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Planos
25.04.18
ED. 5854

CVM autônoma é irmã siamesa do BC independente

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tem em mãos um surpreendente projeto de lei para a ampliação da autonomia e do espectro dos órgãos de fiscalização dos bancos, da área monetária e do mercado de capitais. Em resumo, além do projeto de lei que institui a autonomia do Banco Central, com mandato fixo para presidentes e diretores e somente demissíveis pelo Senado Federal, o marco legal seria estendido, aumentando os poderes da CVM, que também seguiria o modelo de maior autonomia da SEC norte americana. O PL híbrido de Maia diverge da proposta da Casa Civil por ampliar os poderes de autoridade monetária além do que Michel Temer e companhia consideram confortável do ponto de vista político.

A proposta de conceder independência também à CVM não é sequer cogitada, até porque a estrutura da autarquia é limitada, seu orçamento, baixo, e corpo funcional, restrito. A mudança de status exigiria mais recursos para o “xerife do mercado de capitais”. No Palácio do Planalto, o que se fala é que o monstrengo somente foi criado por Maia para pressionar o governo. No futuro, o deputado acabará tendo de repetir Ulysses Guimarães. O “Senhor Diretas”, após a assinatura da Constituição cidadã, em 1988, confessou ao seu amigo e ex-ministro da Previdência Raphael de Almeida Magalhães: “Criamos o Ministério Público. Agora temos de ver como o tiramos da Constituição”.

Seria depositado na fatura de Rodrigo Maia ou de quem mais viesse a sucedê-lo redirecionar a regulamentação de um BC autônomo, evitando que ele se transforme em uma Procuradoria Geral da República com poderes sobre as áreas cambial e monetária, só para dizer as mais sensíveis. A CVM seria a cereja do mecanismo de pressão. A autarquia não consegue hoje fazer valer seu papel de xerife do mercado porque é cerceada de todas as maneiras e sua governança é tida como destituída de força legal. A instituição que teria de julgar e punir as informações privilegiadas que criminalizam as operações do mercado de valores mobiliários cobra multas pífias, demora séculos para fazer seus julgamentos e jamais realizou qualquer operação coordenada com a Polícia Federal.

Temer e companhia possuem motivos de sobra para ter receio dessas iniciativas, travestidas de virtuais ameaças. Um estado policialesco pode ir trilhando um caminho sem volta se todos os órgãos do aparelho de Estado vão institucionalizando sua existência como se independentes fossem do próprio Estado. Não é bem isso o que Maia pode levar para discussão e votação do Congresso. Mas é exatamente isso o que o Palácio do Planalto interpreta.

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25.04.18
ED. 5854

Última imagem

A última empresa a abandonar o Rio que feche a porta, por favor. Agora quem se despede é a Fuji Xerox. Vai para São Paulo, para não variar. Em outros idos, antes de ser adquirida pela Fuji, a Xerox era referência entre as multinacionais na cidade, com suas instalações arrojadas na Av. Rodrigues Alves. Da antiga sede não sobrou nenhum tijolo.

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25.04.18
ED. 5854

Mais uma produção para Padilha

A Netflix está dissecando o Brasil. Depois do “Mecanismo”, a próxima atração deverá ser uma série sobre o crime organizado no país. José Padilha é pule de dez para comandar a operação.

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25.04.18
ED. 5854

Nó societário

A Cemig e a colombiana ISA costuram a fusão da Taesa e da CTEEP, suas respectivas controladas da área de transmissão. A nova empresa teria mais de 27 mil quilômetros de rede, sendo responsável pelo transporte de quase um terço da energia do país. Teria ainda um ebitda de R$ 3,5 bilhões. Tamanha geração de caixa seria fundamental para a Cemig abater sua dívida de R$ 14 bilhões.

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25.04.18
ED. 5854

Um tributo à professora Conceição

O filme “Livre Pensar”, cinebiografia da professora Maria da Conceição Tavares, dirigida por José Mariani, com a primeira exibição prevista para hoje na Universidade Federal do Rio de Janeiro – locus acadêmico da mestra -, é motivo para rejúbilo do RR. Primeiramente, é uma homenagem à distinta aniversariante, que ontem completou 88 anos. Durante quase quatro décadas, Conceição prestigiou esta newsletter com análises afiadas e uma profunda indignação com os desatinos da política econômica.

A professora é uma força viva da natureza. Quem a assistiu nos anos 70 e início da década de 80 discursando solitária para grandiosas plateias nos eventos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência sabe bem do que se trata o magnetismo e a fúria de Conceição. Ela era a única economista mulher em um setor dominado exclusivamente por homens, debatendo, discursando, brigando, em meio ao chauvinismo, ao preconceito e à ditadura.

Durante todo esse tempo, Conceição foi personagem invariável de uma disputa tola, mas, ao mesmo tempo, engrandecedora: quem é o maior economista do Brasil? “Ceiça” disputava no mesmo plano que seu mentor Celso Furtado e os adversários ideológicos Roberto Campos e Mario Henrique Simonsen. Todos eram igualmente geniais. Todos erraram e acertaram em diferentes momentos. Em recente conversa com o RR, Conceição encerrou um depoimento desapontada com o Brasil, mas mantendo a fibra de sempre: “Eu não me vergo. Eu não desisto”. Uma lição de garra e paixão.

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25.04.18
ED. 5854

Netshoes sob o fogo amigo

É grande a pressão dos acionistas, notadamente o Temasek, fundo soberano de Cingapura, sobre o CEO da Netshoes, Marcio Kumruian. Além da recente troca na diretoria financeira, os investidores fazem carga por novas mudanças na gestão. Exigem também um agudo corte de custos – no primeiro trimestre do ano, as despesas operacionais dispararam em relação a igual período no ano passado (24%). Os fundos sabem onde o calo lhes aperta: desde o IPO da Netshoes, em abril do ano passado, a ação já caiu mais de 60%.

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25.04.18
ED. 5854

Disputa acirrada

Além da indonésia April, a chilena Arauco também teria apresentado uma oferta pela fabricante de celulose paulista Lwarcel, da família Trecenti. O valor gira em torno de R$ 2 bilhões. Procurada, a “Lwarcel confirmou que está em processo avançado com potenciais interessados”.

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25.04.18
ED. 5854

Novo aliado

O lobby dos cassinos ganhou um importante aliado. O novo ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, tem se empenhado junto à base aliada pela aprovação do projeto de lei que libera o jogo no Brasil.

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25.04.18
ED. 5854

Até parece…

A antipática reação de Joaquim Barbosa diante dos jornalistas após a reunião com a cúpula do PSB, na última quinta-feira, tinha outro endereço: Carlos Siqueira Campos, presidente nacional do partido. Campos garantiu a Barbosa que a imprensa não teria acesso a ele ao fim do encontro. Quando deixou o local da reunião, o circo já estava armado.

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25.04.18
ED. 5854

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Xerox, Cemig, ISA, Arauco e Netshoes.

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