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Planos
25.05.18
ED. 5875

O RR na crise dos preços da Petrobras

45. O Relatório Reservado sabe que foi o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, quem ligou para Pedro Parente dizendo que o governo teria de mexer na política de preços da Petrobras.

. O RR não ouviu, mas tem certeza do tom de voz arrogante e do caráter afirmativo de Moreira ao comunicar a decisão em nome do presidente Temer.

. A newsletter não estava próxima, mas é quase como se tivesse visto Parente suspirar fundo e afirmar a Moreira que retornaria com a melhor fórmula de colaboração da empresa.

. O RR tem a informação do charivari ocorrido na cúpula da Petrobras depois da chamada telefônica de Moreira Franco, com consultas a conselheiros e deliberações em conjunto com a diretoria executiva.

. A newsletter sabe também que o insight de reduzir o preço do diesel por um curto prazo, a “solução temporária”, foi do próprio Parente, em meio a múltiplas ideias.

.  O RR tem convicção de que o presidente da Petrobras não cogitou deixar o cargo, pelo menos no calor dos fatos, segundo disse a colaboradores. Parente é um homem de aparelho de Estado, forjado nas maiores crises. Não deixaria a luta por fricote de orgulho ferido.

. Segundo o RR, a sinalização dada ao mercado incomodou bastante Parente. Em um ano político, com um presidente da República caindo aos pedaços, não há por que os agentes financeiros pensarem que este episódio de intervenção na política de preços foi o único.

.  O RR extraiu daquele ambiente conturbado que uma das grandes preocupações do presidente da estatal e seu staff diz respeito ao impacto da medida sobre os planos de desinvestimento da empresa. Que investidor aceitará se associar à área de refino da Petrobras com esse grau de intervencionismo do governo?

. Parente tem consciência da ranhura que a medida representa na sua gestão, que pode ser considerada o melhor acontecimento do governo Temer.

.  O RR tem certeza de que um dos detalhes que mais irritou Parente foi a forma como o “Gato Angorá” falou com ele.

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25.05.18
ED. 5875

Os muitos nomes para o ajuste fiscal de Ciro Gomes

A proposta de Ciro Gomes de incluir os gastos financeiros do Estado como parte integrante de um esforço para o ajuste fiscal pode ser interpretada de diversas formas, tendo em vista que a medida não foi detalhada. Pode ser considerada uma corruptela do projeto do senador José Serra – que Joaquim Levy tentou implementar no governo Dilma – de criar um teto do crescimento da dívida bruta. Nesta hipótese, conforme ensaiou o próprio Ciro, o controle das contas primárias teria papel essencial, mas os gastos nominais não seriam ignorados.

O pré-candidato poderia estar pensando em uma derivada do modelo mais clássico, de criação de um superávit nominal, defendido tradicionalmente pelo ex- ministro Delfim Netto e pelo economista Affonso Celso Pastore. Ciro incluiria na meta de superávit algum componente móvel de redução da dívida mobiliária de forma a criar pressões do próprio sistema para que o resultado primário permitisse a folga necessária à não utilização do resíduo financeiro. Os adversários de Ciro Gomes não pestanejam e enxergam a ideia como uma proposta de tabelamento dos juros ou atraso do pagamento de parcelas da dívida interna, o que caracterizaria uma “regra de moratória institucionalizada”.

O RR prefere ver como um mecanismo de pressão capaz de, ao melhor estilo Leonel Brizola, cindir a burguesia. A contribuição do corte no gasto financeiro seria um expediente previsto para não ser usado, a não ser com a autorização do Congresso Nacional. Uma “regra de platina”, digamos assim. Ciro usaria da manobra do “não ter de usar” para angariar apoio ao seu efetivo projeto de política fiscal: cortar as renúncias e subsídios que chegam a R$ 170 bilhões, incluindo descontos de planos de saúde, indústria automobilística, Zona Franca etc etc… A ver.

