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Planos
24.04.18
ED. 5853

Marina Silva ganha plumagem de tucana e avança sobre Geraldo Alckmin

No jeito, estilo e discurso, Marina Silva está se revelando mais tucana do que os próprios tucanos. No entanto, no que diz respeito ao seu adversário e quase congênere emplumado, Geraldo Alckmim, Marina o atacará como uma ave de rapina amazônica. A orientação do seu comitê de campanha é bater forte no ex-governador quando se trata da Lava Lato e mesclar com uma crítica mais suave ao falar sobre a competência dos seus próprios quadros técnicos, a consistência do programa de governo e sua trajetória ilibada. É a hora em que a harpia de olhos fundos vai renascer com a plumagem de um tucano.

Graças a uma rara capacidade de mimetismo político, a candidata da Rede tem atraído para a sua campanha o que mais parece ser uma equipe de FHC melhorada. Já fazem parte do ecossistema de Marina os economistas André Lara Rezende, Eduardo Giannetti e Ricardo Paes de Barros. Agora, ela está trazendo para o time Marcos Lisboa. O próximo passo de Marina é agregar a este liberal um personagem de apelo popular e impacto midiático. Algo parecido com um Luciano Huck.

A Marina Silva tucana em nada lembra a Marina Silva seringueira. O notório esforço para encarnar o ideário liberal transformou Marina em uma espécie de Lepidothrix vilasboasi, pássaro raro da Amazônia considerado pela ciência a primeira ave híbrida da América. A sua “social democracia amazônica” tem lhe permitido ser uma parabólica de um espectro da centro-direita que ainda vaga com uma lanterna na mão em busca do seu candidato. A Marina tucana faz sucesso nos Jardins e na Avenida Paulista, vide a histórica relação com Neca Setubal, herdeira do Itaú, e Guilherme Leal, sócio da Natura – ainda que este último tenha se afastado mais recentemente.

No entanto, a “tucana transgênica” vai além e chega aonde o “tucano puro-sangue” não consegue ir. Graças a sua origem, sua trajetória política e à própria história no PT, Marina tem algo que Alckmin praticamente desconhece: povo. De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, 91% da população de renda mais baixa sabem que é Marina Silva, contra 82% de Alckmin. No eleitorado como um todo, seu recall é superior: 94%, contra 87%. Ou seja: a candidata que, não obstante ter disputado duas eleições presidenciais, está longe de manter uma exposição intensa é mais conhecida pelo brasileiro do que o político que governou o maior estado do país por 12 anos e quatro meses.

O confronto direto guarda ainda outro número favorável à Marina: seu índice de rejeição é inferior ao de Alckmin – 22% a 29%. Geraldo Alckmin é hoje um boxer grogue, cambaleante, tentando sair das cordas. Marina baila ao seu redor como se fosse Cassius Clay. Pela métrica que for, ela o nocauteia em  força eleitoral, vide as redes sociais. No Facebook, a candidata da Rede tem mais de 2,2 milhões de seguidores; o ex-governador se arrasta para chegar à marca de um milhão. E nesse duelo privado, há ainda uma diferença fulcral: Marina não está na Lava Jato. Talvez até pelo seu permanente estado de mutação e “desmutação”, Marina Silva tem outra vantagem: entre os principais presidenciáveis, talvez seja hoje quem mais tem capacidade de sorver votos de candidatos de diferentes espectros, a começar pelo próprio Alckmin.

Além de ser uma ameaça ao PSDB, Marina pode capturar apoios do Centrão, leia-se a geleia na qual patinam Michel Temer, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, Alvaro Dias e Paulo Rabello de Castro. Historicamente próxima a órgãos da sociedade civil mais vinculados ao campo da esquerda, como sindicalistas, sem-terra, ambientalistas, Marina pode ainda fisgar eleitores do próprio Lula e de seu aguardado “poste”. O xeque-mate seria a dobradinha Marina Silva-Joaquim Barbosa. Os sinais de aproximação são patentes. Marina, ressalte-se, já enviou parte do seu programa a Barbosa, pedindo que ele opinasse sobre as propostas, não necessariamente na condição de candidato, mas como homem público. Seria uma combinação com tempero brasileiro ao gosto do eleitor, uma chapa com pinta de segundo turno.

