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Planos
28.05.18
ED. 5876

Rede pressiona Marina Silva a subir no ringue eleitoral

O staff de Marina Silva empurra a candidata na direção do ringue. A recomendação de seus estrategistas de campanha é para que ela comece a golpear Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin, seus concorrentes diretos por uma vaga no segundo turno – no caso do tucano, mais pela expectativa de recuperação da sua candidatura e pelo peso eleitoral do PDSB do que efetivamente pela sua posição nas pesquisas divulgadas até o momento. A estratégia prevê que a candidata da Rede intensifique sua presença na mídia, com uma sequência de entrevistas focadas em cada um dos seus alvos, expondo suas respectivas fragilidades e contradições.

A ideia é que Marina use também os concorrentes como “escada” para ressaltar o que pesquisas de opinião encomendadas pela Rede indicam como seus maiores atributos: serenidade, coerência política e integridade. Cada um deles parece feito sob medida para um discurso de contraste com os adversários. A serenidade faz contraponto ao destempero e, não raramente, extremismo de Bolsonaro.

A coerência política é um dos pontos de vulnerabilidade de Ciro, que já vestiu camisas partidárias dos mais diversos tons. A integridade surge como um petardo na direção de Alckmin, citado na Lava Jato. O tucano, aliás, será o alvo preferencial de Marina. Ele é visto pelos estrategistas da Rede como o concorrente mais vulnerável e o mais suscetível a perder votos para a candidata – os poucos que tem.

Até porque há um entendimento de que, sob certos ângulos, Marina corre na mesma raia de Alckmin e ambos disputam uma faixa similar do eleitorado – ver RR edição de 24 de abril. A percepção entre seus colaboradores é que Marina Silva está sendo excessivamente Marina Silva, adiando em demasia sua entrada no combate eleitoral. O temor é que esta postura cobre um preço quando a campanha começar oficialmente. O risco é Marina levantar voo para cair logo à frente, como ocorreu em 2014.

Por esta razão, seu entorno recomenda ações mais contundentes. Miro Teixeira e João Paulo Capobianco, seus principais articuladores políticos, pregam que Marina acelere as viagens pelo país. Por sua vez, o economista Marcos Lisboa defende que a candidata lance uma espécie de “Carta ao Povo Brasileiro”. O objetivo seria destrinchar suas propostas para a economia, reafirmar seu compromisso com agendas inadiáveis, como o ajuste fiscal e as reformas, e, com isso, desarmar as resistências que seu nome ainda encontra junto ao empresariado. Tudo o que seus assessores querem evitar é uma repetição de 2014, quando ela anunciou dois planos para a área econômica no espaço de 15 dias, um desdizendo o outro em diversos pontos.

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28.05.18
ED. 5876

Traição assumida

Mesmo com a candidatura de Henrique Meirelles, ou talvez por causa dela, o flerte entre MDB e PSDB ganha fôlego. O RR apurou que está previsto para esta semana um encontro entre Michel Temer e Geraldo Alckmin. O tête-à-tête é costurado por Romero Jucá e Aloysio Nunes Ferreira – com a devida bênção de FHC. A última conversa entre Temer e Alckmin, por telefone, se deu em 5 de maio.

O senador tucano Cássio Cunha Lima levou uma carraspana de Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati após pedir publicamente a demissão de Pedro Parente da Petrobras. Mais um sinal do armistício entre o PSDB e o Planalto.

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28.05.18
ED. 5876

Forte candidata

A norte-americana PBF Energy é forte candidata à aquisição da funesta refinaria da Petrobras em Pasadena, na Califórnia.

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28.05.18
ED. 5876

Recortes de um adeus

A AES parece estar preparando uma gradual despedida do Brasil. Concluída a venda da Eletropaulo, os norte-americanos vão se dedicar à negociação da AES Uruguaiana. Ficariam apenas com a geradora AES Tietê. Sabe-se lá por quanto tempo…

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28.05.18
ED. 5876

Fux joga para Fux decisão sobre o tempo de propaganda eleitoral

O presidente do TSE, Luiz Fux, tem dado sinais de que vai empurrar para sua outra Casa judiciária, o STF, a decisão sobre a regulação do tempo de TV para a propaganda eleitoral deste ano. A articulação conduzida por Fux prevê que o Supremo se antecipe e julgue a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pelo Podemos, de Alvaro Dias, que também fez uma consulta formal sobre o tema ao TSE. Fux, por sinal, veste de fato duas togas no caso: além de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, é o relator da ADI no STF. O Podemos pede que a divisão do tempo de TV se baseie no tamanho das bancadas no Congresso em 2018, após a última janela partidária, e não em 2014, como estabelece a regra atual. Alvaro Dias, claro, seria beneficiado com a mudança.

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28.05.18
ED. 5876

Quanto deve a Queiroz Galvão Energia?

A dívida da Queiroz Galvão Energia é um fio desencapado no processo de venda da companhia para o Mubadala. O fundo e a Queiroz Galvão divergem quanto ao real tamanho do passivo, considerado pelos árabes se não uma caixa preta, uma área de penumbra na contabilidade da companhia. Os valores oscilam entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. A cifra é determinante para o valor final do negócio – as negociações preveem que o Mubadala assuma as dívidas da Queiroz Galvão Energia. O maior credor é a GE, que cobra aproximadamente R$ 400 milhões.

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28.05.18
ED. 5876

Ciro e Eunício, inimigos íntimos

Maquiavel dizia que, na política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã. E vice-versa, complementariam Ciro Gomes e Eunício de Oliveira. Desafetos até recentemente, ambos se uniram e têm dado as cartas nas eleições para o governo do Ceará. Ciro e Eunício apoiarão o petista Camila Santana, candidato à reeleição. Fecharam ainda uma aliança com o Solidariedade e o PSD. De quebra, Eunício garantiu seu apoio à candidatura de Cid Gomes, irmão de Ciro, ao Senado. Até que eventualmente a próxima eleição os separe…

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28.05.18
ED. 5876

Agenda 15

A Casa Civil ressuscitou o projeto de privatização da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) e da CeasaMinas. Pelo andar da carruagem, é mais um plano de desestatização do governo Temer que será anunciado para nada acontecer.

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28.05.18
ED. 5876

Teatrinho Trol

Emissários do governador Marcio França (PSB) negociam com a equipe de Luiz Marinho, candidato do PT ao Palácio Bandeirantes, um pacto de não agressão. Que obviamente será bilateralmente rompido quando a campanha começar para valer.

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28.05.18
ED. 5876

Principal ponte

Rubens Ometto, dono da Cosan, já pontifica como uma espécie de “ministro da Agricultura” de Geraldo Alckmin. Tem sido a principal ponte entre o tucano e o agronegócio.

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28.05.18
ED. 5876

O legado de J. Hawilla

A morte do empresário J. Hawilla , fundador da Traffic, não significa necessariamente a morte de suas memórias. Consta que o delator-mor do “Fifagate”, que levou à prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, deixou um acervo de depoimentos inéditos tanto para a Justiça norte-americana quanto brasileira.

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28.05.18
ED. 5876

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, AES, Queiroz Galvão e Mubadala.

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