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Planos
17.05.18
ED. 5869

Elliot quer tirar o Brasil da área de cobertura da Telecom Italia

A súbita ascensão do Elliot na Telecom Italia lança um nevoeiro de incertezas sobre a TIM Brasil. A operadora brasileira tornou-se uma companhia espremida entre dois donos com visões antagônicas em relação ao futuro do grupo no país. Para todos os efeitos ainda a maior acionista individual da Telecom Italia, a Vivendi defende um projeto de longo prazo para o mercado brasileiro. Longo prazo, no entanto, não é da natureza do Elliot, um carcará que pega, mata e come seus ativos, regurgitando-os sob a forma de realização do lucro no menor espaço de tempo possível.

A julgar pelos primeiros sinais que chegam de Roma, o fundo abutre de Paul Singer já começa a fazer pressão pela venda da TIM Brasil. A ave de rapina norte-americana só tem olhos para o quanto a empresa brasileira despejaria no caixa da Telecom Italia e, consequentemente, no seu. Tomando-se como base apenas o valor de mercado da TIM, portanto, sem qualquer prêmio de controle, as cifras giram em torno dos US$ 10 bilhões. O bote do Elliot sobre a Telecom Italia embaralhou todo o quadro de forças da companhia.

A rigor, a Vivendi segue com a gestão executiva, personificada na figura do CEO Amos Genish, ex-presidente da Vivo. No entanto, não se sabe até que ponto os franceses e o próprio Genish terão poder de voto e de veto dentro do grupo em questões de tamanha magnitude como esta. O fundo abutre tomou para si o board da Telecom Italia ao assumir dois terços das cadeiras e expurgar dez representantes da Vivendi e de acionistas minoritários. Por ora, enquanto o destino da TIM Brasil não ganha contornos mais nítidos, tudo leva a crer que não haverá mudanças na direção da companhia.

Stefano de Angelis deverá ser mantido na presidência da empresa. Sob sua gestão, a operadora até tem apresentado bons resultados, como o lucro de R$ 1,2 bilhão no ano passado. No entanto, de Angelis é considerado um executivo opaco se comparado aos antecessores, notadamente Luca Luciani, tão fulgurante quanto controverso – Luciani foi afastado da Telecom Italia depois do escândalo conhecido como Sim Card, quando foi constatado que ele inflou artificialmente a base de assinantes da empresa. De Angelis, por sua vez, é o oposto: dirige a TIM Brasil sem sobressaltos, mas também sem um grande investimento ou plano mais ousado. Seu baixo perfil é justamente o que deve fortalecê-lo e garantir sua permanência no cargo. Aos olhos do Elliot, talvez o executivo seja o homem certo no lugar certo, o “gondoleiro do tédio” que conduzirá a TIM Brasil na direção de um novo controlador.

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17.05.18
ED. 5869

A “EPE” da Av. Chile

A área criada pelo BNDES para estruturação da projetos é uma espécie de EPE – Empresa de Pesquisa Energética – ampliada. A EPE, como se sabe, foi muito celebrada na partida e espezinhada no decorrer do tempo. O BNDES, que terceirizará boa parte da análise de projetos, vai fazer a alegria das “McKinsey’s da vida”.

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17.05.18
ED. 5869

Copa dos milhões

A conta é de um dos principais advisers de Neymar. Só com contratos de publicidade firmados para a Copa do Mundo, o craque vai embolsar, em média, cerca de R$ 2 milhões para cada um dos 30 dias da competição.

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17.05.18
ED. 5869

Senhorio

O fundo Chow Tai Fook (CTF), de Hong Kong, está revirando o mercado imobiliário do Rio em busca de empreendimentos na área corporativa. Não faltam pechinchas: em três anos, os preços dos imóveis comerciais na cidade caíram, em média, 15%. O CTF já tem negócios no Brasil. Injetou R$ 290 milhões no Cidade Matarazzo, híbrido de torre residencial, hotel e shopping em São Paulo.

