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Planos
21.05.18
ED. 5871

Um escorpião destila a chapa Alckmin-Meirelles

Fernando Henrique Cardoso já emplacou a equipe econômica; agora quer fazer o vice de Geraldo Alckmin. Mentor do movimento feito por Alckmin na semana passada, colando sua campanha ao dream team do Plano Real, à frente Pérsio Arida e Edmar Bacha, FHC dedica-se a costurar a aliança entre o PSDB e o MDB e consequente indicação de Henrique Meirelles como companheiro de chapa do candidato tucano. Pelo menos é o que se espera entre os próceres tucanos. Sabe-se que FHC é ambíguo por natureza. Mas, a priori, o rito será cuidadosamente cumprido.

Nesta semana, FHC deverá se reunir com Michel Temer, detentor da caneta do orçamento do governo e um dos árbitros do MDB. Além da costura política, trata-se do cumprimento do protocolo, pois Temer ainda não anunciou a inevitável retirada da sua pré-candidatura à Presidência. Há informações de que a desistência poderá ser formalizada amanhã, durante o lançamento do documento “Encontro com o Futuro”, do MDB.

Na ocasião, o partido anunciaria a candidatura de Meirelles. Ainda que isso ocorra, os dados continuarão rolando até o início oficial da campanha. O fato é que FHC parece disposto a usar seu poder de sedução para convencer Meirelles a ser a peça que falta na chapa de Geraldo Alckmin. A dobradinha “Alckmin-Meirelles” teria a sonoridade capaz de atrair DEM, PP, PTB, PSD etc. Ao mesmo tempo, poderia, enfim, colocar um brilho nos olhos opacos da Av. Paulista e da Faria Lima, por ora, desanimados com a abulia daquele que seria sua imagem e tradução eleitoral.

O ex-ministro detém ainda um ativo único, capaz de levar a candidatura Alckmin para um terreno do eleitorado que o PSDB não consegue alcançar. Por ser politicamente bipolar (PT e MDB), Meirelles pode reduzir a contaminação da impopularidade do governo Temer e afirmar que, sob sua gestão no BC, o país viveu um período de distribuição de renda e ascensão social sem precedentes na história – será papel dos marqueteiros fazer a parte maior do que o todo, leia-se o governo Lula. A entrada em cena de FHC é uma boa e uma má notícia para Geraldo Alckmin. Ela traz a reboque toda a sinuosidade característica do semi-deus dos tucanos.

Ao mesmo tempo em que a presença de FHC dá maior senioridade política e poder de articulação à campanha de Alckmin, pode ser também o seu alçapão. Da mesma forma como se encantou com Luciano Huck e sutilmente estimulou sua candidatura, FHC não titubearia em atravessar a rua caso surgisse outro nome capaz de empolgar o eleitorado e amalgamar os partidos de centro, algo que Alckmin não conseguiu até o momento. É da natureza do escorpião.

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21.05.18
ED. 5871

Contagem regressiva

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e seus bluecaps do Copom ainda têm cinco reuniões em 2018 para mostrar se houve coerência na decisão de manter os juros da taxa Selic. É o prazo para se saber se haverá ou não a necessidade de uma nova carta envergonhada da autoridade monetária, justificando-se pela inflação abaixo do piso da meta.

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21.05.18
ED. 5871

Que maldade

Na rádio Polícia Federal antecipa-se que, um dia após Michel Temer deixar o Palácio do Planalto, será deflagrada a “Operação Bela Lugosi”. Que maldade!

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21.05.18
ED. 5871

Se fosse para ser eleito…

A pretensão de João Amoedo de importar Arick Wierson, o marqueteiro do ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, tem esbarrado nas cifras. As primeiras sondagens assustaram o pré-candidato do Partido Novo: os valores de Wierson são, na média, três vezes maiores do que os cobrados pelos marqueteiros brasileiros. É bem provável que Amoedo recorra ao produto nacional.

