para evitar uma pressão exagerada sobre o preço da ação. O banco tem um terço do capital do frigorífico.

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22.06.18
ED. 5894

O lusco-fusco de Temer

Michel Temer, o presidente que “dominava” o Legislativo, corre sério risco de sofrer mais uma derrota no Congresso. A própria bancada do MDB, à frente o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, trabalha para derrubar o projeto de lei que prevê o pagamento das dívidas das distribuidoras da Eletrobras no Norte com a criação de fundos setoriais e o repasse de parte dos valores para as contas de luz.

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22.06.18
ED. 5894

A vez de Dilma

Dilma Rousseff se mudará para Belo Horizonte na próxima semana. Vai morar no apartamento da mãe e despachar em uma sala na sede estadual do PT. É mais um indício de que Dilma deverá substituir Fernando Pimentel como candidata do partido ao governo mineiro.

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22.06.18
ED. 5894

Rei dos casinos

Lawrence Ho Yau Lung, rei dos casinos em Macau, acena com a construção de um resort no Nordeste. Desde que o Congresso, claro, libere o jogo no Brasil.

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22.06.18
ED. 5894

State Grid avança na AES

A State Grid aguarda apenas a conclusão da compra da CPFL Renováveis para dar o bote sobrea geradora AES Tietê. A AES garante que não deixa o Brasil. No entanto, os chineses apostam que a promessa não resiste a uma oferta cheia de cifrões.

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22.06.18
ED. 5894

Carta fora do baralho

Pesquisa recebida nesta semana pela direção do PR apontou Josué Gomes da Silva com menos de 1% das intenções de voto, mesmo quando é citado o nome de seu pai, José Alencar, vice de Lula. É por essas e outras que Valdemar da Costa Neto empurra o PR na direção de Jair Bolsonaro.

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22.06.18
ED. 5894

Projeto de Eliezer Batista para as empreiteiras ficou no baú da história

Eliezer Batista foi uma usina nuclear de ideias. Várias delas jamais vieram à tona. Em um desses casos, Eliezer esteve por mudar a imagem historicamente predadora das empreiteiras. À época, a Lava Jato era só conjectura. Corria o ano de 2011, quando o ex-ministro Rodolpho Tourinho Neto, então presidente do Sinicon (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada), o procurou para colaborar com um projeto praticamente pioneiro no setor, que unia o governo, capital e o trabalho. Em pauta, a implementação de um amplo plano de ações para aperfeiçoar as condições laborais na área de construção, o que ajudaria a reforçar consideravelmente o papel social das empreiteiras.

Foi criada, então, uma Mesa Nacional tripartite, com o propósito de discutir e definir as medidas a serem implantadas. Esse grupo reuniu a iniciativa privada, leia-se as maiores construtoras do país, os sindicatos de trabalhadores da construção pesada e grandes centrais sindicais e o governo federal, representado por diversas instâncias de Poder – incluindo Casa Civil, Ministérios do Planejamento, do Trabalho e do Desenvolvimento, entre outros órgãos, coordenados pela Secretaria Geral da Presidência da República. O momento de formação da Mesa Nacional foi simbólico: março de 2011, no auge dos conflitos trabalhistas nos canteiros de algumas das maiores obras de infraestrutura em andamento na ocasião – a exemplo das usinas de Jirau e Santo Antônio e a refinaria Abreu Lima. Faltava um conceito mais amplo para o projeto, que amarrasse também as comunidades, o território e o seu entorno. Tourinho foi aconselhado a procurar Eliezer Batista, que era um especialista em dar nó em pingo d’água.

E assim foi. Dom Batista adequou a concepção da Gestão Integrada do Território (GIT) às demandas para ampliação dos propósitos da Mesa Nacional tripartite. O conceito de GIT foi criado por Eliezer como sendo um passo além em relação à ideia original de desenvolvimento sustentável, enfeixando todas as variáveis em torno de um determinado projeto, sejam elas de ordem econômica, social, ambiental e cultural. O conceito inspirou o Sinicon em diversas das premissas discutidas na Mesa Nacional e levadas ao governo, tanto no âmbito do ambiente de trabalho quanto nas relações com a comunidade.

É possível destacar, entre elas, as propostas de criação de cursos de formação e capacitação profissional, com o co-financiamento da própria iniciativa privada; implantação de sistemas de certificação profissional; maior participação sindical nas decisões relacionadas à força de trabalho; treinamento intensivo sobre máquinas e equipamentos; geração de relatórios de impactos sociais/ambientais dos empreendimentos com as respectivas medidas de compensação em benefícios às populações atingidas; garantia de financiamento para planos de realocação de moradores com indenizações justas; implantação de políticas públicas de combate a práticas de exploração de crianças e adolescentes; ampliação da estrutura de segurança contra o crime organizado e o tráfico de drogas na região. As propostas discutidas na Mesa Nacional deram origem a um documento sem precedentes no setor: o “Compromisso Nacional Tripartite para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Indústria da Construção”, firmado no fim de 2011 e apre- sentado à presidente Dilma Rousseff no início de 2012. Por uma série de entraves graves – que desaguaram no impeachment – o projeto lamentavelmente não seguiu adiante.

Caso as ações previstas no Compromisso fossem colocadas em práticas, as empreiteiras teriam uma função social e mesmo econômica mais abrangentes. Provavelmente não fosse o suficiente para mudar o que estava por vir, mas possivelmente teria ajudado a evitar a incineração da indústria da construção pesada. Uma pena! Com a concretização da ideia, Eliezer teria escrito mais uma página notável da história. Em tempo: os estudos realizados ficaram guardados em alguma gaveta do Sinicon, que hoje foi praticamente absorvido pela Abdib.

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22.06.18
ED. 5894

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Brookfield e State Grid.

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