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16.05.18
ED. 5868

Sondagem relâmpago RR: Lula e PT estão fazendo da esquerda um pastel de vento

O Brasil está deixando a esquerda de lado. E o PT, em última instância, é o responsável por essa tendência. O RR ousa essa afirmação com base em sondagem relâmpago junto a 4.100 assinantes, escolhidos aleatoriamente. Dessa amostragem, 212 responderam às provocações. Foram feitas duas perguntas simples. A primeira: “Na sua avaliação, está ocorrendo uma migração ideológica no país? Se positivo, ela se dá entre que campos políticos?” O RR também perguntou aos assinantes: “Quem é o responsável por esse deslocamento?” As alternativas apresentadas foram os nomes de todos os partidos, com uma subpergunta aberta diretamente associada: “A partir de quando esse deslocamento se iniciou?”

Entre os consultados, 51% afirmaram que há, sim, uma migração ideológica no Brasil e ela ocorre do campo da esquerda para o centro. Um percentual de 76% aponta o PT como gerador dessa “desesquerdização”. E 47% indicam o ano de 2017,marco do calvário de Lula e véspera da comemoração do aniversário de 200 anos de Karl Marx, como período de infecção mais aguda do socialismo no Brasil. O RR não arrisca dizer que se trata de uma septicemia, até porque os dados são simplórios e sua leitura pode estar contaminada por viés de todos os lados, a começar pela base de assinantes da newsletter, majoritariamente conservadora.

A enquete não passaria de um divertido e incompleto teste se os seus resultados não fossem ao encontro do que dizem, de forma matizada, intelectuais de esquerda, tais como o petista Tarso Genro, o ex-petista (mas obcecado pelo PT) Francisco de Oliveira, Jessé de Souza e, em uma galáxia maior, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos. Em análises variadas, o processo de “desesquerdização” estaria vinculado ao comportamento do PT no governo. A leitura do posicionamento desses analistas permite resumida conclusão. O partido teria cedido em demasia desde a primeira hora, com o advento da Carta ao Povo Brasileiro, a fixação em manter uma “coalizão baleia de aliados” no Congresso – com os custos obrigatórios dessa decisão -, o abandono de uma agenda de reformas desenvolvimentistas e a incapacidade de comunicação das suas lideranças no momento em que a esquerda, encarnada pelo PT, foi naturalmente associada à corrupção pelos seus opositores.

O ponto de maior fadiga do material seria o mais recente período dos preparativos para a prisão de Lula. Na emulsão do ex-presidente com o PT, Lula é dominante. Sendo assim, é condutor de todas as decisões do partido, com a concordância absoluta dos seus acólitos. O ex-presidente suspendeu a luta política com base em um discurso de esquerda e condicionou a batalha eleitoral, hoje caminho fundamental para a reafirmação ideológica, a um substrato da sua questão penal. Em uma visão impressionista, não há mais PT no ringue, não há mais esquerda – cujos direitos de representação, no Brasil, são de domínio quase exclusivo do partido – dividindo o espectro ideológico.

Só há a prisão de Lula e a coação de que o futuro da esquerda, pelo menos no curto prazo, dependerá do reconhecimento da sua inocência e absolvição. Tal como na pintura de Goya sobre Saturno devorando seu filho, Lula estaria triturando o PT, o socialismo e os retalhos da utopia da solidariedade. Essa autofagia do PT, com os seus movimentos que empurram o partido para fora do game político, tem permitido que jogadores que não são da esquerda se apoderem dessa patente, casos de Ciro Gomes e de Marina Silva.

Ambos ocupam um terreno baldio. Capturam o campo de esquerda pela ausência ou eclipse de seus moradores originais. Trazem para um “centro pragmático” – eufemismo para uma “nova direita arejada” – palavras soltas do pensamento progressista para ilustrar o pavilhão do seu grêmio político. Vai ver essa alternância é saudável, o ciclo do socialismo de raiz passou e o melhor para as esquerdas é mesmo saírem de cena para fazerem sua autocrítica. Quem sabe?