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25.05.18
ED. 5875

Funai sente a falta do seu general

O chão treme na Funai. Além da demissão do diretor administrativo, Francisco Ferreira, flagrado em uma conversa telefônica supostamente favorecendo fornecedores da estatal, o Palácio do Planalto cogita também o afastamento do presidente Wallace Bastos, há menos de um mês no cargo. O assunto está na mesa do ministro Eliseu Padilha. O prematuro troca-troca soa como um mea culpa. O Planalto avalia ter cometido um erro ao substituir o general Franklimberg Ribeiro de Freitas por Bastos, indicado pelo PSC. Os nove meses de gestão do general foram de relativa calmaria na Funai, mesmo com a grave situação orçamentária. Consultada sobre uma possível mudança na presidência, a Funai disse não ter sido informada a esse respeito. Esclareceu ainda que a denúncia contra Ferreira não “está relacionada à atual gestão máxima do órgão, instaurada há apenas 20 dias.”

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25.05.18
ED. 5875

Voto de silêncio

A prisão de Eduardo Azeredo gerou reações distintas na equipe de campanha de Geraldo Alckmin. O núcleo de comunicação, comandado pelo marqueteiro Lula Guimarães, recomenda uma estratégia agressiva: Alckmin jogaria Azeredo aos leões e defenderia publicamente sua expulsão do PSDB, na linha do “Nós não somos iguais a eles…”. No entanto, os tucanos puro sangue, como os deputados Silvio Torres e Samuel Moreira e o cientista político Luiz Felipe D ́Ávila, pregam prudência. Aconselham Alckmin a deixar a poeira baixar até que o próximo escândalo transforme a prisão de Azeredo em nota de rodapé. Adivinhem qual recomendação o Picolé de Chuchu vai seguir?

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25.05.18
ED. 5875

Sabesp abre guerra judicial contra órgão regulador

O governador Marcio França já ergueu o polegar direito e deu sinal verde para a Sabesp entrar na Justiça contra a Arsesp, a agência de energia e saneamento de São Paulo. A estatal contesta o reajuste de 3,5% das suas tarifas concedido pelo órgão regulador. O percentual ficou abaixo da alíquota prevista em nota técnica da própria Arsesp, de 4,77%. Daqui a pouco, do jeito que a coisa caminha, vai ter carro-pipa fazendo um locaute em São Paulo por causa dos preços da água.

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25.05.18
ED. 5875

Bolsonaro atropela seu partido

O PSL parece fadado a servir apenas de hospedagem eleitoral para Jair Bolsonaro. Dois meses após a sua filiação, o Capitão ainda não “entrou” no partido. Sua interlocução com os líderes da sigla, incluindo Luciano Bivar, presidente do PSL, é praticamente nula. Tudo que diz respeito a sua campanha passa exclusivamente pelas mãos de seus fi lhos – Flavio, Eduardo e Carlos Bolsonaro – além do economista Paulo Guedes, seu virtual ministro da Fazenda. Será que alguém no PSL esperava algo diferente?

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25.05.18
ED. 5875

Última viagem

O RR apurou que executivos da matriz deverão desembarcar no escritório do Walmart Brasil na próxima semana. Qualquer semelhança entre a visita e o anúncio da venda da operação brasileira para o fundo Advent não seria mera coincidência.

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25.05.18
ED. 5875

Recomendação

Os estrategistas de Henrique Meirelles têm recomendado a contratação de um afinador de piano para colocar sua voz no lugar. Pesquisas mostram que sua dicção mais afasta do que atrai o ouvinte.

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25.05.18
ED. 5875

E o vento levou…

O secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, está prestes a ser eletrocutado por Moreira Franco. Mas não ficará muito tempo ao relento. Deve assumir a presidência da ABEEólica, da qual sempre foi bastante próximo.

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25.05.18
ED. 5875

Baixa temporada

O acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, lócus das manifestações contra a prisão de Lula, parece estar perdendo sua razão de ser. A presença de políticos e personalidades diminui a cada dia. Até a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reduziu suas visitas ao local.

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25.05.18
ED. 5875

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Walmart e Sabesp.

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