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Planos
18.04.18
ED. 5849

Disputa entre acionistas racha o telhado da Eternit

A Eternit tornou-se uma espécie de “Síria corporativa”. As duas “super-potências” que se enfrentam em seu território atendem pelos nomes de Lírio Parisotto e Luiz Barsi Filho – dois dos maiores ativistas do mercado de capitais brasileiro. Os dois acionistas duelam pela primazia na condução do processo de recuperação judicial.

Parisotto estaria trabalhando por mudanças na gestão, notadamente o afastamento do atual presidente, Luis Augusto Barbosa. Seria a, na mesma moeda, pela saída de Nelson Pazikas do comando da Eternit, em abril de 2017. A degola de Pazikas, mais identificado com Parisotto, teria se dado por pressão de Barsi. As divergências se estendem às medidas que serão adotadas no plano de recuperação judicial. Na mão contrária de Parisotto, Luiz Barsi defende uma freada no processo de diversificação da fabricante de telhas e a venda das operações de louças e metais sanitários.

Esse caldeirão societário tem como pano de fundo a maior crise da história da Eternit. Com um passivo de R$ 230 milhões, a empresa precisa converter todas as suas fábricas de telhas de amianto, proibido pelo STF. Tem ainda uma espada sobre sua cabeça. Foi condenada, em primeira instância, a pagar R$ 500 milhões de indenização a trabalhadores da mina de São Félix (BA) e a moradores da região pela exposição ao amianto, de efeito cancerígeno.

Procurada, a Eternit confirmou que a conversão de suas fábricas será concluída até dezembro. Sobre a venda de ativos, informou que “redirecionará o seu portfólio de produtos e negócios”. Perguntada sobre desentendimentos entre acionistas e mudanças na gestão, não quis se manifestar. Também consultados, por meio da assessoria da Eternit, Luiz Barsi e Lírio Parisotto não se pronunciaram.

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18.04.18
ED. 5849

O cabo de guerra da Eletropaulo

O leilão da Eletropaulo está frenético. Segunda maior acionista, atrás da BNDESPar, a AES passou o dia de ontem tentando elevar a oferta para a casa dos R$ 32 por ação, o que jogaria o valuation da empresa para próximo dos R$ 7 bilhões – até o fim da tarde, a proposta mais alta era da italiana Enel (R$ 28). Como forma de aditivar os lances, os norte-americanos garantem que a Eletropaulo tem um crédito de R$ 1,5 bilhão a receber da CTEEP, controlada pela colombiana Isa. No entanto, a Enel, assim como NeoEnergia e Energisa, também na disputa pela distribuidora, consideram o montante de difícil recebimento. A cobrança é um desdobramento do acordo firmado entre a Eletropaulo e a Eletrobras para o pagamento de uma dívida de R$ 1,5 bilhão – antecipado pelo RR na edição de 8 de fevereiro.

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18.04.18
ED. 5849

No bolso de Lemann

O RR apurou que, nos últimos 12 meses, os roubos de cargas das Lojas Americanas no Rio de Janeiro já somariam cerca de R$ 30 milhões. É por essas e outras que, volta e meia, os executivos da rede varejista discutem o fechamento do centro de distribuição no Rio.

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18.04.18
ED. 5849

Convicto

João Doria encomendou sondagem incluindo seu nome entre os candidatos à Presidência. Está convicto de que bate os 13% de Geraldo Alckmin no último Datafolha.

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18.04.18
ED. 5849

Dr. Watson

Das duas uma: ou o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, é um mentecapto em busca criminal ou é cheio de esperteza e deu uma pista errada à imprensa ao informar que já tem uma linha principal de investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco. Disse até quem é o alvo das ações: as milícias. Faltou entregar nome e endereço.

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18.04.18
ED. 5849

Despressurização

Desde março, quando anunciou a redução dos dividendos, a ação do Smiles não para de perder altitude. O valor de mercado da companhia já caiu cerca de R$ 600 milhões.

