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Planos
29.05.18
ED. 5877

Cenários de risco já admitem até estado de sítio e suspensão do processo eleitoral

O “sucesso” da greve dos caminhoneiros pode resultar em uma descarga  elétrica nos movimentos sociais com  impactos  imprevisíveis sobre a Segurança Nacional e o próprio processo eleitoral. O cenário desenhado por analistas políticos não é o mais provável nem o desejável, porém é possível. Essa probabilidade, ainda que diminuta, tem levado a área de Inteligência do governo a um estado de tensão inédito mesmo em uma gestão conturbada como a de Michel Temer.

O risco de um estágio avançado de desabastecimento, suspensão dos serviços públicos e comoção social resultaria na decretação de um  estado de sítio, permitindo, segundo o  Artigo 139 da Constituição, as seguintes  medidas: obrigação de permanência em  localidade determinada; detenção em  edifício não destinado a acusados ou  condenados por crimes comuns; restrições relativas à inviolabilidade da  correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; suspensão da liberdade de reunião; busca e apreensão em domicílio; intervenção nas empresas de serviços públicos; e requisição de bens. Esse cenário tétrico não suportaria a realização das eleições. O Gabinete de Segurança Insttucional da Presidência da República, que vem sendo acusado de responsável pela não antecipação do movimento dos caminhoneiros, está inteiramente voltado a medir a pulsação dos grupos de risco na área psicossocial.

Nos últimos dias, houve um número de  alusões a greves superior ao verificado  em todo o mandato de Temer. As ondas começam a se multiplicar: o locaute dos  caminhoneiros sequer foi contornado e já há uma paralisação dos petroleiros  que pode ser iniciada ainda hoje. No Rio de Janeiro, contavam-se ontem 20 focos de greve.

O GSI tem intensificado o monitoramento das principais entidades sindicais do país, que dão crescentes sinais de aproximação entre si. O mais acentuado até o momento veio no dia 1º de maio: pela primeira vez desde a redemocratização, o quarteto organizou um ato único no Dia do Trabalho, em Curitiba, que se transformou em um  protesto contra a prisão do ex-presidente Lula. Outro movimento agudo nesta direção está previsto para o dia 8 de junho, quando representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores  (UGT) e Central dos Trabalhadores e  Trabalhadoras do Brasil (CTB) vão se  reunir.

Será o primeiro de uma série de encontros com objetivo de discutir e elaborar uma agenda única do movimento trabalhista para as eleições. As propostas serão levadas aos principais candidatos à Presidência da República. As articulações têm sido conduzidas,notadamente, pelos presidentes da CUT, Vagner Freitas, e da  CTB, Adilson de Araújo. A negociação,  por si só, já representa um fato novo no ambiente político, a começar pela quebra do estado de abulia em que as grandes centrais sindicais do país estão mergulhadas.

O movimento sugere uma possível unicidade entre atores que hoje estão não apenas distantes uns dos outros, mas identificados com partidos distintos e até mesmo de campos políticos conflitantes. A CUT é historicamente ligada ao PT, assim como a CTB, ao PCdoB. A Força, por sua vez, é o braço sindical do Solidariedade – ambos controlados pelo deputado Paulinho da Força.

Já a UGT é alinhada ao PSD, de Gilberto Kassab. No âmbito do GSI, existe uma preocupação com o efeito dominó que estes movimentos possam provocar.  Há um receio ainda maior em relação ao risco de que essas manifestações de classe venham a retroalimentar, até de forma irresponsável, algumas das campanhas eleitorais.A partir de agora, muitas ações podem ser deflagradas não necessariamente de forma espontânea e sem que se saiba muito bem suas origens – a própria paralisação dos caminhoneiros ainda é um processo cercado de interrogações. Todos estes fatores cruzados trazem a reboque a ameaça de um novo “junho de 2013”.

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29.05.18
ED. 5877

Tiroteio na base aliada de Bolsonaro

Alguns dos principais grupos de apoio de Jair Bolsonaro travam um duelo entre si. Policiais, militares, bombeiros, líderes evangélicos e maçons abrigados no PSL, a casamata partidária de Bolsonaro, disputam o direito de indicar um número maior de candidaturas ao Legislativo. Só em São Paulo há mais de 30 pré-candidatos ligados às Forças Armadas e à PM e outro tanto vinculado a igrejas evangélicas. Vagas até existem, o problema é como financiar toda essa tropa. Com apenas oito deputados federais, incluindo o próprio Bolsonaro, o PSL terá direito a uma fatia bem fininha do fundo partidário. A missão de aplainar as arestas foi entregue ao deputado Major Olímpio, presidente do PSL-SP. A julgar pelo estilo do Major, é mais fácil ele colocar ainda mais pólvora no paiol.

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29.05.18
ED. 5877

Casa de ferreiro

Segundo o RR apurou, as perdas acumuladas pela BR Distribuidora nos últimos dias devido à falta de combustível em seus postos já estariam na casa dos R$ 200 milhões. Isso para não falar do impacto da greve dos caminhoneiros sobre o seu valor de mercado: em sete dias, a ação caiu 15%.

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29.05.18
ED. 5877

Posfácio

A falência da Laselva deixou algumas das maiores editoras do país com quase R$ 50 milhões em créditos a receber no prelo – a dívida total da rede de livrarias passa dos R$ 130 milhões. A massa falida da Laselva não reúne o patrimônio suficiente para cobrir o débito.

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29.05.18
ED. 5877

Enquanto houver sol…

A chinesa State Power Investment (SPIC), que desembolsou US$ 2 bilhões pela hidrelétrica de São Simão, tem planos de construir um grande parque de energia solar no Nordeste.

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29.05.18
ED. 5877

A Copa de Temer é outra

Em meio à grave crise deflagrada pela paralisação dos caminhoneiros, o Palácio do Planalto se debruça sobre uma questão a esta altura absolutamente prosaica: a presença ou não de Michel  na estreia do Brasil na Copa, no dia 17 de junho, em Rostov. O marqueteiro Elsinho Mouco, que ainda age como se o presidente fosse disputar a eleição, defende sua viagem à Rússia. Eliseu Padilha e Romero Jucá acham a ideia um disparate. E Temer? Como de hábito, o mais provável é que reflita, reflita, reflita e nada decida, o que, neste caso, significará ficar onde está.

Por falar em Copa, as vendas de camisas da seleção brasileira estão acima das projeções da Nike. Até o momento, o total comercializado já equivale ao dobro das vendas acumuladas no fim de maio de 2014. Isso, ressalte-se, em um intervalo menor: a Nike lançou a linha 2018 apenas em março – no Mundial do Brasil, as vendas começaram no início do ano. A essa altura, a julgar pelo panelaço contra Michel Temer no domingo à noite, é possível que as novas camisas tenham outra serventia além da torcida pela seleção.

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29.05.18
ED. 5877

A indesejável Gleisi

Líderes do PT, a começar pelos governadores do Ceará, Camilo Santana, e da Bahia, Rui Costa, pressionam a executiva nacional a reduzir a participação de Gleisi Hoffmann na negociação das alianças estaduais. A presidente do PT é criticada pela inabilidade na condução das articulações e pelos entraves que tem criado para coalizões com partidos “adversários” no plano nacional, como PP e o próprio MDB.

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29.05.18
ED. 5877

Coalizão nascente

Nem Lula; nem candidatura própria. Uma parte do PCdoB visualiza um terceiro cenário para as eleições: Manuela D ́Ávila como vice de Ciro Gomes.

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29.05.18
ED. 5877

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR, Galvão Engenharia e SPIC.

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