Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
19.04.18
ED. 5850

Lava Jato investiga as elétricas relações entre Aécio Neves e Sergio Andrade

Aécio Neves tem os dois pés muito bem fincados no setor elétrico. A Polícia Federal, que já vasculhou as relações heterodoxas entre Aécio e Furnas, agora está investigando denúncias do envolvimento não convencional do senador com a Cemig. As apurações passam obrigatoriamente pelo empresário Sérgio Andrade e pela associação entre a Andrade Gutierrez e a estatal mineira. A operação é a peça-chave do quebra-cabeças.

Há suspeitas de transferência de recursos da Cemig em benefício de Aécio a partir justamente da entrada da empreiteira no capital da distribuidora. Uma parcela do dinheiro teria sido destinada para financiar, irregularmente, campanhas eleitorais do senador e de aliados do PSDB. A Polícia Federal garimpa contratos com fornecedores e parcerias com terceiros realizadas pela Cemig entre 2009 e 2011 – não por coincidência, um ano antes e um depois do ingresso da construtora no seu capital. A PF investiga também outras pontas no relacionamento entre Aécio e Sergio Andrade.

É o caso da participação da Andrade Gutierrez no consórcio que ganhou a licitação para a construção da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro, em 2007. Delatores da Lava Jato já relataram o pagamento de propina a Aécio referente ao contrato de R$ 2 bilhões. No fim de 2009, a Andrade Gutierrez assumiu uma dívida de R$ 2,11 bilhões da AES com o BNDES. Em troca, recebeu dos norte-americanos o equivalente a 32,96% do capital votante da Cemig, ações que haviam sido dadas como garantia ao banco de fomento.

À época, Aécio Neves foi mais do que um entusiasta da associação. Usou toda a sua influência como governador de Minas Gerais para garantir o intrincado acordo e a presença da construtora no capital da distribuidora de energia. Para Aécio, tinha de ser a Andrade e ponto. A rigor, ressalte-se, o negócio só viria a se consumar efetivamente em junho de 2010, quando ele já havia se desincompatibilizado do cargo de governador para concorrer ao Senado.

No entanto, o acordo entre Andrade Gutierrez, AES e BNDES foi fechado em 22 de dezembro de 2009, quando Aécio ainda estava no governo. A operação transformou Sergio Andrade em um minoritário peso-pesado da distribuidora. Ele passou a ter voz não só na condução da estratégia de negócios da Cemig, mas em questões capitais como política de distribuição de dividendos, parcerias operacionais, contratos com terceiros. A dobradinha Aécio/Sergio Andrade se espraiava também sobre a Light, controlada pela estatal mineira. Uma fonte da distribuidora fluminense ligada a Jerson Kelman, que comandou a empresa entre março de 2010 e agosto de 2012, afirma que era perceptível a influência de Aécio junto a acionistas da companhia.

Kelman,B por sinal, deixou a presidência da Light por conta de divergências com executivos indicados pela Cemig e pelas tentativas da companhia mineira de interferir na gestão da controlada. O RR entrou em contato com os citados. A Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre investigações em andamento”. A assessoria de Aécio Neves diz que “a entrada da Andrade Gutierrez como sócia da Cemig não guarda nenhuma relação com o governo de Minas e, por extensão, não guarda nenhuma relação com o senador”.

Ressalta também que “a Andrade Gutierrez comprou as ações da Cemig diretamente do BNDES. Foi, portanto, uma negociação com o governo federal, à época administrado pelo PT”. Ainda de acordo com a assessoria de Aécio, “Quando a Andrade Gutierrez se tornou sócia da Cemig (em junho de 2010), o senador não era mais sequer governador do estado (março de 2010). Portanto, não poderia ter qualquer relação com a operação”. A Cemig não quis se manifestar sobre o assunto. O RR fez também seguidas tentativas de contato com a Andrade Gutierrez até depois do horário estipulado para o fechamento desta edição. O último e-mail para a assessoria da construtora foi enviado às 19h08, seguido de um recado telefônico. No entanto, a empresa não retornou.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Uma ponte de volta para casa

