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Planos
08.06.18
ED. 5884

Ciro Gomes acena com proposta de devassa patrimonial dos presidenciáveis

Ciro Gomes estuda propor publicamente aos demais concorrentes à Presidência da República que aceitem passar por uma rigorosa auditoria do seu patrimônio pessoal. A medida funcionaria como uma espécie de amplo inventário da idoneidade dos candidatos ao Palácio do Planalto, com a anuência e cooperação de diversos órgãos competentes, a exemplo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Receita Federal, Banco Central, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) etc. Entre outras sugestões, Ciro discute com seus assessores a possibilidade de aproveitamento dos acordos operacionais feitos entre o Brasil e autoridades de outros países para a troca de informações financeiras e fiscais com o objetivo de gerar salvo-condutos para os presidenciáveis.

A medida, ressalte-se, teria um grau de profundidade e extensão muito maior do que o historicamente adotado em outros processos eleitorais. A perquirição se aplicaria não apenas ao candidato, mas também a parentes de primeiro e segundo graus. A investigação teria o devido, com a disponibilização pública das informações financeiras coletadas. A proposta embalada por Ciro Gomes pode até soar como demasiadamente invasiva. No entanto, há que se considerar que circunstâncias excepcionais pedem e justificam soluções excepcionais.

O país viverá um processo eleitoral sem precedentes, dado o grau de criminalização da política trazido – ou desvendado – pela Lava Jato. Um número de candidatos jamais visto chegará à urna eletrônica com a imagem encardida por acusações de corrupção, quando não com denúncias já formalizadas à Justiça – para não falar que o líder virtual das pesquisas à Presidência está na carceragem da PF, em Curitiba. Aos olhos da opinião pública, a premissa que prevalece hoje é a de que todos são culpados até que se prove o contrário.

Some-se a isso o fato de que o atual modelo de prestação de contas estabelecido pela legislação eleitoral revelou-se uma malha de trama larga demais, incapaz de reter devidamente indícios de enriquecimento ilícito e de eventuais malfeitos na vida pública. Em 2010, por exemplo, quando se reelegeu para o governo do Rio, Sérgio Cabral declarou ao TSE um patrimônio de R$ 843.094,42. O futuro desvendaria outras cifras. Originalmente, Ciro Gomes pensou em recuar da proposta de devassa patrimonial dos candidatos devido aos constrangimentos que ela poderia provocar junto ao PT, eventualmente um potencial aliado até mesmo para o primeiro turno. Mas, se hoje existe uma liderança política que já teve suas contas escancaradas e seus problemas assumidamente revelados é o ex-presidente Lula.

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08.06.18
ED. 5884

Reservas da discórdia

O PT discute internamente se fará um comunicado condenando antecipadamente o uso das reservas cambiais para o abatimento da dívida interna bruta. O partido defende que as reservas só devem ser mexidas para investimentos em infraestrutura. Essa ideia, aliás,
é um dos pilares do programa econômico do PT.

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08.06.18
ED. 5884

Perigo real e imediato

Em seu jogo nervoso de aproximações e distanciamentos, Michel Temer e Rodrigo Maia tiveram um discreto encontro na semana passada para discutir cenários eleitorais. Segundo o RR apurou, a conversa girou em torno da “ameaça” de uma polarização entre a esquerda – seja o candidato do PT ou Ciro Gomes – e Jair Bolsonaro.

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08.06.18
ED. 5884

Fogo amigo contra Josué

Mal saiu do chão, o balão de ensaio da candidatura de Josué Gomes da Silva já é soprado para longe pelo seu próprio partido, o PR. O líder da legenda, Valdemar da Costa Neto, tem conversado simultaneamente com Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes. Na hora certa, deverá pular no zeppelin que estiver voando mais alto.

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08.06.18
ED. 5884

Caixa e CNP não falam a mesma língua

Se a expectativa da CNP Assurances era de que a mudança na direção da Caixa Econômica pudesse destravar as conversações entre ambas, a realidade vem provando exatamente o contrário. O novo presidente da CEF, Nelson Antonio de Souza, tem se mostrado um negociador tão ou mais duro do que seu antecessor, Gilberto Occhi, para a renovação do acordo com os franceses. O nó górdio é a exigência do banco em abrir o seu balcão a outras seguradoras. Hoje, há um acordo de exclusividade com a Caixa Seguridade, joint venture entre a instituição e a CNP, acionista majoritária com 51,7% do capital. No fim de maio, as duas partes adiaram, mais uma vez, o desfecho das negociações, que se arrastam há quase um ano. Segundo o RR apurou, a nova data teria sido fixada para 30 de junho,
mas na própria Caixa a expectativa é de que dificilmente ela será cumprida. Ressalte-se que a novela afeta os interesses de um terceiro ator: a Wiz, o balcão eletrônico de seguros criado pelo próprio banco. A incerteza em relação à continuidade ou não daparceria entre a Caixa e a CNP – o contrato em vigor vence em 2021 – é uma espada sobre a corretora, forte- mente dependente da joint venture. Não por acaso, desde o seu IPO, há exatamente um ano, o valor da ação da Wiz já caiu mais de 60%.

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08.06.18
ED. 5884

Ação da Telebras sai de órbita

O risco de cancelamento do contrato com a norte-americana ViaSat para a gestão do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) tem derretido as ações da Telebrás. Em menos de um mês, a estatal já perdeu cerca de 20% do seu valor de mercado.

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08.06.18
ED. 5884

Em busca de ativos

O fundo norte-americano Summit Partners, que administra quase US$ 25 bilhões, está em busca de ativos na área hospitalar no Brasil.

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08.06.18
ED. 5884

Ferrovia cenográfica

O ministro Eliseu Padilha vem mantendo entendimentos prévios com o TCU com o objetivo de agilizar os trâmites para a licitação da Ferrogrão – o material da consulta pública deverá enviado ao Tribunal até o fim deste mês. Como se o maior problema fosse o TCU… A essa altura do campeonato, nem mesmo as grandes tradings agrícolas que colaboraram na formatação do projeto da ferrovia, como ADM, Louis Dreyfus e Cargill, acreditam que o leilão sairá ainda no governo Temer.

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08.06.18
ED. 5884

Bola de cristal

O que a 3G Radar viu que os outros investidores ainda não conseguiram enxergar? Esta é a pergunta que ricocheteia no mercado. Nos últimos dias, o fundo de Jorge Paulo Lemann tem aumentado consideravelmente sua posição na Eletrobras. Sempre comprando ações preferenciais.

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08.06.18
ED. 5884

Sobrevoando

O fundo russo VTB Capital sobrevoa o Aeroporto de Viracopos. Em delicada situação financeira, a concessionária entrou recentemente em recuperação judicial.

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08.06.18
ED. 5884

Todos os santos

A ordem no governo da Bahia é intensificar as negociações com investidores privados da área de saneamento com o objetivo de aumentar o colar de PPPs da Embasa. A medida daria um alívio aos cofres públicos. E, de quebra, irrigaria a exposição positiva do governador Rui Costa, candidato à reeleição.

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08.06.18
ED. 5884

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Econômica, CNP Assurances e 3G Radar.

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