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Planos
01.06.18
ED. 5879

Invepar, CCR e Triunfo lideram um “locaute” rodoviário

Em meio aos caos provocado pela paralisação dos caminhoneiros, a gestão Temer enfrenta outro “locaute” nas estradas. Grandes grupos de infraestrutura, notadamente CCR, Invepar e Triunfo, empurram o governo contra a parede com o objetivo de devolver em bloco concessões rodoviárias arrematadas em 2013 e 2014, jogando por terra um pacote de investimentos de mais de R$ 20 bilhões. A CCR quer se livrar do trecho de quase 850 km da BR-163, no Mato Grosso do Sul, sob sua operação. Para isso, tem feito um calculado ziguezague entre os órgãos reguladores.

Por meio da controlada MSVia, entrou na ANTT com pedido de revisão do contrato de concessão devido aos prejuízos causados por alterações imprevisíveis do cenário econômico. Na agência reguladora, a solicitação da companhia é vista como puro jogo de cena. A CCR estaria apenas criando a narrativa para jogar a concessão no colo do governo, sem ter de arcar com os investimentos previstos no edital e muito menos com qualquer sanção imposta pelo governo. Movimento similar é feito pela Invepar e pela Triunfo, que querem se desfazer, respectivamente, das concessões da BR-040 e da Concebra – esta última um emaranhado de mais de mil quilômetros envolvendo três rodovias (BR-060/153/242).

Consultadas, CCR, Invepar e Triunfo não se pronunciaram. A revoada de investidores só evidencia a fraqueza de um governo que se arvorava de ter o Congresso na mão e hoje pena para aprovar qualquer matéria de seu interesse. No ano passado, o Palácio do Planalto editou uma Medida Provisória que permitia estender por mais 14 anos o prazo para a duplicação das rodovias licitadas em 2013 e 2014. No entanto, a MP expirou neste ano sem que o governo conseguisse votá-la na Câmara. O Ministério dos Transportes chegou a acenar às concessionárias com um projeto de lei na mesma direção, ampliando o prazo para que elas pudessem cumprir os investimentos previstos no edital. Desta vez, a proposta sequer percorreu o Eixo Monumental e chegou à Praça dos Três Poderes. Caducou dentro da própria Pasta dos Transportes. O Planalto cogitou também a relicitação as rodovias, outra “solução” que ficou pela estrada.

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01.06.18
ED. 5879

Telebras sob alto risco

O eventual rompimento do contrato entre a Telebras e a Viasat para a gestão do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação – como exigem a Justiça e o TCU – custará mais de R$ 500 milhões à estatal. Dinheiro que a empresa não tem.

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01.06.18
ED. 5879

Regulação da mídia

Jair Bolsonaro já iniciou seu projeto de “regulação da mídia”. O pré-candidato tem um índex de jornalistas para os quais não dá entrevista e sequer autoriza o envio da sua agenda de campanha.

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01.06.18
ED. 5879

O candidato do Delfim

Em entrevista ao programa Poder em Foco, que será exibida no próximo domingo à noite pelo SBT, Delfim Netto revelou que tentou “várias vezes” convencer Joaquim Barbosa a disputar a eleição à Presidência. Para Delfim, o ex-ministro do Supremo seria o candidato
com mais “musculatura” para vencer a disputa.

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01.06.18
ED. 5879

O dia em que “Pôncio Parente” lavou as mãos

Em um mundo quase perfeito, o estrago político e econômico provocado pela regra de reajuste dos combustíveis com base nos preços internacionais poderia ter sido evitado há exatamente três meses e quatro dias. Vale retroagir à data de 28 de fevereiro, por ocasião de International of Oil, realizada na fundação Getúlio Vargas. Um breve resumo do diálogo entre os presidentes da Petrobras, Pedro Parente, e da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, que pode ser encontrado no Youtube, mostra como uma singela proposta teria impedido um terremoto:

Carlos Ivan: A Petrobras está vendendo seus produtos a preços internacionais. Essa regra impede interferências políticas e o populismo. Mas a inflação está caindo no Brasil. É uma coisa que não e boa para os consumidores é a volatilidade nos preços de energia. Então, como você decide o que é bom para a Petrobras o que é bom para o mercado? A solução para isso não depende da estatal porque a Petrobras tem que cobrar os preços internacionais. A saída seria substituir o ad valorem tax (imposto cobrado com base em um percentual sobre o preço), pelo adrem tax (valor fixo sobre as vendas dos combustíveis). Então, conseguiríamos separar o que é interesse do governo e o que é interesse da Petrobras, ampliando a competitividade da empresa e dos mercados internos contra as importações.

Pedro Parente: Não é verdade… Gostei do que você falou antes, mas…

Carlos Ivan: Reduziria volatilidade…

Parente: Não tenho certeza…

Carlos Ivan: Se a taxa é , se cobraria de todos, certo? Então, não faz diferença se for importado ou produzido internamente. E se temos um bom planejamento do ponto de vista das finanças públicas, deve dar o mesmo resultado. O que você acha disso?