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16.05.18
ED. 5868

Steinbruch vs. Steinbruch

A venda da laminadora norte-americana LLC por US$ 400 milhões, fechada pela CSN nesta semana, promete esquentar ainda mais a batalha judicial entre o clã Steinbruch. Leo e Clarice Steinbruch, primos de Benjamin, pretendem contestar a negociação na Justiça. A alegação é que a CSN não poderia se desfazer da empresa em meio ao processo judicial aberto em março, no qual Leo e Clarice questionam a partilha dos bens da família. Na visão dos primos insurretos, Benjamin teria acelerado a venda da LLC como uma gincana para escapar de uma eventual divisão do valor do ativo.

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16.05.18
ED. 5868

O erro de cálculo da Queiroz Galvão

Os minoritários da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) esperam que a empresa não tenha sido tomada, ainda que por um único instante, pelo estilo OGX de estimativas de produção. A projeção original da QGEP indicava que o primeiro poço no Campo de Atlanta, na Bacia de Santos, produziria já na partida 12 mil barris/dia. Posteriormente, a companhia se viu obrigada a reduzir a previsão para 10 mil barris/dia. Ainda assim, passou longe. A produção inicial não supera os 7,2 mil barris/ dia. E, mesmo que quisesse, a QGEP não conseguiria cumprir a alardeada meta: a bomba reserva do poço – o equipamento primário queimou logo na largada – só tem capacidade para 8 mil barris/dia.

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16.05.18
ED. 5868

Josué terá trabalho para unificar o PR

Cortejado por candidatos à Presidência de todos os matizes, que veem no empresário o vice ideal, Josué Gomes da Silva chegou ao PR e já percebeu que terá de lidar com uma geleia partidária. Por ora, ninguém se entende. Um grupo, capitaneado pelo deputado Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes de Lula e de Dilma Rousseff, quer deslizar a sigla para uma aliança com o PT. Outra facção, à frente o senador Magno Malta, está alinhada com Jair Bolsonaro. E há uma massa de parlamentares que aguarda o “Centrão” se definir para ver o que pode levar na mesa de negociações.

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16.05.18
ED. 5868

Vendetta elétrica

O MDB de Minas Gerais, liderado pelo vice-governador Antonio Andrade, quer a cabeça do presidente de Furnas, Ricardo Medeiros. O alvo, em última instância, é o deputado federal Rodrigo Pacheco, responsável pela indicação de Medeiros para o comando da estatal. Pacheco deixou o MDB recentemente para concorrer ao governo de Minas Gerais pelo DEM. É tido hoje como o grande adversário de Fernando Pimentel.

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16.05.18
ED. 5868

Decoupling

Henrique Meirelles quer se descolar da gastança que será realizada pelo presidente Michel Temer. O discurso será o de que, enquanto permaneceu na Fazenda, o orçamento esteve equilibrado. Tá bem… Equilibrado, com déficits superiores a R$ 100 bilhões.

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16.05.18
ED. 5868

Barbosa na TV

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, quer ao menos aproveitar Joaquim Barbosa como  garoto-propaganda do partido. A ideia é que o ex-presidenciável grave depoimentos de apoio aos candidatos da sigla aos governos estaduais. Se nem isso, do que vale ter Barbosa como filiado?

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16.05.18
ED. 5868

Playground do Cunha

A Operação Greenfield está triscando em um fundo de pensão do setor elétrico que já foi o playground de Eduardo Cunha.

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16.05.18
ED. 5868

O onipresente Doria

João Doria não desencarnou do figurino de prefeito de São Paulo. Vai aproveitar sua passagem por Nova York, como anfitrião da palestra que Sérgio Moro fará hoje em evento do Grupo Lide, para se reunir com fundos norte-americanos. Na agenda, a privatização do Anhembi e do Autódromo de Interlagos. O atual prefeito, Bruno Covas, também estará presente nas conversas. Mas isso é apenas um detalhe.

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16.05.18
ED. 5868

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Queiroz Galvão Exploração e Produção e CSN.

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