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17.05.18
ED. 5869

Bolsonaro abusará do “marketing mata-leão”

O que, para qualquer outro candidato, seria um terrível antimarketing, no caso de Jair Bolsonaro se torna uma propaganda valiosa. A fama de brigão será explorada ao máximo possível em sua campanha. Pesquisas recém-chegadas ao seu comitê mostram que a reputação de “durão”, “agressivo” e “pit bull” lhe traz mais bônus do que ônus: não tem só ajudado a galvanizar seu eleitorado fiel como a atrair indecisos numa escala maior do que as intenções de voto eventualmente deixadas pelo caminho. A imagem de Bolsonaro será cada vez mais associada ao combate, de forma a valorizar o seu jeito “brawler” de ser.

Vale tudo para reforçar o “marketing do octagon”, inclusive recorrer aos próprios profissionais do ramo: uma das ideias é atrair famosos lutadores de UFC como garotos-propagandas de Bolsonaro. Os primeiros golpes dessa estratégia de campanha foram ensaiados no último sábado. Eram pouco mais de 23 horas, quando o homem de camisa social azul para fora de calça, escoltado por seguranças e assessores, irrompeu por uma das entradas  laterais e ganhou vagarosamente o piso central da Jeunesse Arena, no Rio. Mal conseguiu andar diante da aglomeração que instantaneamente se formou ao seu redor.

Bastaram poucos segundos para que os urros de “Mito!” e “Uh, é Bolsonaro” revoassem pelo ginásio, abafando as vaias que espocavam aqui e ali. Entre as redes do octagon, Lyoto Machida e Vitor Belfort, que fazia a última luta da sua carreira, viraram mero detalhes, dois engaiolados perdidos na paisagem. Naquele momento, Bolsonaro tornava-se a grande estrela do UFC 224.  Acomodado na quinta fileira de trás pra frente entre as cadeiras dispostas na área VIP, Bolsonaro passou boa parte do tempo acenando para o público e disparando autógrafos. Ali, o capitão estava em casa. Pouco mais de 20 minutos depois, deixou o local para se instalar em um setor reservado. O evento, cuidadosamente organizado nos mínimos detalhes, não suportava duas atrações simultâneas. Bolsonaro já havia ganho o cinturão da noite, além de milhares de posts nas redes sociais e preciosas imagens para seus programas de campanha.

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17.05.18
ED. 5869

Emoções volta a viver um momento lindo

Roberto Carlos não gosta nem de se lembrar desses detalhes, mas, depois de um 2017 em que quase tudo foi para o inferno, a Emoções Incorporadora começa a sair da crise. Hoje, o próprio Rei é aguardado em Goiânia para o lançamento de um empreendimento residencial de R$ 150 milhões. A incorporadora do cantor já estuda também novos empreendimentos no Nordeste, a começar por Aracaju (SE).

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17.05.18
ED. 5869

Os Ciros de Benjamin

O presidente do PDT, Carlos Lupi, articula com o senador Ciro Nogueira, comandante do PP, uma aliança nas eleições aos governos estaduais. A dobradinha envolveria pelo menos cinco dos estados em que o PDT pretende lançar candidato próprio. Seria mais um tijolo na construção da possível chapa entre Ciro Gomes e Benjamin Steinbruch, que se filiou ao PP.

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17.05.18
ED. 5869

O “golpe” é coisa do passado

Ao que parece, o PT não guardou ressentimentos eleitorais pelo impeachment de Dilma Rousseff. Com as bênçãos de Lula e o imprimatur de Gleisi Hoffmann, o partido negocia alianças em seis estados, entre os quais Piauí e Paraná, com o MDB e o PP, que votaram em peso pelo afastamento de Dilma

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17.05.18
ED. 5869

Hiperglicemia

A Alvean, joint venture entre a Cargill e a Copersucar, avança para o Oriente. Além do acordo recém-firmado com a Al Khaleej, dos Emirados Árabes, maior processadora de açúcar do mundo, está em negociações com duas grandes refinarias da Índia. Deve fechar com ambas um contrato de longo prazo para o fornecimento da commodity. É negócio para mais de US$ 1 bilhão por ano.

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17.05.18
ED. 5869

Ponto final

Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: TIM Brasil, Alvean e Emoções.

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