O ex-diretor do BNDES Carlos Costa prepara-se para voltar à área acadêmica, de onde é egresso. Deverá lecionar muito provavelmente no Insper. Até há algumas semanas, Costa era dado como um dos mais fortes candidatos à sucessão de Paulo Rabello de Castro. Seu prestígio no banco era crescente. Para se ter ideia do seu grau de influência, basta verificar a soma de responsabilidades do seu antigo cargo: diretor de Planejamento e das Áreas de Crédito, Área de Comércio Exterior e Fundos Garantidores, Área de Indústrias de Base e Área de Tecnologia de Informações, além do departamento de comunicação do banco. A história de Costa é, curiosamente, tangenciada pelo nome “Paulo”. Antes de Rabello de Castro, um outro “Paulo”, o Guedes, atravessou sua trajetória profissional. O ex-diretor do BNDES foi um dos fundadores do Ibmec-SP, que pertencia, à época, a Guedes e a Cláudio Haddad. Hoje este último é o dono do Insper, cujo embrião foi o Ibmec-SP. Se confirmada sua ida para o Insper, ela será uma volta de 360 graus, ou seja, um retorno aonde o futuro começou.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

O “poste” do PSDB

O deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) já intensificou tratativas com o PSDB em busca do apoio do partido a sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Na sua avaliação, a decisão do STF de tornar Aécio Neves réu implodiu de vez as chances de Antonio Anastasia de disputar as eleições. Como peça de convencimento, Pacheco se vende como o “único” capaz de retomar o poder em Minas. “É isso ou mais quatro anos de Fernando Pimentel”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Sugestão do Chuchu

Michel Temer gostou da “dica” dada por Geraldo Alckmin em recente entrevista. Vai ele mesmo fechar a Empresa de Planejamento e Logística, criada para tocar o projeto do trem-bala que nunca saiu do papel.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Baixa voltagem

Não tem tempo bom para nenhuma das seis distribuidoras federalizadas pela Eletrobras. Mas, no governo, há um consenso de que a Ceron, de Rondônia, não sobrevive se a privatização não sair até o fi m do ano. A empresa carrega um passivo de quase R$ 2 bilhões. Só com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sua dívida é de R$ 700 milhões. O curto-circuito da Ceron seria um desastre para a Eletrobras. Segundo o próprio balanço da holding, o custo de liquidação da distribuidora é superior a R$ 3,5 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Os artilheiros do Tetra

O Podemos cogita o nome do deputado estadual Bebeto como vice de Romário na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Aos olhos do partido,nenhuma outra sigla conseguirá reunir uma dobradinha tão popular. Ainda mais depois que as principais lideranças da política fluminense tomaram um cartão vermelho da Lava Jato.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

A sina do Makro

Após uma rara visita do lucro, no balanço de 2016, o Makro voltou a operar no vermelho no Brasil. Trata-se de um mau presságio para o CEO da rede atacadista no país, Marcos Ambrosano, há pouco mais de um ano no cargo. Os holandeses costumam trocar de presidente no Brasil como quem muda de roupa. Ambrosano é o terceiro em três anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Da sacada

O empreiteiro Fernando Cavendish, pego com a boca na botija na Lava Jato, festejou animadamente a prisão de Lula da sacada do seu estonteante apartamento na Av. Delfim Moreira. O roto falando do esfarrapado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Hectolitros de etanol

A norte-americana Summit Agricultural Group, que se uniu à Fiagril para a construção de uma fábrica de etanol de milho em Lucas do Rio Verde (MT), já faz planos de montar mais duas usinas no país. Ambas deverão ficar no Centro-Oeste. Ao todo, os investimentos dos norte-americanos em terras brasileiras devem passar dos US$ 400 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Makro e Summit Agricultural Group.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.