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21.05.18
ED. 5871

Petrobras ainda busca o “ponto ótimo” do compliance

A troca de guarda na nevrálgica área de compliance da Petrobras é cercada de expectativas na companhia. Segundo o RR apurou, Rafael Mendes Gomes assume hoje a diretoria de Governança e Conformidade em substituição a João Elek com uma missão prioritária conferida pelo alto comando da estatal: reestruturar o departamento de apuração de denúncias. O preço da Lava Jato será sempre a eterna vigilância e um grau de rigidez por vezes um tom acima.

No entanto, a área tem sido alvo de críticas dentro da Petrobras: os funcionários enxergam muitos excessos e baixa efetividade. O departamento é questionado por acolher acusações pouco fundamentadas, pela falta de qualidade técnica das investigações, pela baixa transparência e por penalizações consideradas indevidas. Há hoje um caso notório dentro da sede, na Av. Chile: um gerente que atuava no projeto da Petroquímica Suape foi demitido por justa causa devido a acusações graves de irregularidades.

No entanto, o funcionário contesta a denúncia. Em carta enviada à Ouvidoria, elenca uma série de questões que põem em xeque a profundidade das investigações internas. O cenário hoje em nada lembra a terra-arrasada de 2015, quando João Elek assumiu a área de Governança e Conformidade – única diretoria da Petrobras em que o titular deve ser obrigatoriamente contratado no mercado. Elek chegou em meio ao turbilhão da Lava Jato e da maior crise da história da Petrobras.

Em três anos, estruturou o modelo de compliance da companhia e encerrou as ações coletivas das quais a estatal era alvo nos Estados Unidos, fechando o acordo de US$ 3 bilhões no ano passado. Elek, é bem verdade, teve um sobressalto na sua passagem pela empresa: em agosto do ano passado foi afastado temporariamente do cargo devido à contratação direta, sem licitação, da Deloitte, no momento em que sua filha se candidatava a uma vaga de emprego na empresa de auditoria – acabaria contratada pouco depois. O caso chegou ao Comitê de Ética da Previdência da República. Elek foi inocentado.

Teve melhor sorte do que as dezenas de funcionários da estatal que passaram pelo crivo da sua diretoria e acabaram demitidos por conta de denúncias até mais brandas. Desse episódio, surgiu, inclusive, um cargo sui generis na Petrobras. A área de compliance é a única a ter um diretor adjunto. Segundo informações filtradas da companhia, o posto foi criado profilaticamente para suprir uma eventual suspensão definitiva de Elek. Curiosamente, a função foi mantida mesmo após a volta do executivo.

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21.05.18
ED. 5871

Cochichos da Big Apple

João Doria e Benjamin Steinbruch tiveram uma longa conversa a sós na última semana, durante a passagem dos dois por Nova York para os rapapés do Grupo Lide ao juiz Sérgio Moro.

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21.05.18
ED. 5871

Revolução digital

Antes de sair da presidência da Lojas Riachuelo, Flavio Rocha deixou um alentado plano de investimento para reformular a área de e-commerce da empresa. Segundo o RR apurou, o aporte gira em torno dos R$ 10 milhões. De repente, dá tempo de Rocha retornar ao comando da rede varejista em outubro para colocar a estratégia em execução. Procurada pelo RR, a Riachuelo informou que “não abre seus investimentos por área”.

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21.05.18
ED. 5871

Por um fio

Fundador da Netshoes, Marcio Kumruian está por um fio no cargo de CEO. É grande a pressão dos fundos norte-americanos devido ao esfarelamento da ação nas bolsas.

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21.05.18
ED. 5871

Do milho ao frango

O fundo chinês Citic vai entrar pesado no negócio de abate de aves no Brasil. Faz todo o sentido: o fundo detém 20% do mercado de sementes de milho no país.

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21.05.18
ED. 5871

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, Netshoes e Citic.

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