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18.04.18
ED. 5849

O Dom Casmurro do Banco Central

Com eleições presidenciais, o Congresso Nacional travado e o empresariado inseguro, não há muita coisa que os ministros substitutos da Fazenda, Eduardo Guardia, e do Planejamento, Esteves Colnago, possam fazer neste ano. Mas o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tem a força. Não fosse a conhecida teimosia, já no mês de maio, na próxima reunião do Copom, Ilan poderia fazer História. Se trouxer a taxa Selic dos atuais 6,50% para 6%, estará injetando um pouco mais de gás em uma economia que insiste em andar de lado. Ilan tem dito ao mercado que o ciclo de flexibilização monetária deverá ser interrompido após uma redução da taxa em 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 6,25%.

A partir daí, o BC se recolheria em prudente expectativa, observando o resultado da política monetária. Em outras palavras, Ilan congelaria a Selic em 2018. Os juros do resto do ano seriam os da próxima reunião do Copom. O presidente do BC teme que uma redução um pouco mais ousada da taxa carregue o risco de um aumento de juros mais à frente. Ilan Goldfajn mira nos juros americanos, na guerra, no câmbio e na ascensão de um presidente populista.

No caso de uma descolada do real, já anunciou que tem farta munição de swaps cambiais para desovar no mercado. Quanto à possibilidade do futuro mandatário ter uma visão divergente da economia, não há política monetária que se interponha à vontade soberana do povo. E durma-se com uma Selic ainda elevada, ignorando a queda da inflação abaixo do piso da meta (3,5%); a vampirização da economia resultante da capacidade ociosa; a resiliência do desemprego em 12,4%; o recuo das previsões do crescimento do PIB para o intervalo entre 2,6% e 2,4% (o governo cravava 3%); e a oportunidade histórica de pressionar para baixo os juros bancários, com um argumento da maior solidez.

O fato, repita-se, é que só o BC tem a força nesse momento. E sendo verdade, está à frente o risco de mais desaquecimento da economia e desemprego. Com um peteleco, puxando mais 0,25 ponto percentual e deixando a Selic em históricos 6%, Ilan reverteria essa entortada macroeconômica. Ou, no mínimo, colaboraria efetivamente para uma melhoria no ambiente econômico. Como alterações nos juros têm uma inércia de cinco a seis meses para locomover a economia, a hora seria agora. Com a vantagem adicional de ainda contribuir para uma desaceleração na relação dívida bruta/PIB.

Quem sabe teríamos um fim de ano um pouco melhor? A birra foi má conselheira do presidente do BC em seu ciclo anterior  de manutenção dos juros em um nível astronômico, quando o IPCA já indicava uma descida ladeira abaixo. Ilan Goldfajn teve de sair baixando os juros em desabalada carreira para reduzir o prejuízo na economia. Repetir o erro com o sinal trocado levaria Ilan à galeria das autoridades monetárias que mais desprezaram os agentes produtores e o tecido social do país. Tudo por pura teimosia.

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18.04.18
ED. 5849

A maré virou para a B3

A B3, que até então tinha todo o interesse em procrastinar o caso, agora pressiona o Cade para acelerar o processo contra a ATS Brasil em torno da abertura de uma nova bolsa de valores no país. O objetivo é surfar na onda da Lava Jato e aproveitar a criminalização da concorrente para barrar o projeto. Na semana passada, o empresário Arthur Machado, presidente da ATG Brasil – por sua vez, acionista da ATS – foi preso na operação que apura desvios de recursos na Postalis. O fundo de pensão dos Correios aportou cerca de R$ 120 milhões no negócio.

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18.04.18
ED. 5849

Zona do agrião

Eduardo Cunha fincou raízes firmes na CBF. A bancada da bola já se mexe para garantir a permanência do deputado federal Marcelo Aro na nova gestão da CBF, eleita ontem. Aro, cria do ex-presidente da Câmara, ocupa a diretoria de ética da entidade.

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18.04.18
ED. 5849

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Lojas Americanas e AES.

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