Parente: Eu gosto dessa ideia, mas quem deveria tomar essa iniciativa? Não é a Petrobras. Então, o máximo que posso dizer é que é uma ideia muito inteligente. Mas o que eu tenho de fazer é continuar praticando os preços da política internacional. Eu tenho de manter um olho no market share e outro nas margens da empresa. Se não cuidarmos disso, o que vai acontecer é que perderemos participação no mercado ou reduziremos as margens. Então, a Petrobras está enfrentando um momento diferente. Foi muito mais fácil no passado, porque não havia concorrência. Não estou dizendo que competição é ruim. É muito bom para o país. Mas é uma nova realidade para a empresa e temos de lidar com isso. Então, eu gosto da ideia, muito inteligente, mas não nos cabe lidar com isso.

Obs: Se fosse aplicado o imposto sobre os combustíveis, o efeito sobre a majoração dos preços teria sido de 18% e não os 60% praticados.

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01.06.18
ED. 5879

Pique esconde nas contas eleitorais

Por ora, a plataforma eletrônica criada pelo TSE para a prestação de contas partidárias é, de fato, uma iniciativa virtual. A maioria das siglas – entre as quais PT, MDB, PP e PTB – não lançou suas informações financeiras no SPCA – Sistema de Prestação de Contas Anual. Os partidos têm adotado o procedimento de enviar seus demonstrativos em papel. Artimanha pura! O expediente atrasa o julgamento das contas e aumenta as chances de prescrição dos processos. Em tempo: depois de sucessivos adiamentos, o TSE promete abrir o SPCA para acesso público a partir de hoje.

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01.06.18
ED. 5879

Férias eternas?

Entre os funcionários do Estaleiro Atlântico Sul, é grande o temor de que as férias coletivas concedidas até 11 de junho sejam o prenúncio do fechamento definitivo da empresa. Os navios encomendados pela Transpetro, único pedido em carteira, seriam transferidos para outro estaleiro. A empresa da Camargo Corrêa e da Queiroz Galvão tem mais de R$ 1 bilhão em dívidas.

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01.06.18
ED. 5879

“Temer do Rio”

O PRB já considera não ter  candidato próprio ao governo do Rio dada a rasante popularidade do prefeito Marcelo Crivella.

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01.06.18
ED. 5879

2019

O Santander está incubando o IPO da Getnet, sua credenciadora de cartões. Mas é projeto só para 2019

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01.06.18
ED. 5879

PIB do 1º trimestre: todo crescimento significa recuperação?

O crescimento do PIB no 1º trimestre de 2018 foi fraco: 0,4% em relação ao trimestre anterior. É um crescimento sem empolgação empresarial. O Brasil parece ainda estar em uma crise econômica: o PIB tem um tamanho muito inferior ao PIB de 2014 (ver gráfico), a taxa de desemprego é muito elevada e a fraqueza da demanda por produtos e serviços é prolongada.

 

No 1º trimestre de 2018, a produção industrial tropeçou, esteve basicamente estagnada, com valores 10% menores em relação ao que tinha no 1º trimestre de 2014. (fonte: PMI/IBGE). O volume de vendas do comércio varejista e o volume de serviços tiveram comportamentos bastante semelhantes ao da produção industrial. (fonte: PM/IBGE e PMS/IBGE) O Brasil viveu duas crises recessivas nos anos 1981-1983 e nos anos 1990-1992. Essas crises não foram tão graves quanto é a atual. Embora o desemprego tenha crescido naquelas ocasiões, não foi um crescimento muito acentuado. Mas, mais importante: o crescimento voltou a taxas vigorosas após as duas crises do século passado. (ver tabela)

Nos anos 1981-1983 e 1990-1992, a saída da crise veio através de elevadas taxas de crescimento do PIB acompanhadas da volta dos investimentos. A volta dos investimentos está para uma economia em crise assim como a volta do apetite está para um indivíduo em situação de pós-operatório. O crescimento do investimento no 1º trimestre de 2018 foi de 0,6% em relação ao trimestre anterior. Era o esperado diante da fraqueza do paciente. Alerta para reflexão: a economia brasileira pode estar vivendo uma situação de anormalidade crônica sem mostrar sinais de colapso total ou de recuperação conectada com uma expansão. Assim, navega com taxas baixas e voláteis que são do ponto de vista aritmético identificadas como crescimento positivo, mas do ponto de vista analítico podem não significar uma real recuperação econômica.

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01/06/18 9:40h

marcosrosa

disse:

Sugiro ao RR associar esta fraqueza à taxa de juros aplicada no mercado de crédito. Para a maioria da população não fica evidente o que está acontecendo, quando Illan e Meirelles ou Guardia baixam a taxa de juros, os únicos beneficiados são as instituições financeiras, que aumentam seu spread, pois não baixam o juro para o tomador do crédito, desta forma, não impulsionam a retomada da economia. Numa economia combalida não é possível que os bancos capturem todo o benefício da redução da taxa básica de juros. Desta forma não há incentivo para que o empreendedor da economia real tome o crédito para investir. Basta verificar os resultados trimestrais dos bancos, mesmo numa economia fraca os resultados são excepcionais. No governo Lula a taxa básica era mais alta mas os bancos podiam repassar ao consumidor de crédito taxas melhores, pois a base de tomadores de crédito era maior. Com uma base de tomadores de crédito diminuída, as instituições financeiras estão fazendo seus resultados aumentando o spread. Isso vira um ciclo vicioso que apenas um governo pode quebrar. Visto o atual "governo" que temos, não espero que isso venha a acontecer, muito menos em época de eleição. Saudações, Marcos.

01.06.18
ED. 5879

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Santander e Atlântico Sul.

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