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Planos
18.05.18
ED. 5870

Pedro Parente quer deixar a “PetroGreen” como um de seus legados

Ainda circunscrita ao âmbito das discussões de cenários e megatrends, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e seu comitê estratégico voltaram a se debruçar sobre uma ideia que ronda a estatal já faz tempo. Trata-se da conversão da companhia, hoje integralmente focada na exploração, refino e distribuição dos derivados de petróleo, em uma empresa voltada também à produção e comercialização de energia limpa. A “PetroGreen” já foi, inclusive, pauta de reunião do Conselho de Administração nas gestões de Henri Philippe Reichstul e de José Sérgio Gabrielli. Com a eclosão da Lava Jato, a crise financeira da companhia e o imbróglio fiscal do país, além da hegemonia do pensamento desestatizante no Brasil, essas ideias submergiram em um profundo estado de criogenia.

Agora que as águas por onde navega a Petrobras estão mais tépidas, é possível a Parente pensar em um prazo mais longo sem que a gestão do dia a dia ameace incinerá-lo. O executivo sabe que os dados já estão jogados: as petroleiras em todo o mundo vêm se transformando em companhias de energia latu sensu, com a ampliação do core business crescentemente em favor da geração de energia limpa. O pré-sal seria uma dádiva, um ponto de apoio na direção do futuro. Só que essa âncora estaria se tornando cada vez mais fluida devido à velocidade dos fatos.

A repetição do truísmo de Keynes tornou-o até enfadonho, mas ele continua imbatível; “A realidade muda, eu mudo”. A Petrobras não mudou e está cada vez mais distante do seu amanhã estratégico, não obstante todos os surveys projetarem uma queda da demanda dos derivados de petróleo vis-à-vis as novas energias. Nas duas últimas gestões da companhia, a diversificação foi praticada até com algum entusiasmo.

A estatal encantou-se com o biodiesel a partir de insumos renováveis da natureza e criou a Petrobras Biocombustível. Montou também um colar de PCHs, o que, no rastro da saga de malfeitorias da empresa, logo depois tornou-se um projeto controverso devido ao processo de escolha dos sócios, modelo de negócio e motivações outras inconfessáveis. O alvo nas PCHs caiu por terra e os ativos desmobilizados. A unidade de biodiesel, por incompetência em criar mercado, também se escafedeu.

O espaço natural para que a companhia crescesse fora do petróleo seriam as áreas de energia solar e eólica, conforme já dito. Faz todo sentido, com a redução da sua alavancagem, a Petrobras provisionar no seu orçamento recursos a serem aplicados no investimento em diversificação energética. Em tempos de Lava Jato e paranoia quanto à interpretação de novos gastos, é provável que o desenvolvimento de projetos de energia limpa fique como recomendação para o futuro governo. Mas folga saber que a “PetroGreen” está sendo pensada a sério.

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18.05.18
ED. 5870

Centrais sindicais apertam os cintos

Se um dos objetivos cruzados da reforma trabalhista era minar a força dos sindicatos como grupo constituído de poder, está surtindo efeito. A Força Sindical teve uma receita de R$ 48 milhões em 2017. Para este ano, a previsão é arrecadar apenas 20% desse valor. A União Geral dos Trabalhadores (UGT), por sua vez, reduziu seu orçamento de R$ 24 milhões no ano passado para pouco mais de R$ 8 milhões em 2018. Ambas já não conseguem assegurar os empregos dos trabalhadores que representam e talvez nem dos seus próprios. Tanto na Força quanto na UGT, fala-se em demissões.

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18.05.18
ED. 5870

Entre a Lava Jato e as fraudes fiscais

O clã dos Peixoto de Castro tem novo encontro marcado com a Lava Jato. O TRF4, de Porto Alegre, negou o pedido de adiamento do julgamento do empresário Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares, previsto para o próximo dia 30. “Poleca”, como é chamado pelos amigos, foi absolvido em primeira instância pelo juiz Sergio Moro. No entanto, seu pesadelo ainda está longe do fim. O Ministério Público Federal entrou com recurso. O julgamento do dia 30 se refere ao processo 5030883-80.2016.4.04.7000. Segundo investigações do MPF, o empresário teria pago mais de R$ 7 milhões em propinas para que a Apolo Tubulars, empresa do Grupo Peixoto de Castro (GPC), conseguisse contratos junto à Petrobras. Os últimos dias, por sinal, têm sido particularmente terríveis para os Peixoto de Castro, outrora donos de uma das maiores fortunas do Rio de Janeiro. Paulo Cesar e seu irmão, Antonio Joaquim Peixoto de Castro Palhares, foram denunciados pelo Ministério Público do Rio por supostas fraudes tributárias na antiga Refinaria de Manguinhos, controlada pela família até 2008. “Poleca”, aliás, parece querer distância do seu passado. Nas últimas duas semanas, vendeu o que ainda tinha de ações da holding GPC Participações

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18.05.18
ED. 5870

Porta de saída

A General Atlantic, artífice da oferta de ações da Arco Educação na Bolsa de Nova York, olha, sobretudo, para o próprio umbigo. O fundo norte-americano quer aproveitar a janela do IPO para reduzir sua participação no capital, hoje de 26%. O valuation da empresa deve chegar à casa dos R$ 2 bilhões

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18.05.18
ED. 5870

O pôquer de Kassab

Gilberto Kassab confidenciou ao presidente Michel Temer a intenção de deixar o Ministério das Comunicações em julho para cuidar das campanhas do PSD a governador. No Palácio do Planalto, no entanto, a sinalização foi vista como um blefe, uma tentativa oblíqua do ministro de ganhar maior poder de barganha na negociação de eventuais alianças entre o seu partido e o MDB. Kassab não tem mandato parlamentar. Se deixar o Ministério, perderá a marquise do foro privilegiado.

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18.05.18
ED. 5870

Alvaro Dias testa sua reforma tributária

Alvaro Dias, o pré-candidato que não quer economistas aparecendo mais do que ele, encomendou ao ex-secretário de Fazenda do Paraná Luiz Carlos Hauly um proposta de reforma tributária para ser “testada” junto ao empresariado

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18.05.18
ED. 5870

Turismo oficial

O cancelamento das duas viagens que Michel Temer faria à Ásia em maio e em julho deixou pequenos papagaios nos cofres públicos. A União gastou quase R$ 2 milhões com passagens, hospedagem e outros custos das equipes precursoras do Palácio do Planalto e do Itamaraty, que se dedicaram aos preparativos para as visitas de Temer que não ocorrerão.

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18.05.18
ED. 5870

20 anos em 2

Ciro Gomes fez troça, ontem, com o infeliz slogan do governo – “20 anos em 2” – em palestra na Câmara de Comércio Brasil-Suécia. Segundo Ciro, os marqueteiros de Temer esqueceram do sinal negativo. “São -20 em 2”.

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18.05.18
ED. 5870

O embaixador da BRF

Além de apaziguador dos ânimos societários e conselheiro, Luiz Fernando Furlan terá outra missão na BRF: usar o prestígio de ex-ministro para garimpar novos mercados para a empresa, notadamente no Oriente Médio.

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18.05.18
ED. 5870

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, General Atlantic, Força Sindical e UGT.

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