Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

Planos
10.04.18
ED. 5843

Entrega de satélite à Viasat causa interferências na soberania nacional

À exceção do ministro Gilberto Kassab, está difícil encontrar quem defenda o contrato firmado entre a Telebras e a norte-americana Viasat para a exploração comercial do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Como se não bastasse a reação contrária em bloco da Justiça, da AGU, do TCU e até das operadoras de telefonia, o acordo enfrenta também resistência no Ministério da Defesa e nas Forças Armadas. A parceria abre um preocupante precedente e traz no seu bojo uma potencial ameaça à soberania nacional, tamanho o acesso que a Viasat terá às comunicações intragoverno.

Procurada, a Telebras disse discordar que o acordo represente ameaça à soberania. Com relação às ações que correm na Justiça, a estatal afirmou que “a política da companhia é de não se manifestar em processos em curso”. Para todos os efeitos, o contrato entre a Telebras e a Viasat dará aos norte-americanos apenas a utilização da banda Ka do satélite SGDC-1 – a Banda X do sistema permanecerá de uso exclusivo militar. O controle e a operação do satélite serão de responsabilidade da estatal e do Ministério da Defesa. Nada disso, no entanto, impedirá que a Viasat entre na corrente sanguínea do setor público. A multinacional terá acesso à comunicação de estatais e órgãos federais, submergindo em dados não menos estratégicos do governo.

Terá ainda uma posição privilegiada na prestação de serviços de banda larga para setores nevrálgicos, como aviação comercial e o sistema financeiro. Cuidará ainda do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o que a colocará no coração de 50 mil entidades públicas, entre escolas, hospitais, repartições, postos de fronteira etc. Sob a ótica da área de Defesa, o SGDC-1 deveria ser operado exclusivamente pela própria Telebras ou, admitindo-se as limitações financeiras e tecnológicas da estatal, por meio de parceria com as operadoras de telecomunicação que atuam no país.

A Viasat não tem qualquer negócio no Brasil e aterrissou na concorrência sem que se saiba muito bem como e com que interesses. Aliás, concorrência não é bem o termo. As próprias empresas de telefonia já entraram na Justiça questionando a licitação vencida pelos norte-americanos. Em 2017, a Telebras publicou edital para a prestação dos serviços dentro do PNBL. Não houve candidatos. As empresas de telefonia chegaram a solicitar ajustes no modelo, mas não teriam sido ouvidas. Com base no artigo 29 da Lei das Estatais 13.303/2016, que permite a dispensa de novo certame “quando não acudirem interessados à licitação e essa, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo à empresa pública”, a Telebras fechou o contrato com a Viasat.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

O milionário da bola

Este será o ano de Neymar – não necessariamente dentro de campo. O staff do jogador calcula que seus ganhos publicitários em 2018 chegarão próximo dos US$ 40 milhões, 40% a mais do que no ano passado. Ressalte-se que a cifra não inclui os mais de 60 milhões de euros que o craque ganhará nos próximos quatro anos para promover a Copa do do Catar, em 2022 – vinculados ao contrato com o PSG.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

Cabo de guerra

Há um cabo de guerra querendo puxar o economista Eduardo Giannetti da campanha de Marina Silva para a de Joaquim Barbosa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

O aperto do Walmart

Caso a venda do Walmart Brasil se consume, os norte-americanos não vão deixar saudades entre seus fornecedores. Segundo o RR apurou junto a um grande fabricante de alimentos, a rede varejista tem adotado uma política de relacionamento draconiana, impondo um número maior de parcelas e prazos mais longos de pagamento. A negociação, de acordo com a fonte do RR, é na base do “pegar ou largar”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

A encruzilhada de Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está dividido. Se levar o cadastro positivo à votação do Congresso, o projeto passa e o governo fatura. Se fizer forfait e sentar em cima, tira o pão da boca de Michel Temer, seu concorrente ao Palácio do Planalto, mas perde o apoio da banca. As instituições financeiras estão aguardando ansiosas pelo cadastro positivo, um mecanismo de seleção adversa, capaz de identificar o bom e o mau pagador. Por essa lógica, em vez de cobrar um spread astronômico para qualquer tomador de empréstimos,
os bancos selecionariam aqueles com histórico pagante intocável, que seriam merecedores de juros menores. Na média, as taxas baixariam. Essa dobradinha deliciosa – spreads mais reduzidos e custos com inadimplência mais baixos – se arrasta há anos no Congresso. É incrível como não aprovaram esse cadastro até hoje.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

Uma saída de emergência para a Mendes Junior

A Mendes Junior abriu negociações com o Ministério da Transparência (CGU) na tentativa de fechar um acordo de leniência. É a bala de prata do nonagenário empreiteiro Murillo Mendes. Hoje, como está, a companhia parece caminhar para o seu crepúsculo. Foi declarada inidônea pela CGU, proibida também pelo TCU de fechar contratos com o setor público e está no meio de um complexo processo de recuperação judicial.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

Coelho pula para longe do governo Temer

Fernando Coelho Filho, que até a semana passada ocupava o Ministério de Minas e Energia, rompeu com o governo Temer. O divórcio se consumou com a sua repentina decisão de se transferir do MDB para o DEM – segundo o RR apurou, acertada na madrugada de sábado após conversa com o deputado Rodrigo Maia. Coelho sentiu-se traído pelo Palácio do Planalto por conta da indicação de Moreira Franco para o Ministério. Havia um acordo tácito para que o então ministro fizesse o seu sucessor. Ele trabalhava por  dois nomes, ambos integrantes da sua equipe no Ministério: o secretário de Energia Elétrica, Fabio Lopes Alves, e o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marcio Bezerra. Mas, como Fernando Coelho não é Henrique Meirelles, não teve a regalia de manter influência sobre a Pasta – o que ex-ministro da Fazenda conseguiu ao indicar o sucessor Eduardo Guardia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

A “segunda” RJ da PDG

Mesmo após a aprovação do plano de recuperação judicial, o calvário da PDG ainda está longe do fim. A próxima “obra” da construtora é negociar com as centenas de credores extraconcursais, a quem deve R$ 2,7 bilhões. É quase uma “recuperação judicial” à parte.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

Rearrumando as peças

O Marfrig rearruma suas peças nos EUA. Paralelamente à compra da National Beef, já teria aberto negociações para a venda da Keystone à Tyson Foods.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

O pito do capitão Bolsonaro

O reduzido público na manifestação a favor da prisão de Lula, na última quinta-feira, em Brasília, ainda repercute na campanha de Jair Bolsonaro. O capitão põe a culpa pelo baixo quórum – cerca de 1,5 mil pessoas – na conta do PSL, que não teria conseguido mobilizar filiados e os milhares de seguidores de Bolsonaro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Walmart, PDG, Marfrig, Mendes Junior e Ministério da Transparência.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.