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24.04.18
ED. 5853

O banco de fomento da “Regra de Ouro”

Uma das principais missões do novo presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, é arrancar do orçamento mais R$ 30 bilhões, além dos R$ 100 bilhões devidos ao Tesouro e com pagamento previsto para este ano. O dinheiro vai todo para cumprir a “Regra de Ouro”. Se conseguir o feito, o total de repasses do banco chegaria a R$ 160 bilhões, considerando que já foram pagos R$ 30 bilhões. Oliveira, quando estava ministro do Planejamento, era o único integrante da equipe econômica que insistia na impossibilidade de honrar com os compromissos da “Regra de Ouro”. Segundo ele, se conseguir pagar em 2018, não paga em 2019.

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24.04.18
ED. 5853

Nobel de medicina

Paulo Guedes quer voltar à PUC-Rio, não exatamente como professor, mas como sócio. O virtual ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro fez uma oferta para se associar à universidade na montagem de uma faculdade de medicina. A primeira proposta foi descartada pela direção da PUC-Rio, mas Guedes prepara nova ofensiva. “Paulinho” e o sócio Júlio Bozano uniram-se ao empresário Elie Horn, dono da Cyrela, em um fundo para a área de saúde. Com cerca de R$ 800 milhões em carteira, o trio tem como objetivo criar uma rede de escolas de medicina e comprar ativos no setor hospitalar. No ano passado, adquiriu o Hospital São Lucas, em Ribeirão Preto (SP).

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24.04.18
ED. 5853

KKR deixa a porta entreaberta

Sacramentada a venda de sua participação na empresa de TI Aceco, o futuro da KKR no Brasil está aberto. Há pressão dos investidores norte-americanos para que a gestora – uma das maiores dos Estados Unidos, com mais de US$ 150 bilhões em ativos – deixe o país. A venda da Aceco foi um negócio doloroso e deficitário: quatro anos depois de entrar no negócio, a companhia não receberá sequer um terço do R$ 1,2 bilhão que pagou. Os executivos no Brasil, no entanto, ainda tentam convencer a matriz a permanecer. Se a KKR ficar, certamente não será pelo otimismo em relação às chances eleitorais de seu ex-conselheiro sênior, Henrique Meirelles.

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24.04.18
ED. 5853

O novo cardápio da Fogo de Chão

Deu na “Rádio Restaurante” que o grupo Fogo de Chão, um potentado na área de churrascarias rodízio, estaria estudando diversificar sua oferta. Uma das ideias seria a aquisição da tradicional marca do Angu do Gomes, que já chegou a ter 40 carrocinhas no Rio. O projeto seria exportar o hábito de comer polenta mole para a terra do Tio Sam, começando por Dallas, onde é a sede do Fogo de Chão. Se a história se confirmar, quem sabe não se terá no futuro um IPO do Angu do Gomes.

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24.04.18
ED. 5853

Arrastão elétrico

A China Power Investment Corporation (SPIC) prepara um bote duplo sobre a Usina de Santo Antônio. O RR apurou que, além da participação da Cemig, os chineses negociam a compra das ações pertencentes ao FIP Amazônia, administrado pela Caixa Econômica. A operação conjunta poderá chegar a R$ 4 bilhões. A SPIC passaria a ter 30% da usina, só atrás da Eletrobras (39%).

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24.04.18
ED. 5853

Ilan Goldfajn e a pedra filosofal

“Uma recuperação gradual é melhor do que uma forte recessão”, diz o presidente do BC, Ilan Goldfajn, ao descobrir a pedra filosofal.

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24.04.18
ED. 5853

O gordo e o magro

A repercussão, notadamente nas redes sociais, da entrevista de Jô Soares a Fabio Porchat na semana passada atiçou a direção da Record. Nos corredores da emissora, fala-se em aproveitar a química entre os humoristas da nova e da velha geração em um novo projeto. O contrato de Jô com a Globo acabou recentemente.

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24.04.18
ED. 5853

Sangue quente

Nem bem fechou a aquisição da rede de laboratórios mineira Labfar, o Hermes Pardini está muito perto de fechar a compra de duas empresas de medicina diagnóstica. A dupla operação deve ser anunciada em maio.

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24.04.18
ED. 5853

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Hermes Pardini, KKR e Caixa Econômica.

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